
Há 14 anos, professores sergipanos esperam a reparação de uma carreira desmontada pela Lei Complementar nº 213/2011. O STF declarou a norma inconstitucional e determinou a retomada dos escalonamentos, mas o governo Fábio Mitidieri resolveu pedir mais 12 meses. Segundo o Sintese, dados da própria Sefaz indicam margem fiscal superior a R$ 1,4 bilhão para despesas com pessoal nos primeiros quatro meses de 2026. Dinheiro aparece no balanço; sensibilidade, pelo visto, continua aguardando licitação.
A greve por tempo indeterminado começa, na verdade, no dia 8 de setembro, com ato diante do Palácio de Despachos; no dia 9, haverá mobilização na Secretaria da Educação e atos pelo interior. Roberto Silva, presidente do Sintese, resumiu o espírito da luta: “Nós temos que tirar o governo dessa zona de conforto”. Acrescentou que o governador precisa respeitar os professores, cumprir a decisão do STF e retomar o escalonamento. Enquanto o professor perdeu 14 anos, o governo procura no calendário eleitoral uma borracha grande o bastante para apagar uma sentença.
O roteiro seguinte é tão conhecido que já poderia passar em reprise: a PGE deverá procurar o Judiciário, o tribunal poderá mandar a categoria voltar às salas e ainda impor multa ao sindicato. Resolve a greve no papel, mas não paga a dívida nem recupera a dignidade esmagada. Mitidieri já respondeu aos protestos lembrando, em tom áspero, que o Sintese fez o “enterro de Déda”. Só esqueceu que professor não enterra governador; quem enterra governo é a arrogância. Déda não está aqui para servir de escudo eleitoral, e urna nenhuma transforma insensibilidade em boa gestão.
MPE DÁ SINAL VERDE. O Ministério Público Eleitoral apresentou parecer favorável ao deferimento do registro de Valmir de Francisquinho. O parecer não decide a candidatura, mas representa manifestação jurídica favorável ao candidato. Agora, a palavra passa ao TRE-SE porque, na Justiça Eleitoral, até o sinal verde precisa esperar a cancela do colegiado levantar.
AGORA É COM O TRE. A ação nº 0600373-69.2026.6.25.0000 está sob a relatoria da desembargadora Ana Bernadete Leite de Carvalho Andrade. Caberá à relatora apresentar seu voto e ao colegiado do TRE-SE decidir se acolhe ou não o parecer favorável do Ministério Público Eleitoral. Em resumo: o MPE já opinou pelo deferimento; agora, os holofotes e as calculadoras jurídicas estão voltados para o plenário.

ALAN FICA E A MALANDRAGEM CHORA. Correu o boato de que tentavam retirar o delegado Fábio Alan de Itabaiana, mas João Eloy apareceu com seu jeito direto e encerrou a novela: ninguém pediu e, mesmo que pedisse, Alan continuaria onde está. O secretário fala pouco, porém, quando resolve gravar áudio, até o boato pede silêncio. Alan permanece firme, para alegria da população e profunda tristeza de quem já estava separando o champanhe no esconderijo. A malandragem cancelou a festa e voltou a dormir de sapato.
SETE DE SETEMBRO COM PROVA SURPRESA I. Fábio Mitidieri talvez esteja consultando não apenas a agenda, mas também a previsão de protesto antes de decidir se comparece ao desfile. Os professores prometem cobrar o cumprimento dos escalonamentos, e o governador poderá trocar o palanque por uma chamada oral ao vivo. Se comparecer, encontrará faixas e apitos. Se faltar, corre o risco de receber falta justamente na disciplina chamada diálogo.
SETE DE SETEMBRO COM PROVA SURPRESA II. No desfile cívico de Nossa Senhora do Socorro, em setembro de 2025, professores denunciaram que a Guarda Municipal tentou impedir a aproximação do protesto ao palanque do prefeito Samuel Carvalho, aliado de Fábio Mitidieri. Agora, o governador precisa evitar a mesma coreografia: ouvir a categoria pela frente, virar de costas e procurar uma pilastra. Em desfile da Independência, fugir de professor cobrando direito é transformar o palanque em aula prática de antipatia.
CRATERA E POSTE EM PÂNICO. Uma cratera abriu expediente na Avenida Maranhão e imediatamente assumiu o comando do trânsito. Enquanto isso, a Energisa contabilizou 174 colisões contra postes em Sergipe neste ano, com Aracaju na liderança. O poste sergipano não disputa eleição, mas apanha mais que candidato mal colocado nas pesquisas. Já está pedindo advogado, colete e transferência para uma rua sem motorista apressado.

RICARDO JÁ TEM NÚMERO PARA BATER À PORTA. Ricardo Marques apareceu com 12,92% em Aracaju na pesquisa ECM e ganhou fôlego para comemorar. Ainda está distante dos dois primeiros colocados, mas agora já tem percentual suficiente para chegar diante de Rodrigo Valadares, mostrar o gráfico e perguntar: “Presidente, com doze por cento já sai uma fatia do fundo eleitoral ou precisa levar senha?” A terceira via continua longe do segundo turno, mas ao menos encontrou o caminho da tesouraria.
EMÍLIA ESTÁ BEM, MAS O MÉDICO ENTROU EM CAMPANHA. A cirurgia cardíaca de Emília Corrêa foi concluída com sucesso, e Eduardo Amorim acompanhou de perto as primeiras horas da recuperação. Depois de confirmar que a paciente seguia o protocolo médico, o ex-senador voltou a Sergipe e retomou a campanha. Emília agora só deve sentir falta do doutor que trocou o monitor cardíaco pelo monitor eleitoral. O coração ficou em observação em São Paulo, mas o pulso de Eduardo já voltou a bater no ritmo das urnas.
TRE ACERTA EM CHEIO. O TRE de Sergipe tomou uma decisão correta ao mandar retirar do ar o vídeo anônimo com ataques religiosos contra a primeira dama Érica Mitidieri. Crítica política faz parte da campanha, mas intolerância religiosa não é argumento, proposta nem fiscalização. É preconceito fantasiado de propaganda e, dessa vez, a fantasia perdeu o acesso ao Instagram. A decisão do juiz Jailsom Leandro de Sousa fixou prazo de duas horas para a remoção, proibiu novas publicações semelhantes, estabeleceu multa diária de R$ 15 mil e requisitou à Meta os dados do perfil anônimo. A Justiça Eleitoral mandou um recado necessário: eleição é lugar de discutir governo, não de transformar a fé alheia em palanque para discurso de ódio.
FICHA LIMPA ENTROU NA LAVANDERIA. O Ministério Público Eleitoral contestou 974 registros de candidatura por questões que incluem inelegibilidade, condenações e irregularidades partidárias. Ao mesmo tempo, o STF deverá examinar as mudanças feitas nos prazos da Lei da Ficha Limpa. Quase mil candidatos aguardam para saber se a ficha está limpa, suja ou rodando no ciclo delicado, enquanto o eleitor procura no manual onde fica o botão de centrifugar.

NIKOLAS SAIU DO SALÃO LINDÃO E RESPONDENDO I. Antes do vídeo principal, Nikolas Ferreira apareceu cortando o cabelo e brincou que estava se arrumando para ficar “lindão”. Depois, encarou a polêmica, admitiu que conversou com Vorcaro, negou proximidade pessoal e afirmou que recebeu o contato salvo como “Dani Vorcaro”. O deputado fez o que muita gente grande em Brasília desaprendeu: apareceu, falou e colocou a própria versão na mesa. Entrou na barbearia como alvo e saiu com corte novo, resposta pronta e ironia aparada na navalha.
NIKOLAS SAIU DO SALÃO LINDÃO E RESPONDENDO II. Nikolas sustentou que jamais chamou Vorcaro de “lindão” e acusou a reportagem de usar a palavra para criar aparência de intimidade. A gravação gera interpretações diferentes, mas ele reconheceu o contato sobre o ativo minerário, confirmou o uso de um avião ligado ao banqueiro na campanha de 2022 e negou contrato ou recebimento de dinheiro. Acertou ao responder diretamente, sem mandar nota perfumada por assessor. Se Brasília tivesse metade dessa disposição, faltaria emprego para porta voz e sobraria cadeira na sala de crise.
BLUSINHA ELEITORAL. O Congresso aprovou o fim da taxa das blusinhas e mandou o texto para sanção. Pô, Lula, tá de sacanagem com a blusinha novamente? Primeiro o governo veste a taxa, depois percebe que ela aperta no ano eleitoral e corre para devolver ao provador. O consumidor agradece, mas já conferiu a etiqueta: mudança de coleção ou promoção de campanha? O imposto pode sair, mas o ICMS continua no cabide.

CORAÇÃO BOM E CANETA TRABALHANDO I. Mesmo se recuperando da cirurgia cardíaca em São Paulo, Emília Corrêa anunciou nova convocação de professores para a rede municipal ainda em setembro. A prefeita está de repouso, mas a caneta não entrou de licença. Enquanto o coração segue monitorado pelos médicos, a Educação de Aracaju ganha reforço. Emília mostrou que é possível fazer chamada até por videoconferência, sem mandar o compromisso para a sala de espera.
CORAÇÃO BOM E CANETA TRABALHANDO II. Em Aracaju, a prefeitura anuncia convocação de concursados. Na rede estadual, professores preparam greve e cobram do governo Fábio Mitidieri a retomada dos escalonamentos da carreira. Não há levantamento que permita afirmar que a rede municipal reclama menos, mas a fotografia política é inevitável: de um lado, professores sendo chamados; do outro, professores chamando o governo para conversar. Emília saiu da cirurgia com o coração funcionando bem. Já o Palácio parece precisar urgentemente de um exame para localizar o diálogo.
BRASÍLIA DE RECUPERAÇÃO. A pesquisa Futura mostra 59,4% de desaprovação ao Congresso, 52,7% ao STF e 50,9% a Lula. Brasília conseguiu montar uma sala de recuperação onde o Congresso copia do Supremo, o Planalto consulta a resposta e todo mundo entrega a prova dizendo que a culpa é do professor. O eleitor já pegou a caneta vermelha. O problema é encontrar alguém que não esteja reprovado para assinar o boletim.
ZANIN RENOVA A CARTEIRINHA. O STF reconduziu Cristiano Zanin para mais dois anos como ministro substituto do TSE. Em plena campanha presidencial, até o banco de reservas da Justiça Eleitoral virou camarote VIP. Zanin continua substituto, mas com tanta confusão jurídica prevista, pode acabar trabalhando mais que titular em véspera de feriado. A cadeira já vem com toga, capacete, airbag e senha para sair silenciosamente dos grupos de WhatsApp.
TV EM EBULIÇÃO. O horário eleitoral confirmou o duelo entre Fábio Mitidieri e Valmir de Francisquinho, enquanto Ricardo Marques procura uma brecha para entrar na conversa. Agora, cada segundo vale ouro, cada música promete salvação e todo eleitor vira especialista em edição. Na televisão eleitoral, até o abraço é ensaiado e o sorriso já chega com marqueteiro, maquiagem e pesquisa de aprovação.
ÔNIBUS COM ADVOGADO A BORDO I. A Justiça suspendeu o afastamento da VRS, manteve a empresa em suas linhas e proibiu a transferência da operação para outra viação. Como os coletivos haviam sido descadastrados, a Prefeitura pediu prazo para refazer os procedimentos. O transporte de Aracaju ficou tão judicializado que o passageiro agora pergunta ao motorista se aceita cartão, dinheiro ou petição inicial.
ÔNIBUS COM ADVOGADO A BORDO II. Após a VRS informar que seus veículos continuavam impedidos de sair da garagem, a Justiça autorizou força policial para liberar a frota, fixou multa diária de R$ 10 mil, com contagem desde 31 de agosto, e remeteu o episódio ao MPSE. Nelson Felipe não foi multado pessoalmente nessa decisão, mas o superintendente ganhou lugar privilegiado no roteiro. O ônibus demorou a sair, porém a multa passou voando e nem precisou esperar no ponto.
ÔNIBUS COM ADVOGADO A BORDO III. A VRS anunciou sua retomada nas redes, trabalhadores protestaram, passageiros cobraram explicações e a Prefeitura declarou que cumpriria a ordem judicial. Enquanto cada lado publicava sua versão, mais de cem ônibus permaneceram na garagem por parte do imbróglio. Em Aracaju, o transporte coletivo conseguiu a proeza de ter linha, empresa, decisão e passageiro, mas faltar justamente o detalhe chamado circulação. OAB PEDE CAFÉ FORTE. O Conselho Federal da OAB solicitou reunião com o presidente do STF, Edson Fachin, para discutir a crise. Foi a OAB do Paraná, e não a de São Paulo, que pediu o afastamento cautelar de Moraes e a suspeição de Paulo Gonet nos processos relacionados ao Banco Master. Quando advogado pede reunião com ministro levando a palavra crise na pasta, o cafezinho deixa de ser gentileza e passa a integrar o plano de emergência.
TEM GÁS NO CAIXA, FALTA GÁS NA GESTÃO. Sergipe recebeu cerca de R$ 8,6 milhões em royalties de petróleo e gás referentes à produção de junho, elevando o acumulado de 2026 para aproximadamente R$ 69,3 milhões. O governo adora anunciar que o Estado tem petróleo, gás e futuro. Pois, já que está com tanto gás, poderia acelerar a Educação, socorrer a Saúde e resolver a falta de água. Porque não adianta ter combustível no discurso e deixar os serviços públicos empurrando o carro na ladeira. Royalties abastecem o caixa, mas propaganda nenhuma enche torneira, abre leito ou encerra greve de professor.

GILMAR QUER DELEGADO NA DELEGACIA. Gilmar Mendes propôs a Fachin proibir a atuação de delegados da Polícia Federal nos gabinetes dos ministros do STF. Atualmente, segundo a reportagem, seis delegados trabalham na Corte. Brasília conseguiu produzir uma dúvida que nem concurso público imaginou: o delegado está investigando, assessorando ou tentando descobrir em qual porta termina o gabinete e começa o inquérito?
FILA FANTASMA. Lula anunciou que zerou a fila do INSS depois de mudar a régua, embora 235 mil pedidos continuem atrasados. É a mágica de Brasília: o aposentado permanece esperando, mas a fila foi promovida a invisível. Depois do escândalo dos descontos indevidos, faltava apenas isso: o dinheiro some, o benefício demora e agora até a fila desapareceu

IOLANDA GASTA SOLA E ENTREGA PRESENÇA I. A presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães, encerrou em Aquidabã e Capela uma verdadeira maratona pelas comarcas do interior. Visitou fóruns, ouviu servidores, inspecionou estruturas e acompanhou as manutenções em 27 unidades. Enquanto muito chefe conhece o interior pelo mapa da parede, Iolanda preferiu gastar a sola do sapato. É gestão com poeira na sandália e processo debaixo do braço, um trabalho que merece reconhecimento e até como Rainha da Parada do Orgulho LGBTQIAP+.
IOLANDA GASTA SOLA E ENTREGA PRESENÇA II. A sucessão na Presidência do TJSE já começa a despertar curiosidade, mas o Tribunal ainda não divulgou oficialmente a data da eleição da próxima Mesa Diretora. Até lá, Iolanda segue a pé na estrada, tentando concluir as entregas previstas antes do fim da gestão. Com cerca de três mil processos em cada uma das comarcas visitadas, a presidente percorreu quilômetros para conferir de perto o serviço. Agora falta a Justiça fazer os processos caminharem com a mesma disposição da presidente, porque a sola dela já chegou onde muita sentença ainda não conseguiu chegar.
TRINTA PEDRAS FORA DO CAMINHO. A Polícia Militar prendeu um suspeito e apreendeu 30 pedras de crack embaladas para venda no bairro Jardim Campo Novo, em Lagarto. A mercadoria não chegou ao balcão e certamente deixou muito traficante triste, fazendo inventário do prejuízo e chorando sem nota fiscal. Dependente químico precisa de tratamento e acolhimento. Traficante precisa encontrar a polícia na porta, de preferência antes de transformar mais uma família em cliente da tragédia.
DOMINGO PERDIDO, PROVA RESSUSCITADA. Estudantes trocaram descanso, almoço em família e preguiça por uma prova de estágio do MPF. Na hora marcada, o sistema também tirou folga e saiu do ar. O MPF publicou novo cronograma e liberou testes no ambiente virtual até 10 de setembro. Agora, além da matéria, o candidato precisa estudar informática, paciência e uma oração para o servidor não descansar no próximo domingo.

CURY VIROU CONSULTOR. Foi Augusto Cury subir nas pesquisas para Fábio Mitidieri aparecer cheio de ideias sobre inteligência, integração e planejamento. O governador bateu o olho nos números e parece ter descoberto que proposta boa também pode ser lida em modo copiar e colar. A segurança segue esperando resultados, mas o PowerPoint já está protegido por viatura, colete e consultoria motivacional.
Congresso e STF reprovados. Pesquisa Futura divulgada nesta tarde apontou desaprovação de 59,4% ao Congresso e de 52,7% ao STF. No mesmo levantamento, Lula aparece com 50,9% de desaprovação e 46,4% de aprovação. Brasília conseguiu algo raro: unir instituições diferentes num campeonato em que ninguém quer receber a medalha.
FÉ NÃO É ARMA. O TRE determinou a retirada do vídeo anônimo que atacava Érica Mitidieri com intolerância religiosa, fixando prazo de duas horas e multa diária de R$ 15 mil. Criticar faz parte da campanha. Usar religião como porrete eleitoral é apenas preconceito tentando entrar no céu pela porta dos fundos. Agora a Meta deverá revelar quem pregava escondido atrás da tela.
PARDAL SEM SONO. O aplicativo Pardal já recebeu 75 denúncias de propaganda irregular em Sergipe. O eleitor agora assiste, fotografa, filma e denuncia. Santinho malcomportado não ganha mais voto, ganha registro no aplicativo. Nesta eleição, até o poste está olhando para os lados antes de aceitar companhia.

ANDRÉ NA RUA E BRASÍLIA NA AGENDA. André Moura percorreu o Bairro Industrial ao lado de Fábio Mitidieri, distribuindo abraços, alegria e disposição e apresentando Fábio a população. A fama de articulador acompanha cada passo: onde alguns ainda procuram a porta de Brasília, André já conhece a entrada, o corredor e quem resolve. Caminhou tanto que o tênis pediu descanso, mas a experiência continuou trabalhando. Se depender de articulação e resultado, Sergipe já encontrou seu serviço de assistência política.
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