Então a culpa é do Governo Federal?

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Restam agora menos de dez dias para que o dr. João Alves Filho encerre essa sua desastrosa segunda passagem pela Prefeitura de Aracaju. Vai embora, claro, sem deixar saudades… O cenário é de terra arrasada: salários dos servidores em atraso, fornecedores que há muito tempo não recebem um tostão do que a Municipalidade lhes deve, contas bloqueadas, e por aí vai… É um quadro que diríamos mesmo dantesco. O próprio dr. João Alves já pouco comparece à sede da Prefeitura, no Centro Administrativo Aloisio de Campos, certamente para evitar cobranças dos que têm algo a receber. Nada do que ele prometeu na campanha eleitoral de quatro anos atrás ele pode realizar. Ficou só na promessa, de obras ambiciosas, projetos capengas até projetos supimpas, mas exatamente caros, como o BRT. Certamente pelo muito que fez no passado e o que representou politicamente para Sergipe (ele foi Ministro no Governo Sarney), o dr. João Alves não merecia um final de governo tão melancólico. Mas, ele já encontrou um culpado para o desastre que foi sua última administração de 4 anos.

Ele tem culpado o Governo Federal que não lhe deu o necessário apoio para poder realizar alguma coisa. Criticava então o governo do PT, através da Presidente Dilma Rousseff, mas ultimamente tem estendido essas críticas ao governo de Michel Temer, surgido depois do processo de impeachment. Pela lógica do dr. João Alves o governo federal tinha absoluta necessidade de apoiar a sua administração, notadamente em projetos ambiciosos. Aí a gente fica sem entender a lógica do ainda Prefeito João Alves: por que o governo federal tinha obrigação de apoiá-lo em suas demandas, algumas delas ilógicas? Ora, diante da crise que o Governo Federal vive há dois anos, o máximo que se poderia esperar dele seria apoio para empréstimos bancários. Mas, aí, a Prefeitura não tinha lastro para conseguir esses empréstimos. Não foi o governo federal que falhou com o dr. João – mas o dr. João é que falhou com a comunidade que dirige a quatro anos. Como não tinha como sair da crise, o dr. João deixou-se levar pelo dia a dia. Resultado: hoje há greves insólitas, como as da SMTT e da Emsurb e nada parece andar no caminho certo em todos os setores da Prefeitura. Ninguém sabe como ainda estão funcionando as Secretarias de Educação e de Finanças – e está movendo um simplório Refis que pode arrecadar uns trocados para encerrar o ano. Agora, todo aracajuano está torcendo para chegar o dia em que a administração municipal passa para o comando do Sr. Edvaldo Nogueira. Este anda prometendo regularização em todos os setores quando em verdade e o que falta mesmo é grana para mover a máquina. Você acha que 2016 foi um ano perdido para a administração municipal? Pois esperem para ver o que vai acontecer em 2017…

Não espere muito da próxima gestão

Também não é bom esperar muito da próxima administração. É bem verdade que o sr. Edvaldo Nogueira tem no seu ativo, o passado de seis anos e nove meses como administrador municipal, mas é preciso lembrar que sua administração terminou com os cofres vazios. É esperar para ver o que acontece…  Isso me faz recordar que, há quatro anos atrás, o escriba, num debate no CDL (Clube de Diretores Lojistas), disse que o novo prefeito não precisava fazer nada, somente tapar os buracos nas ruas da cidade. O resto se resolveria com o tempo. Hoje não basta fechar buracos. É preciso muito mais coisas… Ademais, tem muitas promessas a cumprir…

Façam um diagnóstico da situação financeira

Antes de ir compulsivamente às compras de fim de ano, faça um diagnóstico de sua situação financeira. Relacione todas as despesas fixas e variáveis paa descobrir o comprometimento dos seus ganhos com as dívidas. Investigue para onde está indo cada centavo dos seus ganhos. Só assim conseguirá saber quais são os gastos superfluox que podem ser eliminados. Verifique se está endividado, ou seja, se já tem mais despesas do que seu bolso suporta. Certfique-se de que, mesmo estando no azul, de que vai conseguir pagar as compras que pretende fazer nesse final de ano, cuas parcela que se arrastarão pelo ano seguinte, soando-se aos gastos extras com impostos e escolas. Faça escolas que estejam dentro do seu padrão de vida. Se as condições não permitem, procure outras opções mais prazerosas e de menor valor. O ideal é não se endividar com compras e viagens de final de ano. Pesquise os melhores preços de presentes e itens da ceia e das gestas, e experimente estipular um valor máximo a gastar com cada item e peça descontos, sempre.  Felizmente, nem todos estão endividados. Quem está numa situação mais confortável, de equilíbrio financeiro, mas ainda não tem o hábito de poupar pode aproveitar o décimo terceiro para iniciar uma reserva e manter essa prática de poupar. Para quem já tem perfil investidor, 50% pode ser destinados para alguma aplicação que a pessoa já possua e outros 50% pode servir para planejar um salto em direção a sua independência financeira, investindo, por exemplo, em previdência privada. E lembre-se: fim de ano também é tempo de fazer planos para o futuro. Aproveita para reunir a família, inclusive as crianças, para conversar sobre o que querem  realizar nos próximos anos. Definam três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos a serem realizados – curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos). Esse será um fator de motivação para ajudar e conduzir o orçamento familiar.

Redução dos preços dos medicamentos

O Governo Federal publicou medida provisória que permite a redução de preços de medicamentos. A norma tem o mesmo objetivo de proposta apresentada pelo Senador Antônio Carlos Valadares, em novembro de 2015, que beneficiará diretamente os consumidores, principalmente os que utilizam os serviços do Sistema Único de Saúde. A fim de permitir que os consumidores fossem beneficiados com a redução de preços em medicamentos, o senador Valadares apresentou, em novembro de 2015, um projeto de lei alterando a lei que regula o setor. “A minha proposta colocou na lei a possibilidade de diminuição, quando necessário, do preço de medicamentos igualando o Brasil a diversos países, como a França, Portugal, Austrália, Noruega e Espanha”, explicou o Senador. Atualmente, a legislação do setor não confere a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos poder para reajustar preços para baixo, mas, pelo contrário, praticamente  a obriga  a promover rea- justes para cima, todos os anos. O Senador lamentou que a morosidade do Legislativo fez com que o Executivo se antecipasse e colocasse a norma em vigor. “É preciso dar celeridade a projetos que como este trazem benefícios diretos à população. Ideias como esta precisam tramitar sem delongas na Casa”, defendeu.

…e para encerrar…

OPERANDO –  Prefeito eleito de Estância, já diplomado, o deputado Gilson Andrade anuncia hoje, em solenidade na Câmara Municipal, o Secretariado que o vai seguir pelos próximos quatro anos. Ontem, a reportagem tentou falar com ele, mas não pode, porque ele estava “operando”. Ele mesmo já disse que pretende conciliar suas atividades na prefeitura de Estância com as operações de sua clientela.

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