Falta competência

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   Até mesmo alguns aliados do ex-prefeito Marcelo Deda (PT) sabem que alguma coisa não anda bem na campanha do ex-prefeito de Aracaju. E não adianta dizer que “agora é que o jogo vai começar pra valer”. A verdade é que o jogo já começou há alguns meses e, o governador João Alves Filho (PFL), tem o maior percentual de posse de bola e já fez diversos ataques com bolas na trave do time adversário.

   Qualquer leigo pode notar que João Alves Filho atua em duas frentes de marketing: a primeira com o publicitário José Nivaldo Junior, contratado recentemente para coordenar a campanha eleitoral e que tem uma vasta experiência em todo país. A outra, a mais “suja”, digamos, tem como principal coordenador o secretário de Comunicação Social, César Gama. Justiça seja feita. Se César não tem um bom relacionamento com quase toda imprensa sergipana, vem fazendo o chamado dever de casa com competência e mais do que isso usa, com bastante estilo, os ensinamentos de um dos maiores homens do marketing político que o mundo já teve quando não existia nem mesmo essa termologia: Paul Josefh Goebbels, o Ministro da Propaganda Nazista de Hitler.

   César Gama trabalha o estilo de Goebbels com uma grande perspicácia  colocando na pratica alguns ensinamentos como levar o público a esquecer os fatos verdadeiros, com algumas inverdades contadas repetidamente e como a análise de que as massas são muito restritas e seu raciocínio é débil e por isso esquecem rapidamente o que se lhe diz. Ou seja, a máxima de Goebbels: deve-se apresentar somente o aspecto da verdade favorável a sua posição.

 Do outro lado, vê-se uma oposição perdida. Sem uma coordenação jurídica, que já deveria ter sido montada há muito tempo. Em vários lugares uma boa assessoria jurídica mudou rumos de campanhas eleitorais. E João vem fazendo isso com competência. Deda recebeu várias denúncias na Justiça Eleitoral e teve que se explicar. Não respondeu com competência, não brigando, mas mostrando o outro lado da moeda. E alguns puxa-sacos dizem: “não é o estilo dele”. Quem faz o estilo é momento. Tem hora para falar e hora para brigar. Sem falar na coordenação de marketing. Acham que marketing político é só para o horário eleitoral e nada mais.

   Deda aceita calado que associe os escândalos de corrupção do governo federal a ele. Era fácil acabar com isso: bastava lembrar que o nome dele nunca foi citado em escândalos nacionais, ao contrário do principal adversário que já envolvido em três deles. Ou já esqueceram?  Como diz muito bem o ex-governador Albano Franco, “Sergipe é pequeno, todo mundo se conhece”. E como.

 Enquanto o candidato à reeleição do PFL, João Alves Filho se movimenta com competência neste jogo da reeleição, com todo time em campo uma tática agressiva bastante definida, o PT, através do ex-prefeito Marcelo Deda espera para começar o jogo. Faltando menos de três meses para as eleições, João Alves montou a tática dele como profissional e os resultados devem aparecer nas próximas pesquisas eleitorais. Enquanto isso  Marcelo Deda vem agindo como amador, faltando até mesmo competência por parte de muitos assessores que insistem em apenas em dar “tapinhas” nas costas e comemorar antecipadamente uma vitória, que se chegar, será muito árdua e difícil.

  

Convenções I

O procurador federal eleitoral, Eduardo Pelela terá muito trabalho em Sergipe. A julgar pelas denúncias na imprensa de filiados a partidos de que as atas não foram fechadas a tempo se a Justiça Eleitoral quiser pode impugnar várias candidaturas. Ontem mesmo, o ex-deputado José Teles de Mendonça ameaçava denunciar o PSDB que não fechou a ata na sexta-feira. Já o senador Almeida Lima ameaçava denunciar o PFL. Com certeza o procurador eleitoral está acompanhado tudo pela imprensa e deve anunciar algumas medidas em breve.

 

Convenções II

Será que a Justiça Federal vai fiscalizar os gastos dos partidos com as convenções partidárias? Se for alguns candidatos já começam com problemas para demonstrar como gastaram tantos recursos em apenas um dia. Dizem que o juiz federal eleitoral não é brincadeira. Será mesmo?

 

Convenções III

Com as atuais regras eleitorais, as campanhas vão enfrentar sérios problemas com a Justiça Eleitoral, há um consenso de que será um pouco mais difícil utilizar-se de métodos ultrapassados onde a força do poder econômico fazia um diferencial muito grande, a prova disso é que um advogado já recolheu os dois principais jornais locais, para consultar o TRE sobre a cobertura da convenção para escolha dos candidatos. O entendimento é que após a realização da convenção os indicados pelos partidos e/ou coligações conquistam o status de candidato e dessa forma há quem entenda que se o jornal resolveu utilizar a primeira página para divulgar a foto dos candidatos homologados, deveria ter reservado espaço idêntico para todos os candidatos que vão concorrer ao pleito de 2006. Se a avaliação do bacharel for acatada os dois veículos de comunicação enfrentarão os primeiros problemas.

 

 

Racha I                                                                                                                       

E o João Fontes terá problema para agregar todo o partido em torno da candidatura dele ao governo do Estado. Ontem, o presidente do Diretório do partido de Propriá, o radialista Ferreira Filho, anunciou que vai seguir a candidatura de João Alves Filho ao governo do Estado. O mesmo ocorre no Diretório de Estância.

 

Racha II

Já no PMDB, como já era previsto o senador Almeida Lima avisou que não votará em nenhum dos candidatos e vai apoiar a candidatura de Heloisa Helena, do PSOL, a presidência da República. Ainda no PMDB o deputado estadual Marcos Franco (foto), que não é candidato à reeleição ainda não disse publicamente, mas deve continuar no bloco do governador João Alves Filho na Assembléia Legislativa, apoiando a candidatura pefelista.

 

Ninguém acredita

Ontem circulava um boato que um fortíssimo candidato a deputado federal para fazer uma composição política e levar seu partido para as graças de um candidato ao governo estadual “solicitou” uma ajuda de 40 mil votos. Essa “ajuda” será retirada de dois dos principais candidatos do novo partido aliado. O novo aliado temia que poderia ser eleito, mas não em primeiro lugar, ficando desmoralizado politicamente.

 

Lagarto

Em Lagarto há quem afirme que o ex-prefeito Cabo Zé (PTN) não vai aceitar ser passado pra trás. Um ex-vereador afirmou que Cabo Zé é capaz de denunciar o próprio partido ao Ministério Público Eleitoral porque segundo informações de uma pessoa ligada ao ex-prefeito e pretenso candidato a deputado federal, a indicação de Marcelo Garcia, filho do atual presidente do PTN para assumir uma secretaria de governo neste momento soa muito mal e pode induzir ao entendimento de que a indicação de Marcelo tirou a autonomia do partido para decidir o melhor caminho. Já dentro do PTN há quem afirme que a maior fatia de faturamento das empresas de Cabo Zé, vem de contratos com o governo estadual e por isso acha muito difícil que ele tenha moral para peitar o governador. Como se percebe isso aí é briga de branco, e como sempre diz o radialista Antonio Oliveira “eu sou mesmo é cidadão afro-descendente”.

 

Dor de cabeça

Dentre as modificações aprovadas pelo TSE uma promete dar muita dor-de-cabeça aos empresários, é a que estabelece que todo o material de divulgação institucional dos partidos, como camisetas, bottons, bonés e decalques, que podem ser comercializado desde que não contenham nome e número de candidatos, bem como cargo em disputa. Deverá trazer o número de inscrição da empresa que o confeccionou, o material que pode ser adquirido por adversários para constatar futuramente se a empresa que confeccionou está relacionada na prestação de contas do candidato.

 

Vergonha I

E o PRP que é presidido em Sergipe por Marcelo Arcanjo Farias, que segue “fielmente” o ex-governador Albano Franco. Que vergonha! Matéria veiculada no “Fantástico” da rede Globo, no último domingo mostrou o presidente nacional, Ovasco Resende, pedindo R$ 14 milhões para lançar a candidatura da empresária radicada nos Estados Unidos, Ana Maria como candidata a presidente da República.

 

Vergonha II

A empresária gravou tudo, inclusive dando um cheque de adiantamento durante a convenção nacional do PRP.

É por isso que está na hora de reduzir o número de partidos no Brasil. Grande parte são siglas de aluguel. Deve respeitar apenas algumas legendas históricas que não cresceram, como o PTB, PDT, PCdoB e PCB. As outras legendas pequenas não farão falta….

 

 

Frase do Dia

“Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece…” Pablo Neruda.

 

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