É o fim do PFL?

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Vinte anos de ascensão e queda do PFL. Esse poderia ser o título de um ensaio sobre a história do Partido da Frente Liberal entre os anos 1986 e 2006. A vida pefelista no período poderia ser descrita como uma parábola, que sai de um ponto inercial, sobe e depois decai ao nível inicial. A coincidência histórica é que o partido que se iniciou na cena política brasileira elegendo apenas um governador, de Estado pequeno e de importância relativa — no caso, Sergipe —, chega ao ponto crucial da sua existência fazendo somente um governador de unidade federada também sem muita importância — agora, o Distrito Federal.

Duas décadas atrás, o PFL foi a exceção à regra do PMDB. Com o fim do bipartidarismo e dos presidentes militares, o partido de Ulysses Guimarães estava possuído do encanto de quem ousou fazer oposição ao regime, que representava o novo, daí ter conseguido eleger quase todos os governadores, à exceção de Sergipe, onde se saiu glorioso o pefelista Antônio Carlos Valadares — vitória creditada ao então governador João Alves Filho. Desta vez, quando não há um partido hegemônico no mapa eleitoral nacional, o solitário governador eleito pelo PFL foi José Roberto Arruda.

 

FILOSOFICAMENTE ACOMODADO ÀS CIRCUNSTÂNCIAS — Neto da conservadora Arena, pois nascido da dissidência do PDS, que sucedeu àquela, o PFL nunca foi de fato um partido de decidir sozinho ou de liderar um bloco, mas de acomodar-se às circunstâncias, de grudar com oportunismo ao projeto do mandatário da hora, não importando se do personalista Fernando Collor ou do social-democrata Fernando Henrique.

No Planalto, só foi de fato importante no primeiro governo civil pós-regime, de Tancredo Neves/José Sarney (1985-1990), após somar-se ao PMDB para derrotar Paulo Maluf no colégio eleitoral. Sarney, o político mais antigo em atividade no Congresso, onde chegou como deputado federal em 1955, foi da UDN, da Arena, do PDS e também do PFL antes de se filiar ao PMDB já no exercício da Presidência.

Com a subida de Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto, em 2003, pela primeira vez o PFL ficou longe daquilo que mais gosta, o cheiro do couro das poltronas do palácio. Figurou como aliado dileto dos tucanos durante os dois governos de FHC (1995-2002), manteve-se no posto nas duas derrotas para Lula, mas nem como coadjuvante tem conseguido manter-se com a mesma importância. Alguém aí se lembra quem foi o candidato a vice-presidente da República na chapa de Geraldo Alckmin?

O PFL já não tem o Nordeste como principal reduto eleitoral, certamente uma conseqüência da decadência do coronelismo da região — vide a emblemática derrota de Antônio Carlos Magalhães na Bahia, ampliada pela queda do eterno cúmplice João Alves Filho em Sergipe. E já não mandando no Nordeste, o partido perde em representação. Se ainda mantém alguma força no Senado, onde é dono da segunda maior bancada, com 16 senadores, se ressente da falta de tônico muscular na Câmara. Num lapso de três eleições nacionais, o PFL deixou de ocupar nada menos que 40 cadeiras de deputados federais. O PFL está em crise, disso não há dúvida.

 

Deputados federais eleitos pelos quatro maiores partidos

Partido

1998

2002

2006

PMDB

83

88

89

PT

59

91

83

PSDB

99

71

65

PFL

105

84

65

Fonte: DIAP – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

 

* A propósito, o candidato a vice-presidente de Alckmin foi o senador pernambucano José Jorge.

 

 

O alerta do Greenpeace

 

Com o título “Alerta geral: o mundo já está sofrendo com o aquecimento global”, a entidade ambiental Greenpeace acaba de divulgar no Brasil o seguinte aviso: “Como é típico dos seres humanos, o mundo acordou agora, um tanto atrasado, para o aquecimento global: no momento em que a água começa a bater no joelho. Literalmente. Basta ligar a TV e prestar atenção às notícias diárias: enchentes, expansão de desertos, incêndios provocados pela seca e nevascas fortíssimas. Precisamos abrir os olhos, cobrar ações efetivas das autoridades e evitar danos maiores para nosso futuro.

Falando em conseqüências, no Brasil o cenário de mudanças climáticas é bem explícito:

• Atualmente, somos o quarto maior colaborador para o aquecimento global do mundo;
• O desmatamento da Amazônia é responsável por 75% da emissão brasileira de gases;
• Em 2070, nesse ritmo, a floresta amazônica poderá se transformar num grande cerrado.”

O texto se encerra com dicas de como o homem, no seu dia-a-dia, pode ajudar a impedir a destruição do planeta:

“Além das conseqüências, é preciso cuidar também das causas! Por isso, vamos exigir a adoção de medidas contra o aquecimento global. Além do governo, você também pode contribuir fazendo a sua parte:
• Economize energia elétrica: não guarde alimentos quentes na geladeira, use lavagem a frio na máquina de lavar, troque lâmpadas incandescentes por fluorescentes;
• Dispense sempre que puder os saquinhos plásticos, e quando não for possível, reutilize-os para armazenar o lixo;
• Separe os materiais recicláveis e incentive a coleta seletiva no seu condomínio, bairro ou cidade;
• Use sempre materiais de limpeza biodegradáveis;
• Ao comprar produtos de madeira, verifique sempre a origem e exija o selo FSC;
• Peça e ofereça carona, além de divertido, você contribui para diminuir a poluição.”
Você pode ver mais no site do Greenpeace

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