DIA INTERNACIONAL DA ÁGUA: HÁ O QUE COMEMORAR?

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Hoje, sábado, dia 22 de março é o dia internacional da água. Portanto, uma boa data para refletirmos, um pouco, sobre o que está acontecendo com este líquido tão precioso…

 

As profecias são assustadoras. Há quem diga que, entre nós, a próxima geração já estará sofrendo muito em conseqüência da falta de água.

 

É o que preconiza, por exemplo, um documento chamado de “carta escrita no ano 2070”, publicado em abril de 2002, na Revista Biográfica Crônica de los Tiempos, e que o pessoal da Ria Slides transformou num power point muito interessante que circula na internet.

 

É provável que todos já conheçam esta carta, contudo, se alguém ainda não viu e estiver interessado, basta solicitar, através do e-mail, domingospascoal@infonet.com.br, que terei o maior prazer em enviar.

 

Em certas partes do mundo não vai ser necessário nem que cheguemos à próxima geração, na verdade, atualmente mais de um bilhão de pessoas não tem acesso a água potável. Aqui mesmo, entre nós, sem que nos demos conta, já estamos pagando muito caro pela água que consumimos.

 

Você já percebeu que pagamos por um litro de água muito mais do que se paga pela mesma quantidade de gasolina, por exemplo?  

 

– “Não! Não é possível. A água é encontrada em qualquer lugar e a sua manipulação é muito simples, enquanto a gasolina é extraída do centro da terra com máquinas caríssimas, ou do fundo do mar quando são utilizadas plataformas, equipamentos, mão-de-obra e transporte de custos vultosos e, depois de transportada para terra ainda passa por um oneroso sistema de refino e distribuição até ser disponibilizada no posto e pudermos colocar nos nossos veículos. Então como pode ainda ser mais barato do que um litro de água? Não é possível”.

 

É possível, sim, querido amigo. Faça a seguinte experiência chegue numa loja de conveniência, num café, num bar ou bodega e peça um copo de 300ml de água, ou uma garrafinha de 500ml e se prepare para pagar R$ 1.00 ou 1.50, respectivamente. Aí é só fazer uma continha elementar: 3 X 1.00 = R$ 3.00 ou 2 X 150 = R$ 300, enquanto que um litro de gasolina ainda se compra por algo em torno de R$ 2.50 a 2.70.

 

Mas, pior ainda, é quando fazemos a comparação com o preço de um litro de leite, aí a diferença é muito maior e sem justificativa. Você já notou que o produtor vende um litro de leite por R$ 0,50 ou 0,60 (cinqüenta ou sessenta centavos), e que depois de toda a manipulação, que envolve pasteurização, embalagem, transporte e refrigeração, o seu preço na gôndola do supermercado é de no máximo R$ 1.10? O equivalente a menos da metade da mesma quantidade de água mineral?

 

Neste caso, não há como falar que a diferença reside na refrigeração, embalagem, logística de distribuição ou qualquer outra alegativa, pois o leite passa, inclusive, por processos muito mais caros. Aí basta que você mesmo faça uma comparação entre os meios que envolvem a produção de um litro de água e um litro de leite para entender como a água está muito mais cara.  

 

Fiz esses comparativos com a finalidade de chamar a atenção para esta questão tão delicada e que a cada dia que passa se torna pior. Se continuar neste passo muito breve teremos sérios problemas com a água do nosso planeta.

 

E, somos nós, eu e você, quem devemos ter o maior cuidado com o desperdício; se pudermos, devemos também influir para que outras pessoas também abracem esta tão nobre causa.

 

Vamos fazer a nossa parte. É essencial que ajamos assim para podermos legar às futuras gerações um mundo melhor. Vamos preservar as nascentes, os córregos, as matas; evitemos poluir, usar indevidamente esta dádiva de Deus. Vamos economizar, gota a gota, a água do planeta.

 

Só para trazer mais alguns esclarecimentos, segue uma demonstração da quantidade de água que consumimos em algumas atividades do nosso cotidiano:

 

  • Para escovar os dentes, 11 litros, para cada escovada;
  • Um minuto debaixo do chuveiro, 15 litros;
  • O acionamento de uma descarga comum, sem vazamento, de 10 a 16 litros;
  • Lavar as mãos, de 3 a 5 litros;
  • Lavar a roupa de uma pessoa numa máquina ou manualmente num tanque 150 litros; e,
  • Lavar a louça numa lava louça, de 20 a 25 litros; lavar um automóvel 100 litros.

                                     Fonte: Consumo Sustentável – Manual de Educação (MMA/IDEC).

 

Sem falar no que poluímos. Você sabia que aquele restinho de óleo que você usa para qualquer tipo de fritura na cozinha da sua casa e que ingenuamente descarta na pia é altamente poluente? Que um litro daquela substância é suficiente para contaminar um milhão de litros de água?  E este milhão de litro de água, que foi indevidamente contaminado, é o que uma pessoa gasta durante quatorze anos?

 

Acrescente a tudo isso os sacos plásticos, garrafas pet, e outros materiais que vamos jogando aleatoriamente sem perceber que com esta nossa atitude tão despretensiosa poderemos estar entupindo os esgotos, as valas, os rios e, até os mares…

Pense bem, vamos tratar com cuidado a abundância da água que ainda existe, evitemos que os rios e os mananciais, já muito comprometidos, sejam mais contaminados ainda e acabem morrendo pela nossa desídia e falta de atenção. Não percamos também as chances que tivermos de conscientizar o maior número possível de pessoas. As futuras gerações agradecerão.

 

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