Educando o pensamento: como seria bom se… (*)

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A maioria de nós conhece pessoas que só pensam em coisas ruins, ou acreditam que com elas tudo o que lhes acontece não é legal, ou que não têm sorte. Por que essas pessoas só pensam assim? Será que elas poderiam pensar de maneira diferente? Ou será que não têm sorte mesmo?

O mundo se transformou nos últimos 40 anos. As pessoas deixaram de se trabalhadores manuais e passaram a ser trabalhadores do conhecimento, muitas empresas deixaram de serem organizações fechadas e se transformaram em organizações do conhecimento.

Atualmente, qualquer jovem nordestino que more no mais distante povoado, mas que tenha acesso à internet terá acesso às mesmas informações que qualquer jovem que more em um grande centro desenvolvido.

As informações estão cada vez mais difíceis de serem guardadas e, hoje em dia, são encontradas em qualquer parte. Mas, para as organizações o único diferencial significativo é o de justamente saber como tirar proveito dessas informações. Recentemente, em um evento do Movimento Competitivo Sergipe – MCS tive a grata oportunidade de ouvir um palestrante informar que a sua empresa, sediada no sul do país, se preparou para a crise mundial. Com base em simulações realizadas pelos seus conselheiros foi possível tomar decisões que os colocaram em um patamar diferenciado. Ai está evidenciado a grande validade da informação e mais do que isso, saber o que fazer com essa informação. Pois, embora os burburinhos mundiais sussurrassem uma possível crise financeira que seria iniciada nos USA praticamente poucas empresas tomaram as precauções necessárias para se resguardarem – na medida do possível de uma crise mundial.

Hurson[1] cita uma experiência genial com lagartas processionárias que seguem umas às outras mediante um fio de seda lançado pela lagarta que está à frente. Assim sendo, as lagartas seguem todas a direção traçada pela lagarta que está à frente. Nessa experiência foi provocado que as lagartas andassem em círculo; assim sendo, as lagartas ficaram girando horas em circulo e só pararam quando algumas começaram a não conseguir mais se mover.

Esta, certamente, é uma metáfora excelente para cada um de nós que não consegue ver as coisas fora do quadrado e terminamos por ficar toda a nossa vida pensando em circulo sem evoluirmos e sem tomarmos atitudes.

Na maioria das vezes procurarmos traçar planos para o futuro sempre imaginando experiências bem sucedidas de outras pessoas. Na verdade quase nunca paramos para imaginar outras possibilidades. Assim sendo, parece que muitas vezes vivemos as vidas nos outros nas nossas próprias experiências.

Tal qual qualquer outro processo de aprendizagem, para melhorarmos a qualidade da nossa capacidade de pensar, nada é mais importante do que a repetição contínua do ato de pensar e de começarmos a buscar não apenas uma única resposta para os problemas com os quais nos defrontamos.

E para criar o futuro desejado e não assegurado, é necessário – primeiro que imaginemos como deverá ser esse futuro. Só a partir da primeira imagem mental é que iniciamos verdadeiramente os passos para construir esse futuro.

Todavia, na maioria das vezes temos muitas dificuldades em imaginar o futuro que desejamos para nós ou para nossas empresas. Daí vem o primeiro passo fornecido pelo pensamento criativo, que tal escrever uma lista com umas dez frases do futuro que queremos construir iniciando com a seguinte frase:

“Como seria bom se….”

Depois que escrever as dez ou mais frases, sempre buscando escrever algo que represente o futuro que você deseja para você, leia calmamente aquela que mais se aproxima com o futuro que você tanto deseja. Se quiser, inspirado nessa, poderá escrever outras similares. Depois leia cuidadosa e atentamente, pode ser que você encontre aquela que representa o seu futuro desejado.

Na verdade esse é apenas um primeiro passo. Mas, experimente, tente você poderá ter uma grande surpresa.

 

 

(*) Fernando Viana

WWW.fbcriativo.org.br

 

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[1] Pense Melhor, DVS Editora, São Paulo, 2008 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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