Discurso desafinado

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Até a campanha eleitoral de 2014 o senador e pré-candidato a governador Eduardo Amorim (PSC) terá que se esforçar muito para calibrar o discurso de oposição. Os exaustivos ensaios, iniciados em janeiro de 2012 quando o cristão rompeu com o governo, ainda não lhe garantiram a certeira pontaria verbal. Exemplo disso é a insistência do senador em criticar os excessivos números de secretariais estaduais e de cargos comissionados. De fato são dois exageros do Executivo, porém Amorim não é a pessoa mais certa para criticá-los, pois esteve no governo durante anos e não fez qualquer reparo sobre tais excessos. Além disso, o pré-candidato exagera na dose ao dizer que Sergipe é o 4º estado em número de homicídios. Não é. Pesquisa divulgada a semana passada mostra que somos o 2º estado menos violento do Nordeste. Portanto, com este discurso desafinado, Eduardo Amorim terá dificuldades para convencer o eleitor que é o novo e o melhor para Sergipe.

Nó do TCE

Tramita na Assembleia um projeto do Tribunal de Contas do Estado que pode criar uma distorção salarial de 85% entre os servidores de nível médio. Preocupado com isso, o deputado Augusto Bezerra (DEM) pediu a atenção dos colegas para a propositura. Além do fosso salarial proposto pelo TCE, o demista ainda adverte para a transformação para nível superior de cargos de nível médio.

Responsabilidade

A Faculdade Estácio FASE abriu ontem a 1ª Semana de Responsabilidade Social, evento realizado em todo o país pela Estácio. Até sábado próximo, acontecem nos cerca de 60 campi da Estácio no Brasil mais de 350 atividades gratuitas como palestras, oficinas, ações culturais e atendimentos nas áreas de Saúde e Direito. Em Aracaju, a Semana terá uma série de ações voltadas para a coletividade. Participe!

Cuia de votos

Um dos assuntos mais comentados nos últimos dias em Sergipe é a decisão do jovem empresário Ricardo Franco em se filiar a um partido liderado por Edvan Amorim (PTB). Há quem afirme, inclusive, que se o moço for mesmo candidato a vice-governador não há quem derrote Eduardo Amorim (PSC). Os mais céticos, contudo, andam querendo saber onde estão os votos de Ricardo Franco. Será que enchem uma cuia?

Livraria

A Editora UFS inaugura hoje a sua livraria. O novo ponto de venda está localizado na entrada da Biblioteca Central do Campus Universitário e funcionará das 9h às12h e das 14h às 18h. Serão vendidos no novo espaço literário obras publicadas pela editora UFS, sobretudo livros e revistas que divulgam os resultados de pesquisas científicas. Legal!

Patrimônio

O Instituto Banese vai patrocinar a reforma e a restauração da Igreja Matriz de Neópolis. A obra visa restabelecer a integridade física da construção do templo e de seus elementos artísticos, preservando uma das riquezas da região. Construída em pedras polidas, a Matriz de Santo Antônio tem capacidade para 400 pessoas.

Paralisados

Ganhando uma merreca como salário, os servidores do Detran de Sergipe prometem paralisar as atividades de amanhã até quarta-feira da semana que vem. Eles também denunciam que o órgão alega falta de recursos para melhorar os salários dos trabalhadores, mas mantém servidores fantasmas ganhando salário de R$ 26 mil. Será?

Mini-reforma

O Senado aprovou ontem pequenas mudanças na lei eleitoral. Caso a Câmara Federal também aprove a mini-reforma, fica proibida a propaganda em faixas, muros e placas e o adesivamento total de carros, chamado de envelopagem. Os partidos também ficarão impedidos de trocar seus candidatos na véspera da eleição, como ocorre atualmente. Foi o caso de São Cristóvão, onde o candidato a prefeito Armando Batalha renunciou horas antes da eleição, sendo substituído pela esposa Rivanda Farias.

Cara nova

A TV Sergipe já tem novo diretor de jornalismo. É o mineiro Pedro Henrique Varoni de Carvalho. Ele veio substituir Roberto Gonçalves, afastado do cargo após ter sido acusado de assédio sexual a uma jornalista. Pedro Henrique foi apresentado aos novos colegas de trabalho pelos acionistas da emissora, os cunhados Albano Franco e Lourdes Franco.

Do baú político

As más línguas não se cansam de afirmar que se comprou tantos votos nas últimas eleições em Sergipe que, por pouco, alguns candidatos não jogaram dinheiro de avião. Tivessem feito isso, não estariam inovando. Na eleição de 1966, o então deputado estadual Fernando Prado Leite (PR) candidatou-se à Câmara Federal e resolveu fazer uma campanha diferente. Além de contratar artistas famosos para animar seus comícios, fez uso do rádio para divulgar as propostas políticas, coisa inédita no estado. Achando pouco, alugou um pequeno avião para dar rasantes e jogar dinheiro nas feiras do interior. “Eu conseguia nos bancos cédulas novinhas de um cruzeiro e jogava para a meninada. Era uma festa”, lembra. Apesar de ter feito até ‘chover dinheiro’, Fernando Leite não se elegeu porque, segundo conta, a Justiça Eleitoral impugnou boa parte dos votos que teve em Aracaju. Motivo: os eleitores escreveram na cédula eleitoral “o Brasa”, que era seu apelido político, coisa que a legislação casuística do golpe militar não permitia em hipótese alguma.

Resumo dos Jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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