Ordem sem transparência. Onde está o Portal?

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Esta semana dei uma “volta” no site da OAB/SE e confesso que é um dos mais completos. Entrei também no da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Pernambuco e Alagoas, bons por sinal. Com o faro de jornalista procurei logo o Portal da Transparência para entender para onde a nossa anuidade está indo mas, para minha surpresa, não encontrei as prestações de contas e muito menos o quanto foi gasto com pessoal, gasolina, passagem aérea, festas, ônibus de turismo para o Maranhão e outras despesas peculiares da Instituição OAB/SE. Lembro que na administração passada esta consulta era possível. Hoje não!

Na aba Portal da Transparência, onde o “O” do portal traz a figura de uma lupa foi impossível enxergar as contas da Ordem de Sergipe. Ao clicar aparece: Diário Oficial da OAB/SE; logo abaixo: Acesse todas as edições do Diário da OAB/SE (neste ícone mostra-se todos os diários); por último: Sessões do Conselho, que são vídeos sumariamente editados. O fato é que não se visualiza quanto ganha os funcionários da Instituição. Essa falta de informação nos deixa constrangido, pois queria requerer um aumento para Antônio que desde que entrei na Ordem trabalha em prol dos advogados. Infelizmente não sei quanto é o salário do torcedor do Vasco.

O “Portal da Transparência” garante ao cidadão (advogado) o direito de monitorar à utilização da verba pública. O TJ/SE traz em seu site todas as informações que geram o seguinte comentário: – Eita que o desembargador sicrano lavou a jega esse mês! O MPE/SE é exemplo e susurram baixinho: – Vilgem que o procurador beltrano lotou a valeta este mês! Quanto ao TCE cochicham: – Valei-me que o conselheiro fulano tá é bem! Nos poderes Executivo e Legislativo também há transparência, mas infelizmente na Ordem de Sergipe não há. E diga-se de passagem que o Portal da Transparência é lei. Imaginem o que dizem os magistrados, os promotores, os conselheiros, os estatutários e comissionados sobre a Ordem. Boa coisa é que não é.

Longe de pensar que há desvio nas contas da Ordem. Tanto Henri Clay, Inácio Krauss e todos que fazem parte desta presidência são advogados honrados. O diretor financeiro, Sandro Mezarano, é um dos exemplos que devemos seguir pela sua retidão, tanto como gestor como profissional. Tenho alguns embates técnicos jurídicos com Mezarano e sempre foi fiel e leal em suas petições. Mas precisamos de transparência. “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem…”.(Jeremias 17.5).

Peço ao presidente em exercício que nestes meses que falta para terminar a gestão – até o dias 8 de outubro – dê publicidade as contas da Ordem. Mostre que é diferente dos demais. Prove que representa a mudança do grupo que se mantém há quase quarto décadas. Aproveite o lapso senatório do titular e procure gerir a Ordem com a eficiência que demosntra nas redes socias. Busque as boas idéias de Carlos Augusto e Emanuel Cacho que já se uniram em busca de uma Ordem mais combativa e transparente. Converse com o professor Arnaldo Machado e veja suas intenções. Nos traga para perto. Precisamos disso presidente, mesmo que você esteja apenas em exercício.

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