Errar faz parte. Só não erra quem não faz

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É um erro achar que o homem triunfa através do sucesso.

É muito mais comum triunfar através do fracasso.

Samuel Smiles

 

 

Não sei.

O sucesso é a coroação de um esforço.

Se durante a jornada houve acertos e erros, o que é quase certo, então, neste caso, concordarei com a ementa acima, pois a cada dia que passa eu aprendo mais. Isso acredito ser uma realidade que acontece com todas as pessoas, já que, com o passar do tempo, elas vão ficando mais experientes.

 

Aliás, eu acredito que as melhores lições nos vêm dos erros: dos que cometemos e dos que presenciamos os outros cometerem. Conclui-se, portanto, que errar é necessário.

 

Sem dúvidas que o erro faz parte do aprendizado. No entanto, devemos perseguir os acertos sempre. Ocorre, porém, que inexoravelmente, de vez em quando, erramos.

 

Quando erramos e aprendemos a lição, estamos, por mais paradoxal que possa parecer, acertando.

 

Todavia, se do erro não tirarmos uma saudável lição, é que realmente erramos.

 

É isso. Aprende-se por simplesmente aprender, aprende-se por querer e, aprende-se, também, por errar.

 

Crescer, aprender, construir, fazer é sempre um processo de tentativas de erro e acerto.

A experimentação faz parte do dia-a-dia de todos nós.

 

Os experimentos que dão certo fazem parte do processo e os que não dão, também nos levam, quase sempre, a fazermos mais bem feitos da próxima vez.

 

Na verdade, não devemos considerar as derrotas como erro. Elas antes representam lições. Quem aprende com essas lições é quem acerta, repito.

O melhor momento para fazer a coisa certa é o atual. Aliás, é somente dele que dispomos, pois o que passou, passou, não nos pertence mais e o que virá é possibilidade, é também desconhecido.

O que podemos é cuidar para que, usando o aprendido no passado, possamos fazer, no presente, o certo para projetar no futuro.

Acertos, eis a grande busca da humanidade. Todo dia, com a família ou no trabalho supõe-se que todos nós busquemos fazer a coisa certa, a coisa honesta, a coisa que engrandeça.

Contraditoriamente o que às vezes é correto para um é exatamente errado para outro. O choque de interesses, o embate de idéias, a busca pela “mais-valia”, sempre fomenta o desequilíbrio que é, por incrível que pareça, quem desencadeia o movimento.

Tudo se movimenta pelo desequilíbrio, na busca do equilíbrio, quer dizer: do erro em busca do acerto, pela desigualdade, pela falta e satisfação da vontade.

Imaginemos que tudo fosse equilíbrio. Não existisse o escuro, o frio, a fome, a doença, a necessidade, a carência, o desamor, a ignorância, a sede…  

É na busca de clarear que aparece a luz, é para aquecer que o sol brilha, é na busca de saciar a fome que surge a comida, é na busca da saúde que se fabrica o remédio…

Por mais que não queiramos, parece ser nesse desequilibro que a “roda” gira e tudo acontece.

Sabedor de que é errando que se aprende, que é talvez pelo erro que mais aprendemos, não lamentemos, pois, os erros.

Sim, todos nós estamos propensos a errar e, às vezes errar feio. Tiremos disso lições, sejamos humildes para reconhecê-los, enquanto é tempo, dele extrair acertos e prosseguir, sempre em frente, acreditando e com muita vontade de acertar.

O que não podemos é parar. Parar nunca. Depois de nos equivocar com algo, devemos, aí sim, dar mais forças aos nossos projetos, buscando sanear os prejuízos sofridos.

A melhor fonte de desenvolvimento reside exatamente em saber que daquela forma não dá mais certo, que o caminho é outro, fazer de outro jeito, usar outros meios, enfim o erro sinaliza para que não prossigamos naquele rumo, quer dizer: errar é querer acertar é querer “sair do quadrado”, é olhar para fora, é buscar o infinito, é prosseguir.

Pronto. Se errarmos, sejamos humildes, vamos dar um passo atrás, pedir perdão, seguir em frente, sem repetir aquele erro nunca mais. Vamos acertar, a partir de então e errar, também, só que erros diferentes, pois “errar o mesmo erro” é de fato o maior dos erro.

Bola pra frente. O futuro é longo e fazer o certo não dói. O que verdadeiramente dói é aquilo que não fazemos. É a omissão. Corra. A vida está sempre recomeçando e ainda há tempo.

SUCESSO, SUCESSO e SUCESSO!

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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