Entrevista/Jorge Alberto

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“O Legislativo, em sua maioria, não pretende mais coadunar com máscaras e falsetas”

 

Numa entrevista rápida, o deputado federal e candidato à reeleição, Jorge Alberto (PMDB), fala dos escândalos que vêm ocorrendo no Congresso Nacional e destaca iniciativas importantes, como o fim do voto secreto, cuja votação foi conduzida por ele e recebeu 383 votos favoráveis. Abaixo a entrevista:

 

Cláudio Nunes – Qual a avaliação que o deputado faz de todos estes escândalos que vêm ocorrendo na Câmara dos Deputados?

Jorge Alberto – Realmente tem havido uma sucessão de escândalos que vem desgastando a imagem do Congresso Nacional, bem como de órgãos do Executivo e do Judiciário. Não posso dizer que sejam normais, porque não o são, mas é fato que esse tipo de escândalo sempre existiu, independente de quem estivesse no Poder. Porém, em minha opinião, o importante é tirarmos as boas lições que este período tem nos propiciado, para no futuro evitar que os erros se repitam. O que não pode acontecer é o povo se acomodar e começar a ver tais desmandos com naturalidade. Isso seria tão sério quanto a corrupção em si.                                                                                                                                                                                    

Jorge Alberto: a opinião pública generalizou.

CN – Este desgaste da Câmara dos Deputados está prejudicando todos os deputados que têm mandatos e não se envolveram nos escândalos?

JA – Os escândalos realmente imprimiram uma aura de não-confiabilidade aos parlamentares. A opinião pública generalizou e os parlamentares passaram a ser avaliados como um pacote fechado em vez do indivíduo que realmente é.

CN – O que levou o PMDB a optar por Marcelo Déda. Foi apenas por maior facilidade da legenda como foi publicado em alguns meios de comunicação?

JA – Não sei o que é entendido como “facilidade da legenda”. Os Partidos conversaram e se entenderam, porém a meu ver todas as legendas estão enfrentando as mesmas facilidades e/ou dificuldades nesse processo eleitoral.

CN – Na sua avaliação as pesquisas que estão dando Déda na frente refletem mesmo a opção do eleitorado pelo petista?

JA – Creio que as últimas eleições para a Prefeitura de Aracaju falam por si.

CN – Qual a avaliação que o deputado está fazendo da chapa da oposição para a Câmara dos Deputados? Elege quantos deputados?

JA – Essa resposta teremos no próximo dia 2 de outubro.

CN – Neste último ano qual a ação que o deputado destacaria nos trabalhos realizados na Câmara dos Deputados?

 – A Câmara dos Deputados aprovou iniciativas importantes, a despeito das críticas. Um excelente exemplo disso foi a recente aprovação do fim do voto secreto em Plenário nos processos de cassação. Na ocasião, tive a honra de conduzir as votações e a proposta recebeu 383 votos a favor, o que demonstra que o Legislativo, em sua maioria, não pretende mais coadunar com máscaras e falsetas. 

CN – A imprensa vem noticiando que o senhor perdeu alguns apoios de lideranças no interior depois que o PMDB anunciou o apoio a Deda. Existe algum tipo de perseguição por conta da posição política que foi adotada pelo senhor?

JA – Devemos levar em consideração que todas as lideranças tiveram que se ater ao que foi definido pelos seus diretórios. Não posso exigir de ninguém que se comporte de forma incoerente. Não seria justo.

 

 Frase do Dia

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”. Mahatma Ghandi.

 

 

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