ELEITORES DE JOÃO BANCAM FESTA DE DÉDA

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A despedida festiva do ex-prefeito Marcelo Déda do Ignácio Barbosa deflagrou o que todos já esperavam: o início de uma acirrada campanha para o Governo do Estado, em 2006.

Não pude acompanhar de perto as comemorações, pois estava fora da cidade. Mas, por força da profissão, acompanhei a distância o desenrolar dos festejos, procurando ficar sempre bem informado sobre o acontecimento político do ano. Sim, caro leitor, não estou exagerando, a saída de Déda da prefeitura de Aracaju – queiram ou não – foi o maior acontecimento da política sergipana nos últimos meses. E como sendo um ato grandioso, não poderia deixar de ser realizado em clima de festa, muita festa, bem ao estilo do então prefeito da capital. Nada de mal nisso. Muito pelo contrário. Marcelo Déda e seus correligionários não poderiam deixar de comemorar tal ato de desprendimento e coragem. Afinal, poucos homens públicos em Sergipe se atreveriam a deixar o cargo de prefeito de Aracaju – com dois anos e nove meses de mandato pela frente – para se arriscar numa dificílima campanha rumo ao governo. Realmente, motivo de sobra para encher a cara.

O que não se esperava, no entanto, era que a grandiosa festa de despedida fosse bancada também pelos eleitores de João Alves que, ao pagarem em dia seus impostos municipais, contribuíram maciçamente para a realização do “show de inaugurações do Déda”, com a contratação de grandes nomes da MPB e bandas de sucesso nacional. E isso, convenhamos, pegou mal, muito mal mesmo, uma vez que as “inaugurações” festivas foram, em sua maioria, de obras inacabadas. E muito provavelmente, a exemplo das diversas inaugurações realizadas para as “etapas” da Av. São Paulo, o novo prefeito da cidade, Edvaldo Nogueira, terá que, dentro de um ano, inaugurar “novas etapas” dessas mesmíssimas obras.

Outro ponto que também chamou a atenção dos “contribuintes” foi o descaso de Déda para com as empresas locais de prestação de serviço. Imagine que ingratidão: para realizar as contratações desses artistas – a preços nunca vistos – o então prefeito da capital teve que recorrer a uma grande empresa de sua cidade natal, Simão Dias, já que por aqui não havia nenhuma com notória especialização. Bobagem.

Mas tudo isso não passa de intriga da oposição. Com Déda, minha gente, tudo é diferente!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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