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Selma perdeu a chave do gabinete

A vereadora Selma França reagiu à exoneração de aliados que ocupavam cargos comissionados na Prefeitura de Aracaju. A prefeita Emília Corrêa confirmou o afastamento político, negou qualquer perseguição e atribuiu as mudanças à falta de alinhamento. Traduzindo do politiquês para o português claro: Selma deixou a base e seus indicados descobriram que cargo comissionado não tem escritura, não é herança e também sabe onde fica a porta de saída.

Selminha classificou o episódio como triste e afirmou que não abandonará seus princípios. O discurso tenta construir a imagem de uma parlamentar isolada por suas convicções, mas há uma diferença considerável entre defender princípios e exigir que antigos aliados continuem empregados depois do rompimento. Na política, não dá para entregar a chave da base, atravessar a rua e reclamar porque trocaram a fechadura.

A narrativa da “órfã política” também fica capenga. Selma é tia do governador Fábio Mitidieri e, segundo informações políticas, ainda teria aliados ocupando espaços no Governo do Estado. Portanto, pode até ter perdido alguns cargos na Prefeitura, mas está longe de ser uma desamparada do poder. É uma órfã com parentes no Palácio, influência familiar e endereço certo para passar o Natal.

Teresa vira o pescoço. Teresa Nelma, candidata a deputada estadual pelo Podemos, evitou declarar apoio a Ricardo Marques e ainda elogiou Fábio Mitidieri no podcast de Cléo Menezes. O detalhe é que o Podemos integra a coligação liderada pelo PL de Ricardo. Teresa aparece na fotografia de um palanque, mas já aprendeu a sorrir olhando para o outro.

Pato receita cobrança. Pato Maravilha divulgou relatos e áudios de moradores denunciando dificuldades no atendimento e falta de medicamentos na saúde de Umbaúba. O deputado cobrou providências da gestão municipal. Enquanto a Prefeitura procura uma explicação na bula, Pato colocou a denúncia no microfone e mandou a cobrança tomar três vezes ao dia.

Cada voto no seu quadrado. Diogens de Zete afirmou que a eleição estadual não deve destruir as alianças construídas na disputa municipal de Gararu. Garantiu que não houve retaliação contra quem escolheu outro candidato e declarou que 2028 será outra história. É a famosa paz com data de validade: hoje tem abraço, amanhã tem voto e depois a calculadora decide a amizade.

Placa não é destino. O secretário de Saúde de Itabaiana explicou que o veículo fotografado na Linha Verde seguia para Salvador com pacientes destinados ao Hospital Sarah. A placa indicando a Praia de Baixios apenas estava no caminho. Se placa de trânsito provasse destino, todo motorista que passasse por uma indicação de cemitério estaria morto.

Primo confessa. Ao defender seu período na Secretaria da Saúde, Cláudio Mitidieri reconheceu que o Huse apresenta problemas na assistência. Citou equipamentos e melhorias, mas a confissão escapou pelo meio da propaganda. O primo tentou vender o remédio e terminou lendo em voz alta os efeitos colaterais da gestão de Fábio.

Família diagnostica. Cláudio sustentou que os problemas do Huse são antigos e somente outro hospital de grande porte poderia aliviar a situação. A desculpa não ajuda: ele já comandou a Saúde e o primão governa Sergipe. Um apresenta os equipamentos, o outro corta a faixa e os dois acabam assinando o atestado de que o paciente continua mal.

Cesta de vento. Priscila da Clínica questionou a quantidade e a qualidade dos produtos entregues nas cestas básicas de Salgado. A vereadora quer saber quanto custa cada kit, o que foi comprado e quais critérios foram utilizados. Se a cesta está magra desse jeito, pelo menos a prestação de contas precisa chegar bem alimentada.

Forasteiro sem nome. O secretário de Cultura de Umbaúba, Renan Torres, falou em “deputados forasteirozinhos”, mas não revelou os nomes. A dúvida é se mirava Pato Maravilha, apontado como filho da terra, ou algum recém-chegado ao palanque da prefeita. Renan atirou a flecha sem colocar endereço e agora ninguém sabe se ela atingiu o adversário ou voltou para o primeiro-cavalheiro.

Milho em chamas. Um incêndio de grandes proporções atingiu uma plantação de milho em Graccho Cardoso. Uma faísca da colheitadeira pode ter iniciado o fogo, mas a causa ainda será apurada. Bombeiros e carro-pipa enfrentaram as chamas antes que o milharal virasse uma gigantesca panela de pipoca sertaneja.

Governo em recuperação. Professores e representantes do Governo passaram mais de três horas reunidos sem alcançar uma solução definitiva para o plano de carreira. O Sintese esperava uma intervenção direta de Fábio, e a greve permanece aberta. Foi uma reunião com duração de aula integral e resultado de aluno que não entregou o dever. Uns dizem que foi pior que a sessão do STF.

Saúde na maca. A Secretaria da Saúde apresentou sua versão após denúncias envolvendo o Huse e o Hospital Regional de Itabaiana. Cristina Rochadel levantou a possibilidade de motivação política na repercussão dos casos, uma alegação da própria SES. Na saúde pública, a explicação oficial costuma receber alta antes do paciente.

Ônibus de três. Valmir de Francisquinho mantém a proposta de reduzir a passagem metropolitana para aproximadamente R$ 3. É uma ideia simples, de comunicação direta e fácil de guardar no bolso e na memória. O passageiro ainda não embarcou na tarifa nova, mas a promessa já deu mais voltas pela Grande Aracaju que muito coletivo.

Cacho enciclopédia. Emanuel Cacho falou sobre professores, estradas, segurança, gás, água, mobilidade e financiamento eleitoral durante sabatina na TV Atalaia. Quase pediu mais cinco minutos para incluir horóscopo e previsão do tempo. Enquanto Fábio e Valmir brigam pelo prato principal, Cacho oferece o cardápio inteiro.

Pesquisa sanfona. Veritá e AtlasIntel apontam Fábio na frente, enquanto levantamento anterior do INOR mostrou Valmir liderando. Como períodos, amostras e metodologias variam, a comparação exige cautela. Pesquisa em Sergipe virou sanfona: um instituto puxa, outro empurra e cada palanque dança o forró que mais gosta.

Beca contra toga. A OAB reagiu à declaração de Flávio Dino de que não existe venda de sentença sem advogado comprando e classificou a generalização como inadequada. A entidade defendeu que eventuais criminosos sejam investigados individualmente, sem colocar toda a advocacia no banco dos réus. A manifestação reforça o posicionamento da OAB Sergipe, que já cobrava investigação e transparência nos episódios envolvendo o Supremo. Dino lançou a suspeita no atacado, a advocacia respondeu no varejo e o cidadão continua procurando no regimento quem pedirá silêncio no plenário.

Prefeita conta os aliados. Depois da derrubada de vetos, Emília Corrêa reuniu vereadores e cobrou maior apoio da base. Vinicius Porto e Ricardo Vasconcelos falaram em alinhamento entre Prefeitura e Câmara. Emília chamou a turma para descobrir quem ainda veste a camisa e quem já está usando o uniforme do adversário por baixo.

Segundo voto, novo par. Renatinha Oliveira anunciou Alessandro Vieira como seu segundo voto para o Senado. A candidata citou convergência de posições e a atuação parlamentar do senador. Como o eleitor escolherá dois nomes, começou o baile das dobradinhas: Renatinha chamou Alessandro para dançar e agora observa se ele pisa no mesmo ritmo.

PL em combustão. Coronel Rocha voltou a atacar Rodrigo Valadares e utilizou até a expressão “sepulcro caiado”. O PL continua economizando trabalho para seus adversários com uma guerra interna diária. É tanto fogo amigo que a próxima reunião do partido deveria exigir capacete, colete e extintor.

Fiscal na lateral. A Procuradoria Regional Eleitoral reuniu 24 promotores para alinhar a fiscalização da campanha. Propaganda irregular, desinformação, abuso de poder e denúncias encaminhadas pelo Pardal estarão no radar. Quem pretende jogar fora das regras deve lembrar que o Ministério Público aqueceu a lupa e já entrou em campo.

Urna mudou de casa. O TRE-SE alterou seis locais de votação da 2ª Zona Eleitoral de Aracaju, atingindo seções nos bairros Siqueira Campos, Getúlio Vargas e São José. O eleitor precisa consultar seu endereço antes de sair. Política já confunde bastante; não é necessário passar o domingo procurando urna como quem procura água na torneira.

Sukita sem palco. Uma liminar proibiu Sukita de convocar, organizar ou participar ativamente de atos de campanha enquanto durar a suspensão de seus direitos políticos. Ele também não poderá pedir votos, discursar nem ocupar o centro do palanque. A Justiça entregou o ingresso, mas recolheu microfone, camarim e luz principal.

Festa desmontada. A Justiça determinou o cancelamento do evento em que seria apresentado o “candidato a governador de Sukita”. Convites e propagandas vinculadas ao nome ou à imagem dele deverão ser retirados, sob multa diária de R$ 10 mil por representado. É decisão liminar, mas a festa perdeu anfitrião antes mesmo de contratar o garçom.

 

Fábio do pastel. Fábio Mitidieri já pode preparar uma profissão alternativa: influenciador gastronômico. Por onde passa, recomenda pastel, caldo de cana, cachorro-quente, acarajé e tudo o que couber num vídeo. Se a reeleição não sair do forno, pelo menos o governador já tem currículo para avaliar salgado e perguntar se aceita Pix.

 

Faixa caríssima. O TRE-SE manteve multas de R$ 5 mil para Alessandro Vieira, Luciano Bispo, Alex Henrique e Anderson Menezes por propaganda antecipada numa grande faixa em Itabaiana. A conta total chegou a R$ 20 mil. A faixa era grande, mas o boleto conseguiu chamar ainda mais atenção.

Fenelon ganha força. O advogado Fenelon Santos, filho do juiz aposentado e ex-deputado estadual José Rivaldo, declarou apoio a Valmir de Francisquinho, Pastor Diego e Pastor Aleno. Ex-candidato a deputado estadual e já lembrado para disputar a Prefeitura de Graccho Cardoso, Fenelon defendeu investimentos para combater a falta de água e gerar empregos no município. Citou os exemplos do frigorífico de Muribeca e da cerâmica de Feira Nova para mostrar que desenvolvimento não é promessa impossível. Fenelon começa a pavimentar 2028 com trabalho, alianças e os dois pés firmes em Graccho.

Judas sem multa. O TRE-SE afastou multas relacionadas a um boneco de Judas com o rosto de Fábio Mitidieri usado em protesto contra a falta d’água. Também derrubou condenações decorrentes de um vídeo satírico sobre debate político. O boneco escapou da punição, mas continuou queimado na fotografia.

 

Venâncio faz falta. Recentemente Venâncio Fonseca criticou o que classificou como ingratidão do prefeito Binho contra o ex-prefeito Pedrinho e reafirmou seu apoio ao grupo político de São Domingos. Experiente, firme e sem medo de entrar em assunto espinhoso, Venâncio seria um bom nome para retornar à Assembleia Legislativa. A Alese teria muito a ganhar com sua voz, especialmente depois de perder protagonismo político para a Câmara de Aracaju nos últimos dois mandatos. Venâncio pode até levantar discussão, mas pelo menos levantaria uma Assembleia que anda sentada há tempo demais.

Caatinga no Agreste. Carira recebeu uma nova companhia do Batalhão de Caatinga, com atuação regional e nas áreas de divisa. A unidade amplia a presença policial no Agreste. A criminalidade talvez não tenha comparecido à solenidade, mas certamente recebeu o comunicado.

Levi avança. A candidatura de Levi Oliveira à Câmara Federal vem crescendo nas pesquisas e ganhando presença nas ruas, resultado do corpo a corpo realizado nas comunidades. O problema é que, dentro da federação, ele precisa superar nomes fortes como Gustinho Ribeiro e André Moura para conquistar uma cadeira. É uma subida íngreme, com concorrentes experientes e estruturas robustas no caminho. Mesmo assim, Levi avança bem e começa a mostrar que não entrou na disputa apenas para completar a fotografia.

Exército orientado. Militares do Exército em Sergipe receberam orientações da Justiça Eleitoral para atuar nos dias de votação. A preparação envolve segurança, logística e possível emprego das Forças Armadas. O eleitor levará o título, o mesário levará a paciência e o Exército, pelo menos, chegará com manual.

Universidade de papel I. Fábio Mitidieri conseguiu a proeza eleitoral de anunciar uma universidade sem apresentar professores, cursos, salas, laboratórios, biblioteca, pessoal de limpeza ou estrutura acadêmica funcionando. Até agora, o personagem mais visível da Unese é o reitor nomeado, o professor e economista José Ricardo de Santana. É uma universidade com comando, fotografia e discurso, mas ainda procurando tudo aquilo que transforma uma placa em instituição de ensino. Criar universidade da noite para o dia é fácil; difícil é fazer o diploma nascer fora do palanque.

Universidade de papel II. O Ministério Público de Sergipe e o Tribunal de Contas precisam cobrar orçamento, fonte de financiamento, corpo docente, instalações, cursos, seleção de alunos e cronograma de funcionamento da Unese. Também cabe verificar se a estrutura anunciada possui finalidade pública concreta ou se virou cenário eleitoral em plena campanha. Universidade não se inaugura apenas nomeando reitor e chamando fotógrafo. Sem professor, aluno, sala e planejamento, não é ensino superior: é promessa usando beca.

Juros do medo. A Operação Usurero cumpriu mandados em Aracaju e Maceió contra suspeitos de agiotagem, extorsão e ameaças. Segundo a investigação, os empréstimos ilegais seriam acompanhados de intimidação e episódios de violência. O dinheiro chegava fácil, mas a cobrança vinha com juros, medo e nenhum botão para falar com o gerente.

Sergipe pedalando. Aracaju recebe o Campeonato Brasileiro de Ciclismo Master/Sub-30 de sexta a domingo, com provas começando por volta das 5h30. Vias do Santa Maria terão bloqueios especiais. Quem não estiver competindo precisará acordar cedo ou fazer seu próprio contrarrelógio para escapar do trânsito.

Estado corredor. Aracaju, Itabaiana, Tobias Barreto e Ribeirópolis terão corridas e caminhadas durante o fim de semana. Há provas infantis e percursos de até dez quilômetros. É tanta gente correndo que o sergipano desavisado pode pensar que divulgaram outra pesquisa eleitoral.

Rock no Mirante. O Descubra Aracaju leva Asley, Nasio e a exposição ElaSete ao Mirante da 13 de Julho. A programação é gratuita e ajuda a descentralizar os eventos culturais da Orla. Aracaju tem mais cenário bonito do que marqueteiro possui filtro no celular.

Centro acordado. A Feira Centro Vivo ocupará a Rua Pacatuba com gastronomia, artesanato, música e economia criativa. Missinho do Acordeon e Zaca integram a programação gratuita. O Centro vai fechar parte das lojas, abrir o apetite e tentar provar que também sabe viver depois do expediente.

 

Vice de verdade. Priscila Felizola afirmou que pretende ser uma vice presente, participando das decisões, acompanhando projetos e ajudando Valmir de Francisquinho a entregar resultados. Também quer funcionar como ponte permanente entre o Governo e os municípios. O recado foi direto: Sergipe não precisa de vice decorativo, daqueles que só aparecem na fotografia e somem quando começa o trabalho.

 

Seresta histórica. São Cristóvão recebe o Projeto Cidade Seresta na Rua Gastronômica. Música, patrimônio e boa comida estarão juntos em um dos cenários mais tradicionais de Sergipe. É oportunidade para cantar baixinho, comer bem e tirar fotografia fingindo profundo conhecimento de arquitetura colonial.

Justiça olímpica. Aracaju recebe a XXIII Olimpíada Nacional do Judiciário Federal entre 19 e 25 de setembro. O evento movimentará hotéis, restaurantes, transportes e espaços de lazer. Juízes e servidores trocarão processos por medalhas; desta vez, a disputa acabará no placar, sem embargo nem pedido de vista.

Maratona disparada. A Maratona de Aracaju, marcada para 31 de outubro e 1º de novembro, esgotou 16 mil inscrições. A edição anterior reuniu aproximadamente 10 mil atletas, e a próxima terá representantes de todo o país. A corrida ainda nem começou, mas as inscrições já cruzaram a linha de chegada.

Faixa da discórdia. Não há elemento concreto que prove perseguição na pintura da faixa amarela diante do escritório político ligado às campanhas de Jorginho Araújo e Cláudio Mitidieri. A restrição de estacionamento, segundo informações locais, já estava definida havia bastante tempo, mas virou combustível para a guerra política entre Jorginho e o prefeito André Graça. Estão tentando pintar André como perseguidor usando uma lata de tinta e muita imaginação eleitoral. Fábio Mitidieri precisa apagar esse incêndio dentro do próprio grupo, porque André faz uma boa gestão e não será derrubado por uma faixa amarela.

Robô na delegacia. Alessandro Vieira afirmou que seu Instagram sofreu uma tentativa de ataque por robôs com possível finalidade eleitoral. A conta permaneceu ativa, enquanto Meta e Polícia Federal serão notificadas. Irmãozinho, não brinque com isso: tentaram derrubar justamente a conta de um delegado. Agora o robô pode acabar prestando depoimento.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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