Equação complicada

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Além da delicada tarefa de montar o novo secretariado, sem desagradar muita gente, o governador Marcelo Déda (PT) ainda está tendo que gastar muito verbo e paciência para acalmar a base aliada na Assembléia. É que pelo menos três deputados querem o cargo de 1º secretário: Francisco Gualberto, Conceição Vieira – ambos do PT – e Adelson Barreto (PSB). O primeiro, ainda líder do governo, prefere nadar em águas mais tranqüilas a partir de agora, a petista quer aumentar a representação feminina na Mesa Diretora e Adelson acha que tem direito à função por ter sido o deputado mais votado nas últimas eleições. Tai uma equação complicada para quem, como Déda, já queima as pestanas para concluir a escolha do novo secretariado sem melindrar muito a sua ampla base aliada.

 

Pelos cotovelos

 

Decididamente, o ex-governador João Alves Filho (DEM) é o político mais prolixo de Sergipe. Quer um exemplo? Ele precisou de uma página do seu Correio de Sergipe – jornal standard – para dizer que discorda do deputado federal Mendonça Prado quando este pede punição para os demistas que votaram em candidatos de outros partidos. Talvez seja por essa dificuldade de ser sucinto que João Alves ainda gasta espaços na imprensa na tentativa de explicar os motivos da sua derrota para Marcelo Déda.

 

Injeção na economia

 

Gilson Figueiredo, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), festejou o aumento de 6% concedido pelo governo federal aos aposentados.  É que o reajuste, pago agora em janeiro, significa um incremento de R$ 25 a 30 milhões na economia sergipana. “Além de representar uma melhoria de vida para os pensionistas e aposentados, a circulação desse montante de recursos no Estado fará crescer as vendas do comércio.

 

Dia de posses

 

O governador Marcelo Déda (PT) assina daqui a pouco, o termo de posse do seu novo secretariado. A solenidade vai acontecer no Palácio dos Despachos e promete ser muito concorrida. O ato não fecha o quadro de auxiliares do 1º escalão, pois Déda ainda falta escolher alguns secretários, como o do Planejamento e da Administração. Na solenidade de hoje alguns dos já escolhidos também não poderão ser empossados, como Jorge Alberto (Casa Civil), que conclui o mandato de deputado federal que era de Jackson Barreto, e Paulo Viana (Turismo), pois sua Secretaria ainda vai ser criada.

 

PDT contrariado

 

Há quem garanta que o prefeito de Socorro e presidente estadual do PDT, Fábio Henrique, está contrariado com a forma como o governador Marcelo Déda está tratando o partido. Dos secretários anunciados até agora, nenhum é pedetista. Mesmo a indicação de Bosco Costa para o Detran não foi discutida com o PDT, tratando-se de uma escolha pessoal do governador. Pelo visto, Déda ainda não digeriu a derrota sofrida para João Alves em Socorro.

 

Sem xurumela

 

Como faz todos os anos, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) promoveu um concorrido almoço para a imprensa sergipana. Foi sábado passado, na casa de praia do pessebista, ali na aprazível Atalaia Nova. O bom do comes e bebes foi que o anfitrião dispensou o enfadonho discurso, tão comum nos almoços de confraternização oferecidos por políticos. Durante toda a tarde, a fina flor da imprensa sergipana aproveitou as sombras das mangueiras e a cerveja gelada para colocar a conversa em dia. Legal!

 

Está de volta

 

O amigo Marcos Cardoso está de volta à imprensa escrita. Calma, ele permanece fazendo um excelente trabalho na Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Aracaju, porém a saudade de expressar seu ponto de vista o fez retornar ao colunismo. Agora no Jornal do Dia, Marcos Cardoso voltou a produzir a bem fundamentada e melhor redigida coluna “Sempre aos Domingos”, que publicava no Jornal da Cidade antes de assumir a Secom municipal. Vale a pena conferir!

 

Desiludido

 

O empresário Sadi Gitz, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe, acha que reforma tributária no Brasil é uma ilusão. Segundo ele, nenhum governo quer diminuir os seus recursos. “União, estados e municípios não têm interesse em reduzir a carga tributária, pois não querem perder receita. O que os governantes desejam é conseguir uma arrecadação maior. A minha sugestão é que, por lei, deveria ser proibido aumentar os tributos em relação ao PIB, para depois se pensar em reforma tributária”. 

 

Não deu

 

E os garotos do Sub-18 do Confiança não conseguiram repetir ontem, o futebol jogado, quinta-feira passada, contra o Santos pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. Enfrentando o São Carlos (SP), a equipe sergipana foi derrotada por 3 a 1. Dificilmente o ‘Dragão’ passará para a segunda fase da competição. Diferente da garra demonstrada durante o empate contra o Santos, o Confiança entrou em campo sonolento, conseguiu empatar no 1º tempo, mas não segurou o resultado e saiu de campo goleado. Uma pena!

 

Do baú político

 

A coluna se socorre com o jornalista Sebastião Nery para publicar mais um baú político. Em seu livro ‘350 Histórias do Folclore Político” ele narra o seguinte fato: “Derrotado por Jânio na convenção da UDN, Juracy Magalhães exigiu, para não dividir o partido, que o candidato a vice-presidente fosse o senador Leandro Maciel. Jânio engoliu Leandro. Um mês depois, renunciou à candidatura, deixou a direção da UDN em pânico. Explicava: “Eu não posso carregar esse ataúde de chumbo”. E só voltou quando Leandro foi trocado por Milton Campos. No fim da campanha, Jânio passou por Aracaju e se hospedou exatamente na casa de Leandro. Apareceu na sala uma garotinha de cinco anos, muito viva, Ana Zulmira. Jânio a suspendeu nos braços, tirou a vassourinha dourada da lapela e deu à garota. A menina não aceitou: “Não quero não. Depois que o senhor fez aquela sujeira com o vovô Leandro, passei para o Lott. Agora só quero espada”.

 

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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