Educar Para Humanizar

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Caros internautas recomendo o livro Educar para Humanizar (Paulinas – 2006), cujo autor Antonio Pérez Esclarín é um grande exemplo para estes tempos que estamos vivendo:

“Somos criadores de nós mesmos. Todo ser humano é dotado da capacidade de se transformar interiormente, de modificar sua maneira de pensar e de viver. A vida é uma viagem e cada um pode decidir o seu destino. Podemos dirigir a vida para o vértice ou para o abismo, para a paz ou para o desespero, para a felicidade ou para o sofrimento. A herança ou nascimento biológico nos dá o ser, mas não o modo de ser. Viver é se colocar no caminho para chegar a ser alguém, para que o ser humano floresça em plenitude.

‘A canção que quis cantar… ainda não a cantei’, diz o verso de Rabindranath Tagore. Todos viemos a este mundo com um sentido e uma missão. Sabemo-lo no fundo da alma e aspiramos a descobrir este sentido e cantar esta canção. Infelizmente, cada vez menos pessoas se arriscam a tentar descobrir qual é o sentido de sua canção e morrem sem a ter cantado. Cantaram, talvez, as canções que outros puseram em seus lábios, mas não a sua. Pensaram que viver fosse imitar ou copiar, deixar-se levar pela corrente. Deixaram-se fazer. Não se atreveram a ser elas mesmas, a viver sua própria aventura. Dedicaram-se a ganhar dinheiro, poder, conhecimentos, a amontoar coisas, a representar o roteiro que outros escreveram. Não se dedicaram a ser, não se propuseram a escrever suas próprias vidas e muito menos fazer delas uma verdadeira obra de arte.

Moldar o próprio futuro supõe coragem, superação, perseverança. Hoje é preciso muito valor para enfrentar com firmeza as dificuldades e navegar contra a corrente. Valor para se atrever a ser autêntico, em um mundo que propõe a imitação e a covardia como ideais de vida. Não há vitória sem esforço e luta; para vencer deve-se persistir. Como diz um velho ditado: Deus ajuda a quem cedo madruga… Deve-se amar a vida e vivê-la com ânimo e com expectativa para ser capaz de enfrentar todos os problemas e dificuldades. Viver tudo com intensidade, até a dor e as desgraças. ‘A vida vale à pena e até valem as penas da vida’ (Savater). Amar tudo o que somos e tudo o que nos acontece. Amar inclusive a parte sombria, negativa, do nosso coração. Somos habitados por forças positivas e por forças negativas, podemos fazer o bem ou o mal, reforçamos com nosso comportamento a cultura da morte ou fazemos brotar a vida. “Dentro de cada um de nós está o céu ou o inferno.”

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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