Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade” ( Dalai Lama )
Um novo tipo de diabetes foi reconhecido internacionalmente no último Congresso Mundial de Diabetes, realizado em Bangkok, Tailândia. Durante esse evento a Federação Internacional de Diabetes (IDF) oficializou o diabetes tipo 5. Trata-se de uma doença que afeta jovens de muito baixo peso, normalmente com IMC [índice de massa corporal] abaixo de 19, antes dos 30 anos.
Pesquisadores da IDF (Federação Internacional de Diabetes) reconheceram a cerca de 30 dias o diabetes tipo 5, forma da doença associada à desnutrição e que afeta principalmente adolescentes e jovens.
Essa forma de diabetes é associado à desnutrição, sendo de que é uma doença que se concentra principalmente em países de média e baixa renda, notadamente em países da Ásia e da África. Estima-se que entre 20 e 25 milhões de pessoas no mundo tenham essa condição, mas infelizmente há bastante casos subdiagnósticados, sabemos de que é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo
A condição que anteriormente era conhecida como “diabetes relacionado à desnutrição”, afeta principalmente adolescentes e jovens adultos magros e desnutridos em países de baixa e média renda.
O reconhecimento ocorreu após anos de pesquisa e articulação de especialistas que identificaram mecanismos distintos dos observados nos tipos 1 e 2 da doença.
Com esses novos estudos sobre a classificação, especialistas foram ao IDF e à Associação Americana de Diabetes em dezembro de 2025 para apresentar evidências das diferenças entre as condições.
“O diabetes relacionado à desnutrição foi historicamente muito subdiagnosticado e pouco compreendido”, afirmou Meredith Hawkins, professora e diretora fundadora do Instituto Global de Diabetes do Albert Einstein College of Medicine.
Ela explica que o reconhecimento desse tipo pela IDF como diabetes tipo 5 é “um passo importante para aumentar a conscientização sobre um problema de saúde que é devastador para muitas pessoas”.
Durante a realização do congresso, o presidente da entidade, Peter Schwarz, anunciou a criação de um grupo de trabalho, presidido pela professora, para desenvolver um diagnóstico formal e diferentes medidas terapêuticas para a doença nos próximos dois anos.
Estudos conduzidos nas últimas décadas mostram que os pacientes com esse tipo de diabetes apresentam um “defeito profundo na capacidade de secretar insulina, o que não era reconhecido anteriormente”.
Observou-se em alguns estudos realizados no último ano que o Brasil é o 6º país com mais casos de diabetes no mundo
A nova classificação também visa corrigir diagnósticos equivocados, ou seja de acordo com Hawkins, a dificuldade em diagnosticar corretamente o tipo 5 sempre passou a ser um grande desafio.
Além disso ela destaca que muitos pacientes estudados eram jovens, magros e pareciam se encaixar no perfil do diabetes tipo 1, que normalmente responde bem ao uso de insulina, infelizmente o tratamento não funcionava como esperado e, em alguns casos, chegava a provocar hipoglicemias severas e graves.
Por outro lado, esses mesmos pacientes também não apresentavam características típicas do diabetes tipo 2, geralmente associado à obesidade, o que tornava o quadro ainda mais confuso, a pesquisadora estima que entre 20 a 25 milhões de pessoas em todo o mundo possam estar vivendo com diabetes tipo 5, especialmente em regiões da Ásia e da África. Ela destaca que essa forma da doença é mais prevalente do que outras enfermidades graves, como a tuberculose, e quase tão comum quanto o HIV/AIDS, ela também ressalta que a falta de um nome oficial até agora dificultava tanto o diagnóstico quanto a busca por terapias eficazes.
Com o reconhecimento da nova classificação, ela acredita que será possível avançar no combate a uma doença historicamente negligenciada, que compromete gravemente a saúde e, muitas vezes, resulta em morte.
Uma Boa e Alegre Semana…