Em ato falho, Lula revela querer o 3º mandato

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Do meu irmão Alfredo, lá de São Paulo, recebi uma interessante e muito instrutiva anedota, que circula na internet desde que o petismo começou a ensaiar os primeiros passos para a perpetuação de Lula no poder. Decidi repassá-la aos leitores, pois muitos podem não tê-la visto:

Um sujeito entra num bar novo, hi-tech, e pede uma bebida. O barman é um robô que pergunta, no momento em que atende o cliente: – Qual o seu QI? O homem responde: – 150. Então o robô lhe serve um vinho de uma reserva especial, inicia uma conversa sobre aquecimento global, filosofia, física quântica, células tronco, interdependência ambiental, teoria das cordas, nanotecnologia, e por aí vai. O cara fica impressionado e resolve testar o robô. Sai, dá uma volta, põe um disfarce e retorna ao balcão. Ao atendê-lo novamente, o robô volta a perguntar: – Qual o seu QI? O homem responde: – Deve ser uns 100. Imediatamente o robô lhe serve um uisquinho e começa a falar, agora, sobre futebol, fórmula 1, super-modelos, comidas favoritas, armas, corpo da mulher, e outros assuntos semelhantes. O sujeito fica abismado. Sai do bar, pára, pensa, muda o disfarce e resolve voltar e fazer mais um teste. Novamente o robô o atende com a pergunta de praxe: – Qual o seu QI? O homem agora responde: – Uns 20, eu acho! Então o robô lhe serve uma pinga, se inclina no balcão e diz, bem pausado: – E aí mano, vamu votá no Lula de novo?

Risadas à parte, embora esta seja apenas uma piada, guarda uma profunda relação com a atual realidade brasileira, onde uma massa acéfala, inculta, privada de alimentos e informação, sustentada à custa da esmola oferecida pelo programa governamental bolsa família, garante as benesses de uma trupe muito esperta de antigos pelegos sindicalistas, hoje donos de cargos de marajás no poder público, que torcem para a eternização do lulismo – e dos seus empregos, lógico – nem que para isso tenham que cinicamente rasgar a Constituição e todo resquício da democracia que um dia diziam defender.

         Na semana que passou, ao defender com unhas e dentes o governo do colega companheiro Hugo Chávez no episódio da briga com o Rei espanhol Juan Carlos I – que mandou o presidente venezuelano calar a boca em plena reunião de Cúpula Íbero-americana, no Chile – o presidente Lula cometeu um ato falho e revelou a todos, depois de já ter negado teatral e seguidamente suas reais intenções, o grande desejo de permanecer no poder.

Afirmando que aqueles que criticam Chávez por querer um terceiro mandato não se lembram de lideranças políticas que ficaram muitos anos no poder, Lula ilustrou seu raciocínio, auto-denunciando suas agora mais do que claras motivações: “ninguém se queixa de Felipe Gonzalez, que ficou tantos anos, ninguém se queixa do Miterrand, que ficou tantos anos, ninguém se queixa do Helmut Kohl, que ficou quase 16 anos”, arrematando que “podem criticar Chávez por qualquer outra coisa, agora por falta de democracia na Venezuela não é (…),Na Venezuela já teve três referendos, já teve três eleições não sei para que, quatro plebiscitos, ou seja, o que não falta lá é discussão”.

Não há mais a mínima dúvida de que Lula vai tentar o mesmo golpe do chavismo, que ele exemplifica como modelo de democracia na América Latina. Enquanto ilude a massa simplória que vota nele por absoluta estupidez – bem ao estilo da piada – numa estratégia bem avaliada, passo a passo ele vai preparando seu bote e alimentando aqueles que podem apoiá-lo, com seja lá o que puder oferecer.

Dentro dessa bem articulada armação, ele tem procurado, através dos governadores do PT, garantir impunidade às invasões de terras pelo MST, que poderá tornar-se movimento violento, radical e armado a seu favor, quando finalmente vir à tona abertamente a acalorada discussão em torno de plebiscitos para um terceiro mandato; já manifestou a intenção de aumentar em 100 milhões de reais as contribuições que o governo distribui com o sindicalismo (anunciado através de projeto de lei que tramita na Câmara), triplicando a renda dos sindicatos ligados à CUT, tornando-os cada vez mais pelegos e domesticados, a serviço do seu governo, para que sejam os primeiros a defender sua campanha a uma nova reeleição.

Ao mesmo tempo, Lula anunciou a doação de 10 milhões de reais do poder público à UNE, para que os estudantes possam também se tornar massa de manobra a seu favor no embate que em breve se seguirá; acelerou a distribuição de bilhões de reais do governo, que não passam por nenhuma fiscalização dos Tribunais de Contas, para ONGs que alimentam há anos a farra no poder e o caixa dois das candidaturas dos petistas pelo país afora.

Dentro do mesmo contexto de suas intenções, enviou ao Congresso um projeto de lei que fere de morte a atual legislação eleitoral e rasga a Constituição, permitindo que já no ano que vem seu governo possa continuar mandando verbas federais para as prefeituras que desejar, mesmo durante a campanha eleitoral, quando pela atual legislação a distribuição de tais recursos é proibida, por estar mais do que evidente que serve aos objetivos eleitoreiros dos aliados do governo federal.

Para manter todo o Estado brasileiro sob seu controle político e ideológico, sem nenhuma contestação, Lula criou o absurdo número de 37 Ministérios com milhares de cargos em comissão nunca antes visto na história política brasileira; inchou a máquina administrativa com um bando de gente que estava desempregada ou ganhava parcos salários fazendo greves ou descansando em redes nas sedes dos sindicatos, e que hoje forma seu exército de marajás; agora prepara-se para criar mais cargos em comissão, para aumentar a subserviência e expurgar dos órgãos públicos os servidores que ainda destoem de suas intenções.

Por fim, como o PT é um parasita que se alimenta da miséria e da corrupção para se manter no poder, num exercício da mais absoluta incoerência de que se tem notícia no país, o partido ( que a essa altura deveria se rebatizar) vai fragilizar ainda mais a já combalida pobreza brasileira, para torná-la cada vez mais vulnerável e acessível ao eleitoreiro programa bolsa família, através da estratégia da extinção dos direitos que ainda restam à classe trabalhadora. O que já está sendo feito, através de projeto de lei em apreciação no Congresso Nacional, que vai tornar optativo – fruto de acordo entre trabalhador e empregador – a concessão de direitos como 13º salário, FGTS, dentre outros benefícios garantidos pelo governo à população brasileira há mais de 50 anos .

 E você, que tanto me escreve fazendo críticas pueris, de que bloco faz parte? Da casta de espertalhões de estrela vermelha na testa, que sôfrega gruda a boca nas tetas enrubescidamente castigadas dessa mamata nacional que é o Brasil dos ignorantes e miseráveis; ou faz parte do exército de beócios, a mendigar por um prato de comida, que ainda não acordou para o fato de que este governo não lhe oferecerá mais nada além das migalhas, já que ele precisa dessa miséria para se manter?

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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