Entrevista Nilson Lima

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“O povo sergipano, já cansado de mentiras e engodos, não aceita o velho, o surrado”

 

Ex-delegado da Receita Federal em Sergipe o auditor-fiscal Nilson Lima é candidato a deputado federal pelo PT tendo como base o trabalho que realizou na Secretaria de Finanças de Aracaju onde implementou um novo modelo de arrecadação que possibilitou que a Prefeitura realizasse enumeras obras. Nilson alerta que a população carente não foi penalizada, porque quando Deda assumiu eram apenas 6 mil contribuintes isentos do IPTU e agora são mais de 44 mil isentos. Sobre a eleição deste ano, Nilson Lima não tem dúvidas que Lula será reeleito presidente e Deda assumirá o Governo do Estado. “O povo sergipano, já cansado de mentiras e engodos, não aceita o velho, o surrado”, explica. A seguir a integra da entrevista:

 

 

Cláudio Nunes – O que levou Nilson Lima a ser candidato a deputado federal? A atuação na Secretaria

Nilson: apoio importantes na capital e no interior.
de Finanças de Aracaju foi fundamental para esta decisão?

Nilson Lima  – A minha candidatura não se originou de uma  decisão meramente pessoal. A decisão foi construída coletivamente pela militância  Partido dos Trabalhadores e de segmentos importantes da sociedade civil.  Sinto-me feliz pela confiança que o PT e os movimentos organizados da nossa sociedade estão depositando na candidatura, principalmente pela oportunidade de compartilhar reflexões sobre o futuro de Sergipe e do Brasil. Historicamente, a minha atuação nos movimentos sociais e na construção do Partido dos Trabalhadores, aliada a experiência  administrativa como auditor-fiscal da Receita Federal, ex-delegado da Receita Federal no Estado  e secretário de Finanças de Aracaju  servem de parâmetros para que eu possa  exercer o mandato.

 

CN -A sua atuação na Secretaria de Finanças é respaldada pela arrecadação do município ou pelo que foi  feito pela população mais carente?

NL – Numa administração ética e transparente como foi a de Marcelo Déda, em cinco anos administrando Aracaju, é evidente que muitas coisas se destacaram.  A arrecadação foi uma delas, mas nem por isso a população foi castigada. A população teve ganhos e muitos ganhos  nesse período. Se houve um aumento da arrecadação é porque entendeu a população a seriedade como cada centavo de real foi aplicado. Quando Marcelo Déda assumiu o mandato, no dia primeiro de janeiro de 2001, havia na Secretaria de Finanças o registro de seis mil contribuintes do IPTU isentos. Ao final de março de 2006, quando encerrou-se o mandato de Marcelo Déda tínhamos mais de 44 mil isentos do IPTU. O que houve: justiça fiscal. Quem podia pagar, pagou; quem não podia pagar foi isento. Estou tranqüilo e consciente de que o que foi feito foi justo.

 

CN – Você não entende que por conta dos inúmeros escândalos na Câmara dos Deputados nos últimos meses é mais difícil conquistar o voto do eleitorado?

NL – Os brasileiros estão agradecidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por permitir que todos eles possam acompanhar profundamente a eclosão de cada escândalo. Não será permitido o acobertamento dos crimes, mas será assegurado a cada um dos acusados todo o direito de defesa. Afinal, vivemos num Estado de Direito. A minha vida está aberta, por isso não tenho medo ou receio de caminhar por todo o estado à busca de votos. Os eleitores conhecem cada escândalo e saberá na hora de votar escolher o seu candidato de confiança.

 

CN- Preocupa disputar uma eleição numa coligação que tem como correntes Jackson Barreto, Valadares Filho e Jorge Alberto, entre outros?

NL – Feliz aquele que compõe uma coligação e tem ao seu lado tantas opções políticas como a nossa. Nós não brigamos para saber quem será o mais votado. Estamos, sim, engajado num projeto que busca assegurar ao povo sergipano aquele seu desejo de mudanças. Tenho recebido apoios significantes, tanto no interior quanto na capital. A militância está engajada na campanha. Não sinto rejeição à minha candidatura e não tenho dúvidas da vitória em primeiro de outubro. A minha maior preocupação é com os candidatos da coligação adversária.

 

CN – É verdade que você é o candidato de Marcelo Deda a Câmara dos Deputados?

NL – Dizer que sou o candidato de Marcelo Déda é muito egoísmo. Olha, eu acredito naqueles que se colocam ao meu lado nessa caminhada política. Lembro aqui que a minha candidatura é um projeto coletivo e amparado na minha trajetória política e na minha experiência em servir o povo nas administrações públicas. Portanto, muitos são os fatores que me levam a acreditar na vitória: o entusiasmo dos companheiros, amigos e daqueles que têm acompanhado o meu trabalho como servidor público que jamais vacilou em defender o interesse público nas suas diversas manifestações de deputado federal, de forma a promover os interesses maiores do nosso Estado, com diálogo, destemor, eficácia e ética, buscando sempre dignificar a confiança e o afeto com que o povo sergipano tem acolhido a minha candidatura. Marcelo Déda se coloca entre esses meus amigos, companheiros.

 

 CN – Qual a avaliação que o senhor faz destas primeiras semanas da campanha eleitoral com relação à aceitação de sua candidatura?

NL A melhor! Os sergipanos estão compreendendo o que é o projeto da mesmice, comandado pelo governador João Alves, e o projeto de mudanças, sob o comando de Marcelo Déda. As manifestações em cada cidade tem nos levado  a fazer, sem exageros, avaliações positivas. O planejamento é de que a campanha se desenvolva assim até o seu final. O povo sergipano, já cansado de mentiras e engodos, não aceita o velho, o surrado. Ele quer ser participante das decisões de Governo, assim como foi o povo de Aracaju na administração Marcelo Déda.

 

CN – Quando eleito, quais as áreas que pretende ter uma atuação mais forte na Câmara dos Deputados?

NL –  O Estado de Sergipe apresenta muitos contrastes, apesar de ter um território pequeno e um PIB considerável. Na Câmara dos Deputados, aproveitando a  minha experiência acumulada na administração pública ao longo dos últimos vinte anos, empreenderei todos os esforços para defender os interesses maiores do Estado e do seu povo. O Estado tem experimentado um crescimento econômico até superior a média do País, em função, principalmente, dos investimentos aqui feitos pela Petrobras. A missão mais importante a ser desempenhada pela nova representação política no Congresso Nacional é contribuir para ampliação e diversificação dos investimentos feitos tanto pelo  setor público como pelo privado. Em síntese, Sergipe é um estado grandioso e assim deve estar representado  no Congresso Nacional.  O futuro se mostra promissor com as esperadas vitórias nas urnas do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, que tenta a reeleição, e de Marcelo Déda, que se apresenta para o eleitorado estadual como o símbolo das mudanças econômicas, sociais e políticas. Então, os projetos que defenderei na Câmara dos Deputados estarão sintonizados com as mudanças que a nossa sociedade anseia e no aperfeiçoamento institucional da Federação, tornando o nosso Estado mais forte e autônomo do ponto de vista financeiro, objetivando atender as demandas da coletividade com maior eficácia e agilidade. 

 

CN – O senhor fala com entusiasmo sobre as candidaturas de Lula e de Déda. Eles vencem as eleições gerais de outubro?

NL Não tenha menor dúvida. O povo brasileiro sabe  reconhecer os avanços econômicos e sociais conquistados pelo Brasil nos últimos quatro anos, governado pelo presidente Lula. O Brasil é hoje uma Nação mais respeitada internacionalmente pelos avanços nas suas políticas de combate à miséria e as desigualdades sociais, apesar das sucessivas  crises institucionais envolvendo a representação parlamentar e setores do próprio Governo. O presidente Lula soube se posicionar à altura da maioria dos desafios enfrentados pelas conjunturas, logrando, portanto reconhecimento popular interno  e  respeitabilidade  internacional, fazendo com que  o Brasil se fortalecesse e se colocasse como uma das lideranças mais importantes no cenário mundial. O Brasil de hoje é um país bastante diferente daquele encontrado pelo Presidente Lula. É um país mais humano, onde a camada mais pobre da sua população obteve ganhos significativos. Programa como o Bolsa Família é um grande exemplo. Na economia, a inflação está controlada, os índices de desemprego apontam queda em todas as regiões do país. Enfim, o Brasil tem crescido com ordem e o governo federal oferecido à população condições melhores de vida. E Sergipe? Pergunta-se. Infelizmente a mesmice política insiste em continuar, mas o modelo dá sinais de esgotamento irreversível. O povo sabe que a repetição desse modelo de governar não o oferecerá um futuro dinâmico, um futuro onde todos possam participar das decisões de Governo e projetar mudanças que coloque Sergipe no seu devido lugar: o de economicamente ser um estado rico e politicamente um estado em que as decisões de governo não sejam tomadas de cima para baixo, mas visualizando necessariamente os desejos da população, assim como fez Marcelo Déda nos cinco anos que governou a cidade de Aracaju – janeiro de 2001 a março de 2006.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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