Devagar governador

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   É impossível não perceber que nem o governador João Alves Filho (PFL) e muito menos o ex-prefeito Marcelo Deda (PT) não possuem a paciência suficiente para aguardar a autorização do calendário eleitoral. Ambos estão em plena campanha eleitoral, não na campanha propriamente dita, aquela que inicia com a festa da convenção e em seguida é desenvolvida com a distribuição de santinhos, a  propagação de outdoors e a realização de showmícios diários, mas eles já começaram a executar a parcela mais importante e mais perigosa das campanhas, quando às vésperas de um processo eleitoral, ocorrem as negociações com as principais lideranças, as acusações de parte a parte, o denuncismo desenfreado, as agressões descontroladas e por fim o acirramento do clima entre membros apoiadores de uma ou outra candidatura. Esse é, portanto, o momento mais perigoso porque a partir daí fica praticamente impossível controlar as ações de todos os simpatizantes.

 

  João Alves é um político com densidade eleitoral suficiente para disputar qualquer mandato eletivo em Sergipe com chances reais de vitória. Porém enfrenta atualmente o difícil drama de no exercício do seu terceiro mandato à frente do Poder Executivo Estadual, quando todos atribuem ao ocupante de tal cargo pela terceira vez uma experiência considerável, perceber que as pesquisas apresentadas lhe são extremamente desfavoráveis. Essa seria uma situação normal e aceitável em qualquer pleito e em qualquer  lugar do mundo, mas ela carrega consigo a diferença de que o candidato João Alves Filho possui nesse momento o controle da máquina estatal que pela atual legislação conquistou o direito de disputar um novo pleito sem a necessidade de afastamento do comando dessa máquina pública que contrata, que emprega, que patrocina de forma substancial os principais veículos de comunicação, que tem o poder de perseguir destrutivamente os seus opositores e que torna-se quase impossível não acabar influenciando bastante no resultado final do pleito.

 

    Por outro lado o ex-prefeito Marcelo Deda é um jovem, simpático que penetra muitíssimo bem no eleitorado jovem e que por conta da sua condição de aliado do presidente da república conseguiu fazer em Aracaju uma administração razoável, com obras onde a marca registrada era a lentidão na execução, com um tratamento não muito recomendado para com os aliados, mas concluiu o seu período administrativo de bem com a população e disposto a ir em busca de um mandato de governador que hoje pertence ao engenheiro João Alves Filho cuja disposição em não entregá-lo é tão grande que a forma ostensiva como o governador tem buscado enfrentar o candidato petista começa a caracterizar-se como desesperada. Seria bom que o governador fosse aconselhado por alguém da sua confiança que coloque o pé um pouquinho no freio, até porque o período de conversações e articulações está apenas começando e nos próximos 30 dias muitos lances surpreendentes ainda poderão ocorrer na política sergipana. (Foto: César de Oliveira).

 

Denúncia I

Em entrevista concedida ao programa “Fala Sergipe” apresentado pelo radialista e vereador Fábio Henrique (PDT) o ex-vereador de Aracaju por quatro mandatos Jidenal Santos, na necessidade de esclarecer uma colocação feita pelo senador Valadares – que afirmou ter tomado conhecimento de que o ex-vereador havia recebido uma oferta de cargos no governo do Estado cujo valor atribuído aos cargos totalizavam algo em torno de R$ 6.000,00 – esclareceu que o governador não lhe fez diretamente a oferta, apenas lhe fez a seguinte pergunta: “O que é que o senhor está precisando?”. Segundo o ex-vereador, a questão dos cargos foi colocada por ele e não pelo governador. Porém há quem entenda que se os cargos foram ofertados em troca do apoio político, Jidenal pode sem querer ter denunciado o possível uso da máquina pública para influenciar no processo eleitoral.

 

Denúncia II

Já na etapa seguinte da entrevista o ex-vereador acabou denunciando o comportamento do ex-prefeito Marcelo Deda no trato com os aliados que pode deixar os pretensos apoiadores da atual candidatura de orelhas em pé. Ocorre que Jidenal no seu estilo sombrio e equilibrado acabou denunciando João Alves, pelo uso da máquina pública e Deda pelo tratamento não muito afável com os aliados.

 

 

PSDB

Nas inserções da propaganda gratuita do PSDB foram exibidas algumas com o deputado Fabiano Oliveira lembrando que como tucano teve uma atuação destacada na Secretaria de Turismo no governo Albano Franco. Só para lembrar, o governador é tucano, mas Fabiano, quando secretário, era do PPS, por onde foi candidato a deputado estadual em 2002. Por divergências internas, ele se filiou ao PSDB.

 

 

Laranjas

Durante a entrevista coletiva concedida pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PCdoB) na última sexta-feira, entre os profissionais de comunicação presentes, corria a notícia de que vai estourar uma bomba, guardada a sete chaves, que diz respeito a um assessor do alto escalão do governo estadual, ligado a comunicação – que já atuou numa secretaria municipal em Aracaju – com notas laranjas.

 

 

Na terra do rei Johnnie Player I

Toda semana esta coluna vai publicar algumas histórias que ocorreram nos bastidores das campanhas eleitorais de Sergipe. “Na terra do rei Johnnie Player”, contará fatos pitorescos de conhecimento apenas de alguns jornalistas, publicitários, marqueteiros e políticos. Por exemplo, em 1985, no ápice da redemocratização do país, Fafá de Belém estava em alta, era a musa das diretas Já. Esteve em Sergipe por duas vezes em menos de um ano. A primeira para o comício das Diretas Já e a segunda para o show de encerramento da campanha de Jackson Barreto a Prefeitura de Aracaju, naquele ano ao lado de João Alves Filho.

 

Na terra do rei Johnnie Player II

O cachê de Fafá de Belém era cotado em dólar naquele ano por conta da infração galopante. O show era em torno por US$ 25 mil. Porém, para o último show o cachê “acertado” por alguns que naquela época faziam a “ponte” com o governo estadual ficou em US$ 90 mil. Detalhe: em contato com o empresário da artista, o show foi comprado por US$ 35 mil e vendido por US$ 90 mil, que hoje seria cerca de R$ 210 mil, somente o cachê, fora às despesas com hospedagem e translado. Talvez seja por isso que um colega de imprensa, por mais que seja orientado a criticar os shows da Prefeitura de Aracaju, não consiga convencer ninguém, já que no passado fazia parte desta “ponte”.

 

 

Imprensa I

Agradeço aos diversos telefonemas e e-mails recebidos por conta da minha demissão do Jornal do Dia. O leitor tenha a certeza que neste espaço cedido pela Infonet continuarei com a mesma linha, com textos informativos e opinativos, analisando o dia-a-dia da política sergipana. De todo episódio apenas uma certeza: por mais que o jornalista tente passar de forma honesta informações e opiniões para os leitores, até mesmo sendo parcial, mas não manipulador ou mentiroso, esbarra nos interesses financeiros de quem optou por ser apenas mais um, lambendo muita bota, como expressou um  leitor através de e-mail.  

 

 

Imprensa II

A total solidariedade desta coluna ao presidente do Sindjor, Cristian Góes que está sendo processado pelo sindicato patronal, tudo por conta de um artigo publicado aqui na Infonet e no JD, convidando os jornalistas e a sociedade para um ato público lembrando os 30 anos do assassinato do jornalista Vlademir Herozg. Não é apenas lamentável por conta da ação autoritária de alguns patrões, mas porque o verdadeiro idealizado da ação, não tem coragem de assumir a mesma. Porém, toda imprensa já sabe que quem canta de galo pregando liberdade de imprensa colocou até mesmo o advogado dele para substituir a advogada do sindicato patronal na causa.

 

Servidores

Enquanto o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PCdoB) determinou a todos auxiliares um corte no custeio para anunciar o reajuste dos servidores – já que a PMA compromete 53,89% da Receita Corrente Liquida com pessoal, quando a LRF autoriza até 54% – o governo estadual não tem maiores problemas para reajustar os salários dos servidores. Tem uma folga de mais de 15% na receita liquida. Com certeza, João Alves deve anunciar nos próximos dias um reajuste significativo para os servidores.

 

Lixo

Não dá para acreditar. Precisamente às 21h, o caminhão que recolhe lixo passa pela passarela do caranguejo. É assim todo final de semana. Muitas vezes o caminhão fica parado em frente aos bares, para deleito dos fregueses e turistas que desfrutam, além dos tira-gostos e dos caranguejos, do “aroma” especial que é exalado do veículo. Até quando a Emsurb vai manter esta situação?

 

Homenagem

Hoje, se estivesse vivo o empresário e ex-deputado Antônio Carlos Franco completaria 54 anos. Como bem escreveu o jornalista Marcos Cardoso ontem, o empresário “era um homem de palavra à moda antiga e que sabia ouvir a todos, sem distinção de classe, partido ou ideologia, era o leitor assíduo e crítico contumaz da imprensa, e era um apaixonado pelo Jornal da Cidade, do qual era proprietário.

 

Frase do Dia

 “Eu dormia e pensava que a vida era alegria. Despertei e vi que  a vida era serviço. Servi e aprendi que o serviço era alegria”.  Tagore.  

                                    

  

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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