É Natal, vamos amar mais e nos armar menos

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No dia de hoje, como em todos os dias de nossas vidas, estamos recebendo um presente muito valioso, embora não percebamos e, por não percebermos, não o valorizamos tanto. 

Porém, devíamos dar mais importância, tratar melhor, valorizar mais, curtir mais, agradecer mais por esta dádiva tão preciosa que, gratuitamente, recebemos todos os dias de nossas vidas e que por ser tão importante e valioso e, de fato, representar tanto na nossa existência, tem o nome de “O PRESENTE”, o instante rico, o instante único, o instante que infelizmente nunca mais se repetirá. Mas, tão desvalorizado. 

Ele é único, exclusivo e só nosso. Porém, efêmero, finito, singular, extraordinário e veloz. Este presente é tudo e é nada, depende do ângulo que o vemos, que o usamos, pois queiramos ou não, ele passa. E, sobretudo, infelizmente, passa que nem percebemos. 

Ele vai sem que lhe emprestemos o verdadeiro valor que realmente tem e, miseravelmente, só vamos lembrar dele, sentir a sua falta, reconhecer a sua utilidade, quando não pudermos mais reavê-lo. 

Ele não volta nunca. Ele, como já visto, não se repete, é sempre único, exclusivo, individual. Ou usamos bem quando ele ocorre, ou não o usaremos jamais. Pois este presente tão especial, só se dar no presente, não se projeta para o futuro. Não podemos estocá-lo para usar quando melhor aprouver, guardá-lo para presentear alguém e nem entesourá-lo nos cofres dos nossos valores. A nós só é dado o direito de usá-lo no momento de sua ocorrência. Nem um segundo antes e nem um minuto depois.

Por que será que relegamos tanto este presente? Por que não desfrutamos seus benefícios, de suas vantagens, de suas belezas? 

A resposta a este questionamento talvez não seja tão fácil, o quanto parece. Contudo, conhecemos alguns dos motivos que nos levam a nem percebê-lo, e deixemos que ele se vá sem que usufruamos de seus benefícios. 

Acredito que sofremos da síndrome da defesa, ou seja, estamos sempre armados contra: contra o outro, contra o tempo, contra a vida e até contra o próprio presente. Para nós, é fundamental que tenhamos pronto um pretexto, uma resposta, uma justificativa ou uma desculpa, para o nosso proceder. Estamos sempre nos justificando, nos pré-ocupando, nos des-culpando e, por estarmos sempre armados e na defensiva, falta-nos o tempo e a liberdade para gozarmos das benesses do nosso maior presente que é, exatamente, viver o presente. Pois se tudo está caminhando na rotina, dentro dos padrões, vamos deixando de valorizá-lo.

Diante dessa penosa realidade, espero ter de vocês, ilustres e queridos leitores, que paciente e bondosamente, exercem o sacrifício de seguir-me em minhas arrevesadas reflexões, a liberdade para sugerir que olhemos para fora do quadrado e experimentemos mudar, experimentemos nos desarmar dessas metralhas indesejáveis e nos municiemos de mais atenção ao presente, ao quê e por onde passamos, com o quê e com quem estamos.

Se sabemos que o tempo flui, o tempo passa, que a vida escoa rápido, ela também passa temos de quebrar os grilhões das aparências, as amarras das futilidades, as correntes das justificativas e buscarmos as essências das coisas simples, do dia-a-dia, das alvoradas, do sol brilhante, dos anoiteceres, do céu estrelado, da lua dos namorados; das amizades, dos carinhos, dos amores, dos prazeres; da natureza, da nossa casa, da nossa mesa, da nossa cama, dos nossos amores.

Amor, este é o caminho para viver e fazer, dar e receber, falar e escutar, tudo com amor. Tenhamos a coragem para dizer eu te amo e a minha vida; eu amo o meu corpo e o meu espaço; eu amo o meu trabalho e as minhas mãos; eu amo a minha casa e a minha família; eu amo meu transporte e as minhas pernas; eu amo os meus pais e ao meu país…  

Não nos esqueçamos nunca de que, assim com o tempo é fugaz, nós também estamos indo, nós também passamos e caminhar com amor é muito melhor, mais prazeroso e fácil. Estejamos atentos para o fato de somente nos darmos conta do valor das coisas, sobretudo, das coisas simples, quando elas faltam, quando elas já se foram.   

ESTAMOS NUM MOMENTO MUITO BOM PARA IMPLEMENTARMOS MUDANÇAS EM NOSSAS VIDAS, A DATA MAIS IMPORTANTE DA HUMANIDADE ESTÁ CHEGANDO, BREVE COMEMORAREMOS O NASCIMENTO DO SALVADOR; UM NOVO ANO TAMBÉM ESTÁ NASCENDO, É TEMPO DE RECOMEÇO, REINICIEMOS, POIS, UMA NOVA FASE EM NOSSAS VIDAS: VAMOS AMAR MAIS E NOS ARMAR MENOS.  

FELIZ NATAL

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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