Fábrica de partidos

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Por que será que existem tantos partidos no Brasil, se boa parte deles poderia se fundir numa única legenda sem prejuízo ideológico para os demais? Registrados já são 30, porém outras 31 legendas estão em fase de coleta de assinatura para pedirem, em seguida, registro definitivo à Justiça Eleitoral. Alguém pode dizer que isso é resultado do pluripartidarismo. Não é. Na verdade, boa parte dessas legendas não passa de siglas de aluguel, que só aparecem nas campanhas eleitorais para negociar apoio a candidaturas e vender o tempo de propaganda no rádio e na televisão. Passado o pleito, os donos desses chamados partidos ‘nanicos’ conseguem bem remunerados cargos comissionados para eles, familiares e agregados. Como se vê, além de confundir a cabeça do eleitor, essas legendas de aluguel servem apenas para políticos espertos se locupletarem com o dinheiro público.

Ustra que pariu

Viram a do coronel reformado Carlos Alberto Ustra na Comissão Nacional da Verdade? Descaradamente, o militar de pijama jurou por Deus nunca ter havido tortura no DOI-Codi de São Paulo, chefiado por ele e onde mais de 70 presos políticos foram assassinados. Seria melhor que esse cidadão se recolhesse aos seus pesadelos, enquanto espera a hora de ir para os quintos dos infernos.

Conversa feia

Em nota, a diretoria do Banco do Estado de Sergipe (Banese) informa não ter feito qualquer transação com empresários do Acre envolvidos em fraudes naquele estado. A explicação decorre de reportagem veiculada pelo Portal Terra expondo uma conversa telefônica entre o governador acreano, Tião Viana (PT), e o empreiteiro João Francisco Salomão. No diálogo, o petista diz que o Banese empresta dinheiro sem garantia da obra e sugere ao interlocutor que faça uma operação bancária deste porte em Sergipe.

Protesto

Em greve há 18 dias, os médicos da Prefeitura de Aracaju promovem hoje um ato público no centro da capital. Eles cruzaram os braços para protestar contra o raquítico reajuste de 5% concedido aos servidores municipais e o desrespeito à data base da categoria, que é janeiro. Os grevistas vão tentar se reunir ainda nesta segunda com o prefeito João Alves Filho (DEM), que não aceita discutir um novo índice de reajuste.

Atração fatal

E o deputado federal Mendonça Prado (DEM) descobriu o motivo do repentino interesse do senador Eduardo Amorim (PSC) pelas ações da Codevasf na região ribeirinha de Sergipe. “Ele foi atraído pelos mais de R$ 100 milhões previstos para serem investidos ali nos perímetros irrigados. Aliás, tudo que tem dinheiro serve de atrativo aos irmãos Amorim”. Danou-se, seu menino!

Proinveste

O governador Marcelo Déda (PT) comanda daqui a pouco solenidade para sancionar o Proinveste, que permitrá ao estado contrair empréstimo de R$ 567 milhões. Foram convidados políticos da situação e oposição, mas é certo que alguns governistas não participarão do evento. Entre estes está o vice-governador Jackson Barreto (PMDB). Ele acha que a demora para aprovar o projeto causou graves prejuízos a Sergipe. É verdade!

Paralisação

Perde tempo quem procurar hoje os prefeitos sergipanos nas sedes municipais. Eles decidiram fazer ‘greve’ nesta segunda-feira visando protestar contra a pouca e demorada ajuda do governo federal aos flagelados da seca. Daqui a pouco, os ‘grevistas’ participarão de uma sessão especial na Assembleia para discutir os efeitos da estiagem e a crise financeira dos municípios. A paralisação faz parte da Mobilização Nacional pelo Nordeste.

Raia miúda

Os servidores estaduais começam hoje uma greve por tempo indeterminado para protestar contra o silêncio do governo de Sergipe sobre o reajuste salarial. Embora a data base da categoria seja janeiro, até agora o Executivo quase não fala sobre o assunto. Diz apenas não ter recursos para conceder um aumento descente e pede calma à raia miúda, que ano passado teve um minguado reajuste de 5.02%, pago parceladamente.

SOS Cuba

A secretária estadual da Saúde, Joélia Silva Santos, revelou ao colega Eugênio Nascimento que Sergipe precisa de cerca de 160 médicos no Programa de Saúde da Família para cobrir 100% do território sergipano. O estado tem hoje 3,5 mil equipes atuando nos 75 municípios, o que perfaz uma cobertura pouco acima de 86%. Os 20% poderão ser coberto por médicos que o governo federal pretende trazer de Cuba.

Do baú político

Na última eleição que participou, o general Djenal Queiroz andou sendo derrotado. Faltando pouco dias para o pleito, ele fez um levantamento e percebeu que não teria votos suficientes para chegar à Assembléia. Nas contas do experiente político, faltavam mais uns 600 votos para se eleger. Procurou o também candidato a deputado estadual José Carlos Machado e solicitou ajuda. Após consultar a esposa, Machadão telefonou para algumas lideranças políticas do interior sergipano, entre as quais o prefeito de Pinhão, Eduardo Marques, e sugeriu que transferissem os votos para o amigo de longas jornadas. Apelo atendido, Djenal foi eleito para o sexto mandato. Na primeira sessão do Legislativo, o general fez um discurso agradecendo a providencial ajuda de José Carlos Machado, embora este tivesse lhe pedido que não tornasse público o favor político.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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