Blind Date Notícias

 

Emília está no comando e de olhos abertos

Emília Corrêa deixou claro que acompanha pessoalmente os acontecimentos na Prefeitura de Aracaju e que não pretende antecipar condenações nem empurrar responsabilidades para terceiros. No episódio envolvendo a Educação e o dinheiro apreendido, a gestão afastou preventivamente o servidor citado, acionou a Controladoria e mantém contato com a Polícia Civil para acompanhar a apuração. Isso não é omissão, como parte da imprensa tenta sugerir. É agir dentro da legalidade, preservando a investigação e tomando novas providências conforme surgirem fatos concretos. Prefeita não substitui delegado nem julga processo no gabinete, mas tem o dever de fiscalizar, cobrar explicações e garantir transparência, exatamente o que Emília afirma estar fazendo.

Renovada, com o coração novo e ainda mais disposição para trabalhar, Emília demonstra que governa com autonomia, mas sem abandonar a vigilância sobre sua equipe. Nenhuma prefeita administra sozinha uma estrutura do tamanho de Aracaju; delegar responsabilidades não significa entregar o comando. Haverá percalços, falhas e momentos difíceis, como existem em qualquer governo, mas eles serão enfrentados com serenidade, transparência e responsabilidade. Emília não está dormindo, nem terceirizou a Prefeitura: está atenta, tomando providências e pronta para atravessar cada dificuldade sem esconder problemas debaixo do tapete.

A palavra de Lelê I. Em entrevista concedida em 2018, quando ainda se apresentava como delegado e candidato, Alessandro Vieira afirmou que não disputaria a reeleição para cargo algum. Deputado, senador, nada. Dizia que política era missão temporária e que depois voltaria à profissão. Oito anos depois, Lelê procura renovar o mandato. Como brincou o jornalista Vitor Vieira, do Fato Sergipe: “O que foi que mudou, homem?”. Pelo visto, mudou o cargo, mudou o discurso e só não mudou a vontade de permanecer sentado.

A palavra de Lelê II. Alessandro também fez questão de se comparar a Jackson Barreto, lembrando que JB prometera não disputar outro cargo e chegou a dizer que, se fosse candidato ao Senado, o eleitor não deveria votar nele. Na entrevista, o delegado garantiu: “Nós somos homens muito diferentes”. Vitor Vieira encontrou a pérola e devolveu com humor: “Eu acho que vocês têm muito mais em comum do que você imagina”. A política é mesmo danada: separa no discurso e reúne na fila da reeleição.

A palavra de Lelê III. O mais curioso é que Alessandro repetiu a promessa, invocou compromisso, clareza e seriedade, quase reconhecendo firma em cartório. Agora, candidato à reeleição, precisa explicar por que a missão temporária ganhou mais oito anos de validade. Como resumiu Vitor Vieira, Alessandro “deu uma rabeada de 180 graus” e terminou no mesmo lugar que criticava. Palavra de delegado deveria valer muito; palavra de candidato, pelo visto, vence junto com o mandato.

Greve de papelada I. O presidente do Sintese, Roberto Silva, anunciou a continuidade da greve e acusou o Governo de agir de má fé ao não juntar ao processo documentos enviados pelo sindicato. A categoria prepara um pedido de reconsideração e ocupa a Secretaria da Educação. Pelo visto, além de ensinar, os professores agora precisam dar aula de organização processual ao Governo.

Greve de papelada II. O procurador geral Carlos Pinna afirmou que decisões judiciais devem ser cumpridas, mesmo quando desagradam, e questionadas pelos recursos cabíveis. Segundo ele, a decisão atualmente em vigor é a liminar que declarou a greve ilegal. Está formado o climão: os professores mantêm os braços cruzados, o Governo aparece segurando a decisão judicial debaixo do braço e os alunos sem aula. E aí Fábio Mitidieri?

Na torneira não, no carro-pipa sim. Os sergipanos querem uma explicação simples: se falta água para chegar às casas, como a Deso ainda consegue abastecer carros-pipa? A pergunta é endereçada ao governador Fábio Mitidieri e ao Ministério Público de Sergipe. Pelo visto, a água conhece o caminho do reservatório e do caminhão, mas se perde justamente quando procura a torneira do povo e da distribuição da Iguá.

Eduardo Amorim receita saúde para a Zona de Expansão. O candidato ao Senado defendeu uma UPA 24 horas e um centro de especialidades para atender Areia Branca, Matapuã e Mosqueiro, evitando que os moradores precisem atravessar Aracaju em busca de atendimento. Amorim também apoiou a permanência desses bairros na capital. Médico por formação, ele conhece o diagnóstico e promete ser, no Senado, a força necessária para fazer o investimento sair do papel e chegar ao paciente.

 

A cúpula da PF pediu exoneração coletiva. Onze diretores colocaram os cargos à disposição em solidariedade a Andrei Rodrigues, afastado por André Mendonça após a controvérsia sobre relatórios internos da corporação. O gesto pretende demonstrar união, mas também aumenta a crise: se todos foram escolhidos por Andrei e ameaçam sair com ele, a Polícia Federal começa a parecer equipe de governo, não instituição de Estado. No meio de tantas investigações, a cúpula resolveu entregar os crachás e deixar um ponto de interrogação na portaria.

Fagundes fechou a cortina e abriu um processo. Antônio Fagundes contou que está sendo processado por uma juíza impedida de entrar após o início do espetáculo. O ator defende as 650 pessoas que chegaram no horário contra celulares acesos, cochichos e atrasados procurando cadeira no escuro. Já sugerem até a “Lei Antônio Fagundes”: abriu a cortina, acabou o jeitinho brasileiro.

Breno Silveira de pai para filho. Breno Silveira recebeu o apoio de França, amigo irmão de seu pai, Zito, e testemunha da trajetória da família. França lembrou que ajudou a levar o pai à Assembleia e agora aposta no filho para representar o povo e o empresariado sergipano. A política virou herança afetiva: o apoio passou de pai para filho sem precisar nem fazer inventário.

 

 

Fogo amigo no PL I. O vereador Lúcio Flávio levantou no plenário a possibilidade de cassação de Moana Valadares, sua colega de partido, após receber uma denúncia sobre cinco faltas consecutivas e não justificadas. Ele próprio admitiu que ainda não confirmou nem as ausências nem a regra regimental, mas pediu que a Mesa apure o caso. No PL de Aracaju, a oposição agora funciona dentro da própria legenda: o adversário mora na sala ao lado e ainda participa do mesmo grupo de WhatsApp. Antes de pedir voto para o partido, talvez seja prudente perguntar qual dos dois lados.

Fogo amigo no PL II. O vereador também acusou Rodrigo e Moana Valadares de conduzirem o partido em benefício próprio, dividirem a direita sergipana e colocarem a eleição do casal acima da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo Lúcio, movimentos conservadores manterão distância da legenda enquanto os Valadares comandarem o diretório estadual. No PL de Sergipe, o fogo amigo virou incêndio e já tem gente pedindo socorro diretamente à família Bolsonaro.

 

Gilmar pediu vista e encontrou 3 a 0. O ministro tentou ganhar tempo no julgamento sobre o afastamento de Andrei Rodrigues e Leandro Almada, mas Fux e Nunes Marques acompanharam André Mendonça e formaram maioria em poucos minutos. O processo parou, porém a ordem continua valendo e os dois dirigentes seguem afastados. Gilmar puxou o freio de mão, mas descobriu que a Segunda Turma já havia descido a ladeira.

 

Bolsonaro: o selo Bolsonaro tem dono. Carlos Bolsonaro declarou que Rodrigo Valadares é o único candidato da família ao Senado por Sergipe e afirmou que esse também seria o voto do ex-presidente. Com o recado, Coronel Rocha ficou fora da fotografia oficial do clã. Na direita sergipana, tem candidato com farda, candidato com número e apenas um carregando o certificado de autenticidade da família Bolsonaro.

Inventário sem pedágio na largada. A nova regra do CNJ permite lavrar a escritura de inventário e partilha sem exigir o pagamento antecipado do ITCMD. O imposto não morreu nem foi incluído na herança do falecido: apenas deixou de bloquear o começo do procedimento. Para a advocacia, abre-se um mercado importante; para os herdeiros, finalmente será possível organizar os bens antes de vender um deles para pagar o próprio imposto.

Carlos Britto: uma tonelada de toga e um grama de exemplo. Treze ex-ministros do STF cobraram de Edson Fachin uma reação rápida, pública e concreta à crise que já compromete a credibilidade da Corte. Carlos Britto resumiu: “Mais vale um grama de exemplo do que uma tonelada de palavras”. A carta não cita Alexandre de Moraes, mas a encrenca tem nome, sobrenome e gabinete. O Supremo, que sempre exige transparência dos outros, agora precisa experimentar a receita em casa.

 

A Polícia do “troco”. Segundo Lauro Jardim, um delegado em cargo de comando na PF reagiu às decisões de André Mendonça com a frase: “O troco não vai tardar”. Se confirmada, a declaração é gravíssima: investigador não promete revanche contra ministro, apresenta recurso e cumpre decisão. A Polícia Federal existe para investigar fatos, não para administrar vingança institucional como se Brasília fosse grupo de condomínio.

Da bandeira vermelha ao PL. O jornalista Fábio Terres lembrou que Ricardo Marques passou anos ligado a Déda, ao PT e à esquerda, mas hoje aparece como candidato do PL. Para Terres, a direita virou abrigo de antigos adversários convertidos às pressas, fenômeno que também expõe as escolhas de Rodrigo Valadares dentro da legenda. Em ano eleitoral, tem gente que não muda de opinião: apenas troca a bandeira conforme a direção do vento.

Valmir de Francisquinho. Desculpa de líder. Valmir de Francisquinho soube da reclamação de uma senhora durante o desfile na Barão de Maruim e fez o que muita autoridade evita: pediu desculpas. O gesto revela humildade e respeito por quem estava ali para acompanhar a festa. Na política, reconhecer um incômodo vale mais do que inventar dez justificativas.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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