Estratégia de risco

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  Através de estatísticas recolhidas por pesquisas quantitativas realizadas o governador João Alves Filho (PFL) fez uma série de convite a lideranças do interior do Estado, de última hora, para serem candidatos a Câmara dos Deputados e Assembléia Legislativa. O objetivo foi um só: conseguir atrair para eles o potencial eleitoral destas lideranças.

  E não foram poucas, foram várias lideranças convidadas. Se ele não conseguiu convencer a maioria, por conta dos entendimentos já assumidos por elas com diversos candidatos, João Alves Filho conquistou lideranças em todas as regiões. Essas lideranças sabem que não têm condições de serem eleitas, porém não terão prejuízo financeiro porque estarão trabalhando para o projeto maior que é à reeleição do governador.

 Um analista eleitoral disse ontem que a estratégia do governador João Alves Filho tem muito sentido. Os candidatos podem não se eleger, mas abrem um buraco nos feudos dos adversários e atraem votos para o PFL.

  Porém, se por um lado esse trabalho montado nos bastidores mostra que João Alves Filho está jogando como profissional e não pretende perder o jogo antes do apito final, por outro lado pode provocar desgaste dentro da própria base dele, já que esses candidatos de última hora, na sua grande maioria, apoiavam candidatos da coligação liderada pelo PFL.

   Ou seja, João Alves está pensando exclusivamente em reverter a atual situação nas pesquisas eleitorais e, com este ato, pode fazer com que os aliados que foram afetados com as novas candidaturas cruzem os braços. E aí o tiro pode sair pela culatra…

 

  

 

Sertão

No sertão João Alves Filho conquistou o ex-prefeito de Paulo Afonso (BA), Paulo de Deus (PFL), candidato derrotado em Canindé, a disputar a eleição para a Assembléia Legislativa. Em quase todos os municípios do sertão, ele lançou candidatos locais para reverter à situação nas pesquisas eleitorais.

 

Cotinguiba

No Vale do Cotinguiba outros candidatos foram lançados. Alguns, por conta de compromissos políticos não aceitaram. Foi o caso do jornalista e ex-prefeito de Carmópolis, Theotônio Cruz Neto, que agradeceu o convite para ser candidato a deputado estadual. Theotônio agradeceu a proposta alegando que a sua região, a Região do Vale Japaratuba, já está muito bem representada nessas eleições com a candidatura do ex-prefeito de Pirambu, André Moura.

 

 

Alckmin

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) quase marcou uma viagem a Sergipe neste sábado. Ele quer vir aqui para celebrar o acordo político entre João Alves (PFL) e Albano Franco (PSDB), mas a sua agenda não permitiu. Logo após a sua viagem ao exterior ele virá a Aracaju, garante a sua assessoria.

 

Inelegíveis I

Assim como fez no início desta semana o Tribunal de Contas da União (TCU), o Tribunal de Contas de Sergipe enviou ontem para a presidente do TRE, Desembargadora Josefa Paixão de Santana a relação dos gestores públicos de Sergipe para fins de inelegibilidade. Foram ao todo 23 páginas com nomes de diversos ex-prefeitos, administradores e políticos.

 

Inelegíveis II

Entre os nomes, alguns solicitaram registros de candidaturas este ano: Jerônimo Reis (Lagarto), Jackson Barreto (Aracaju), Lea de Melo Sobral (Capela), Joaldo Lima de Carvalho (Itabaianinha), José Everaldo de Oliveira (Poço Verde), Renato Brandão (Propriá), e pastor Virgilio Neto (Sec. de Cultura).Detalhe: entre os gestores que não são candidatos os campeões de irregularidades são os ex-prefeitos de Canindé, Genivaldo Galindo, com 40 processos, e o de Salgado, Ananias Nascimento, conhecido como Nine, com 25 processos.

 

Arranhadura

Um peemedebista garantiu ontem que não ficaram boas, pelo menos como eram antes, as relações entre os deputados Jorge Alberto e Marcos Franco, do PMDB. Marcos se sentiu preterido pelo “tio” nos entendimentos políticos de última hora e perdeu a chance de ser o vice de João Alves, no PFL. Jorge Alberto levou o PMDB para os braços do PT.

 

O troco

Não só por conta dos aborrecimentos familiares, mas também por que suas bases preferem votar em João Alves, o deputado Marcos Franco não acompanhará o PMDB junto ao candidato do PT, Marcelo Deda. O peemedebista não informou   se o troco chegará a ponto de mudar de deputado federal.

 

Deso

O Sindisan, no boletim Água Quente desta semana informa que a  direção da Deso  anunciou  que a correção da tabela salarial já foi aprovada pelo Conselho de Administração da empresa. O presidente da Deso, Victor Mandarino, diz aguardar a autorização do Crafi para proceder o pagamento.  A tabela salarial prevista no PCCS da Deso prevê o interstício de 5% entre um nível e outro. Desde a fixação do salário mínimo em R$ 350 reais, em vigor desde 1º de abril de 2006, que essa relação foi quebrada.Atualmente o primeiro nível está em R$ 334,23. É necessário um reajuste de 4,72% para alcançar o valor do salário mínimo (R$ 350,00), com efeito para os demais níveis em função do interstício de 5% entre os níveis.

 

Cohidro

No mesmo boletim é denunciado o descaso da direção da Cohidro. “Como se não bastasse o jogo de empurra nas negociações, as medidas protelatórias da empresa para atrasar o quanto puder o pagamento dos dissídios julgados pela justiça do trabalho favoráveis aos trabalhadores… tem até que se ache dona de sanitário! É o caso do sanitário da Codea. O banheiro fica trancado e se alguém precisar tem que responder um questionário para poder usar o tal sanitário. Já foi dito até que o diretor não tinha autoridade para liberar o banheiro. É mole!”, denunciam os sindicalistas no boletim.

 

 

Arte obscura I

O artigo publicado ontem nesta coluna com o título “Arte obscura” suscitou diversos e-mails dos leitores. Em um deles, o leitor concordou plenamente com o texto, no que se referiu a decadência da consciência da classe média. “Não importa os defeitos ou as qualidades dos políticos, o que é importante é o vínculo de amizade, o cargo de confiança, a possibilidade de influência junto  a órgãos do governo e daí tirar vantagens”, lembrou o leitor.

 

Arte obscura II

 Em outro trecho o leitor questionou: “se a classe média que tem acesso aos bancos escolares fazem a escolha eleitoral procurando obter vantagens particulares, como posso exigir que pessoas menos abastadas e com menos instrução façam uso da consciência no momento de votar? O político eleito é o retrato daqueles que o elegeram, nada mais que isso. É uma pena que o retrato da sociedade brasileira esteja tão deformado”, lamentou.

 

 

Frase do Dia

“Política é a arte de conciliar os interesses próprios, fingindo conciliar os dos outros”. Menotti del Picchia

 

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