EDVALDO, AS MARIPOSAS E A MOSCA AZUL

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Apesar do título deste artigo nos remeter às fábulas de La Fontaine, famoso escritor e fabulista francês, em verdade, este singelo artigo, com título tão curioso, apenas nos leva a uma reflexão profunda de quão intrínseco é o atual relacionamento das “mariposas” com o chefe do Executivo de Aracaju, Edvaldo Nogueira, depois deste ser picado pela “mosca azul” do poder.  

Nas últimas semanas, tenho conversado bastante com “amigos” do prefeito Edvaldo Nogueira e, confesso, fiquei por demais impressionado com as declarações disparadas contra ele por figuras que sempre o apoiaram nos sucessivos e recentes embates políticos.  Todos eles, indistintamente, reclamando agora do jeito altivo de governar do companheiro prefeito da capital.

Mas será que o nosso ED BONACHÃO mudou tanto assim? Particularmente, não seria capaz de fazer tal afirmação, uma vez que nunca privei de sua amizade. Nunca o acompanhei no dia-a-dia da política, como a maioria destes com os quais conversei. Mas uma coisa é certa: pelo nível de descontentamento exposto por essa turma, o “Ed bonachão” transformou-se, repentinamente, no “Ed sabichão” – o fera na arte de fazer política. E, diante desse fato, não preciso de bola de cristal para prever um futuro um tanto quanto sombrio para o prefeito da capital, Edvaldo Nogueira. Aliás, já assistimos a esse filme antes, aqui mesmo em Aracaju.

Em passado recente, que o próprio Nogueira conhece como ninguém, prefeitos considerados insossos também viveram seus dias de glória, depois de eleitos espetacularmente pelo voto popular por conta do carisma de padrinhos políticos importantes. Figuras que, como Edvaldo Nogueira, foram “aclamadas” pelo eleitorado de Aracaju e que hoje estão fora da política pela inexpressividade que representaram na vida pública. Prefeitos que perderam a grande chance de fazer uma administração sem igual. E que assim o fizeram…Só que na pior acepção da palavra.

Vejo, portanto, que os historiadores têm razão. A história vive a se repetir. Talvez pela ingenuidade dos homens, quem sabe pela eterna ganância do poder, ou pela cegueira momentânea provocada pela picada cruel da chamada mosca azul, que depois do aedes aegypti no verão passado, infesta agora as salas e corredores do Palácio Aloísio de Campos.

 

 

“Todos se dizem amigos; mas doido é quem acredita: nada há de mais banal que esse nome; nada é mais raro do que isso.” Jean de La Fontaine…

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