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⁠ Emília abriu as portas e colocou a verdade para trabalhar

Assim que a Operação Histograma chegou à Prefeitura de Aracaju e à Emsurb, Emília Corrêa reuniu sua equipe, abriu os canais institucionais e determinou colaboração integral com a Polícia Civil. Foram entregues informações e documentos, enquanto a Procuradoria Geral e a Controladoria Geral do Município passaram a acompanhar o caso e preparar todas as providências administrativas e jurídicas necessárias. As lideranças da gestão repetiram a mesma orientação: transparência, respeito à investigação e nenhuma proteção para quem eventualmente tenha cometido irregularidade. Emília agiu como se espera de uma prefeita segura. Não fechou gavetas, não brigou com delegado, não fabricou teoria conspiratória e muito menos saiu distribuindo inocências antes dos exames. Garantiu a continuidade dos serviços e afirmou que qualquer responsabilidade comprovada será enfrentada dentro da lei. Busca e apreensão não é condenação, investigação não é sentença e rede social não virou tribunal só porque aprendeu a escrever em letras maiúsculas. Emília não pediu que acreditassem em discurso. Colocou documentos sobre a mesa. Para quem governa com tranquilidade, essa continua sendo a defesa mais forte.

Governo barra a greve na Justiça, mas não resolve a dívida com os professores. O Sintese convocou mobilização para hoje e cobra o cumprimento da decisão do STF que restabeleceu os escalonamentos da carreira entre 40% e 100%. O Estado obteve no TJ/SE a suspensão da paralisação, alegando falhas na comunicação às famílias e ausência de plano para manter os serviços. Mas impedir a greve não paga o direito discutido nem encerra uma espera de 14 anos. O governo conseguiu silenciar a sirene por decisão judicial algo comum da gestão de Fábio Mitidieri, porém o incêndio continua aceso dentro da carreira do magistério.

PRD foi cobrar Valmir e acabou chamado ao balcão. O TRE ainda não decidiu sobre a candidatura de Valmir, mas verificou que o PRD está com a anotação suspensa e mandou as partes explicarem se isso compromete a ação. A Federação Renovação Solidária é comandada em Sergipe pelo secretário estadual da Cultura, Valadares Filho, que saiu politicamente menor dessa representação. Foi conferir os documentos de Valmir e acabou tendo de procurar primeiro os papéis do próprio grupo.

A saúde que cuida de Sergipe também precisa ser cuidada. O Sintasa foi às portas da Secretaria da Saúde cobrar reenquadramento funcional, igualdade na concessão de benefícios, avanço na carreira e redução de jornada para categorias submetidas a rotinas exaustivas. O governo exibe reajustes, concursos e nomeações, mas ainda não apresentou resposta concreta para essas reivindicações específicas. Hospital não funciona apenas com prédio novo e fotografia de posse, funciona com trabalhador valorizado, descansado e respeitado. Se nada avançar, o sindicato promete nova mobilização em quinze dias. Quando quem cuida adoece de abandono, toda a população acaba entrando na fila.

Linda continua linda, feio é faltar remédio. Na tribuna da Alese, Linda Brasil denunciou a falta de gabapentina no CASE e problemas estruturais no HUSE. Segundo a deputada, pacientes enfrentam meses de espera, enquanto o sofrimento não aguarda licitação. O Governo precisa responder, porque promessa não alivia dor nem substitui medicamento.

Hospital sem alvará não é burocracia, é alerta sanitário. O Hospital São José funciona há cerca de 16 meses sem licença, enquanto fiscalizações apontam infiltrações, umidade, falta de monitoramento na unidade psiquiátrica e déficit de leitos. A ausência do documento não comprova, sozinha, perigo imediato, mas retira uma garantia essencial de segurança. O hospital afirma ter iniciado reformas, e o MPSE acompanha as adequações. Hospital existe para cuidar de vidas, não para funcionar cercado de dúvidas.

PSOL pode ter a chapa inteira retirada antes de chegar à urna. A Procuradoria pediu o indeferimento do DRAP porque o diretório estadual estava com a anotação suspensa por contas não prestadas. Se a Justiça acolher a tese nos registros da Federação PSOL Rede, podem ser atingidos Dr. Helton e Izaltina, na disputa pelo Governo, Iran Barbosa, para o Senado, e nomes proporcionais como Linda Brasil, Sônia Meire e Sérgio Sampaio. Por enquanto, todos continuam concorrendo e ainda cabem defesa e recurso. O PSOL preparou candidatos, programa e discurso, mas pode descobrir que, na Justiça Eleitoral, a prestação de contas também sobe ao palanque.

Ricardo procura a dívida e também procura Rodrigo. Ricardo Marques questionou o crescimento do endividamento estadual e perguntou onde os empréstimos aparecem na vida de dona Maria e seu João, seja na saúde, na água ou na geração de empregos. A cobrança é direta, mas Ricardo também enfrenta outra investigação doméstica: descobrir onde ele próprio aparece dentro do PL. No painel do comitê de Rodrigo Valadares há espaço para Rodrigo, Moana e Flávio Bolsonaro, mas nada de Ricardo. Pelo visto, a dívida pública cresceu e a fotografia do candidato ao Governo encolheu.

O governo inaugurou comitê, mas Clécia ainda segura o roteiro em Socorro. Fábio Mitidieri, André Moura, Samuel Carvalho e Fábio Henrique reuniram muita gente no Marcos Freire II e fizeram uma fotografia politicamente robusta. O problema é que a. doutora Clécia continua circulando, mobilizando lideranças e ocupando espaço como principal voz da oposição local. O governismo montou palco, acendeu refletores e chamou o elenco inteiro, mas, na política socorrense, Clécia ainda aparece como protagonista. Em Socorro, até comitê cheio precisa perguntar quem está mandando na bilheteria.

De delegado para delegado, cada pesquisa conta um caso. O Instituto Veritá colocou Alessandro Vieira na liderança da soma dos dois votos, com 31,2%, mas levantamentos recentes do Real Time Big Data e do Instituto França apresentaram o delegado André David na frente. Virou quase uma versão eleitoral de Marisa: de delegado para delegado, cada instituto entrega um resultado e cada campanha escolhe o retrato mais bonito. No fim, a investigação definitiva será feita pelo eleitor, e o relatório final só sai depois da abertura das urnas. Os números são de pesquisas divulgadas por terceiros, sem avaliação própria sobre os candidatos.

O tráfico perdeu 17 quilos e a noite do São Francisco ficou sem fumaça. Duas mulheres foram presas em Propriá com uma carga de crack que não era exatamente para consumo doméstico. A apreensão merece aplauso, mas a polícia precisa chegar aos fornecedores e patrões, porque mula presa e chefe solto é apenas intervalo comercial. Por enquanto, a turma do crack vai fumar ansiedade.

A Câmara finalmente encontrou a tomada. Aracaju aprovou regras de segurança e padronização para pontos de recarga quando os carros elétricos já circulam pela cidade e perguntavam onde o Legislativo havia estacionado. O Brasil reúne mais de 505 mil veículos plug in e 25 mil eletropostos, portanto a mudança deixou de ser ficção científica faz tempo. Não há base segura para afirmar que, em cinco anos, os elétricos superarão toda a frota a combustão, mas o mercado avança depressa. A Câmara chegou atrasada, porém chegou com a bateria carregada.

Zona de Expansão vira aula de física quântica eleitoral. A Delegada Katarina, Jeferson Andrade e Garibalde Mendonça entraram no debate sobre os limites entre Aracaju e São Cristóvão, assunto que reaparece sempre que político encontra um microfone desocupado. O problema é que ninguém resolverá essa novela no grito, na reunião ou na base do “deixa comigo”, pois a mudança ainda depende de procedimento na Alese e consulta popular por plebiscito. Enquanto isso, o morador vive num fenômeno quântico: dorme em Aracaju, acorda em São Cristóvão e paga boleto nos dois universos. No palco político, todos explicam o mapa; na plateia, a população só quer descobrir quem tapa o buraco, recolhe o lixo e atende quando ela telefona.

Lulinha continua sendo um dos maiores problemas políticos de Lula. O presidente evitou responder perguntas sobre o filho depois da cerimônia do Dia do Soldado. Paralelamente, a Justiça Eleitoral negou liminar pedida por Fábio Luís Lula da Silva para retirar do ar vídeo publicado por Flávio Bolsonaro; a juíza afirmou não haver, naquele momento processual, elementos suficientes para concluir pela falsidade do conteúdo. Isso não equivale a reconhecer como verdadeiras as acusações feitas no vídeo.

Caiado promete anistia ampla incluindo Bolsonaro. Na sabatina do Jornal Nacional, Ronaldo Caiado afirmou que, eleito, enviará ao Congresso projeto de anistia “geral, ampla e irrestrita”, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e condenados pelos atos de 8 de janeiro. Também defendeu uma estrutura policial unificada contra facções.

A PEC do fim da escala 6×1 ganhou caminho mais curto no Senado. Omar Aziz decidiu preservar o texto aprovado pela Câmara, evitando, em princípio, que a proposta tenha de retornar aos deputados. A expectativa é de votação na CCJ em 2 de setembro. Aziz afirmou esperar apoio superior a 65 senadores, embora isso seja uma projeção política do relator, não resultado de votação.

Braskem entra numa crise financeira de dimensão histórica. A companhia pediu recuperação extrajudicial para reorganizar aproximadamente US$ 10,9 bilhões, cerca de R$ 56 bilhões, em dívidas. Especialistas apontam perda de competitividade para produtores estrangeiros, excesso global de oferta e deterioração financeira.

BTG Nexus mostra eleição presidencial virtualmente empatada no segundo turno. Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 45%, dentro da margem de erro de dois pontos. No primeiro turno sem Pablo Marçal, são 41% para Lula e 37% para Flávio. Foram entrevistadas 2.006 pessoas entre 21 e 23 de agosto.

Michelle Bolsonaro lidera a corrida ao Senado no Distrito Federal. A Quaest aponta Michelle com 25%, seguida de Leila Barros com 17%, Erika Kokay com 12% e Bia Kicis com 9%. Foram entrevistados 1.104 eleitores entre 21 e 24 de agosto.

TCE bota robô para fiscalizar transparência e agora até portal ruim vai passar vergonha. O TCE reuniu 43 unidades gestoras e anunciou que o sistema Serigy fará avaliação automatizada dos portais de transparência. Depois, técnicos ainda revisarão o resultado. A notícia é boa para o cidadão e preocupante para gestor que ainda acha PDF escaneado uma grande contribuição à democracia. Agora até o computador vai perguntar: cadê o dado?

Concessionária vai ter que explicar tarifa olhando para a cara do consumidor. Também passou na Câmara projeto obrigando concessionárias de serviços públicos a realizarem audiências anuais sobre reajustes, contratos, qualidade e melhorias. Se virar lei e funcionar de verdade, já será avanço. A conta costuma chegar em casa sem audiência pública nenhuma, ligeira como cobrança de agiota.

Horário eleitoral vem aí e a televisão já pediu paciência. O Pardal ultrapassou 3,4 mil denúncias antes mesmo de a campanha ocupar oficialmente o rádio e a TV. A partir de 28 de agosto começa o festival gratuito de promessas, jingles, abraços ensaiados e candidatos descobrindo que adoram feira livre. O eleitor vai olhar, rir, brincar e, principalmente, fiscalizar. Se já houve tanta denúncia no aquecimento, quando começar o programa eleitoral o Pardal talvez precise de hora extra.

Alese entra na campanha e o plenário já começa a cheirar a santinho. Com vários deputados disputando a reeleição, a tribuna virou quase um comitê eleitoral com microfone, ar-condicionado e transmissão ao vivo. Kitty Lima deu ontem uma amostra do que vem pela frente, misturando mandato, campanha e recado ao eleitor no mesmo discurso. Daqui a pouco, os parlamentares começarão a brigar entre si por pesquisa, promessa, território e até pelo melhor horário para discursar. O púlpito continuará no mesmo lugar, mas cada fala terá mais cheiro de voto do que de atividade legislativa. Em agosto, distinguir pronunciamento parlamentar de propaganda eleitoral exigirá lupa, GPS e um fiscal procurando santinho debaixo das bancadas.

Yandra mostra serviço e André Moura acelera a campanha. Yandra Moura entrou na campanha apresentando o mandato como cartão de visitas, destacando ações voltadas às mulheres, ao autismo e à juventude. Enquanto a deputada exibe resultados, André Moura avança com uma campanha forte, presença nos municípios e disposição de quem parece ter trocado o café por combustível eleitoral. O grupo reúne estrutura, capilaridade e tanto sobrenome conhecido que, em algumas cidades, o santinho quase dispensa apresentação. Se continuar nesse ritmo, André chegará ao fim da campanha sabendo o nome dos eleitores, dos filhos, dos vizinhos e até do cachorro que latiu durante a caminhada. 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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