Valmir voltou ao jogo e o sorriso de Fábio pediu substituição

Fábio Mitidieri afirmou que a decisão favorável a Valmir de Francisquinho “não muda nada” porque sempre o considerou candidato. O discurso tentou transmitir naturalidade, mas sua expressão aparentava abatimento diante de uma notícia que devolveu força política ao principal adversário. O governador ainda desejou saúde a Valmir e disse estar feliz porque Sergipe poderá assistir à disputa nas urnas. Foi uma declaração institucionalmente correta, embora acompanhada daquele semblante clássico de quem garante que a visita é bem-vinda enquanto esconde a louça boa. A frase mais provocativa veio quando Fábio perguntou quem comemora vitória judicial como se fosse eleitoral e afirmou que suas vitórias sempre ocorreram nas urnas. Formalmente, ele venceu legitimamente o segundo turno de 2022; politicamente, porém, a memória é desconfortável: Valmir recebeu 457.922 votos no primeiro turno, a maior votação nominal para o governo, mas eles foram anulados devido ao indeferimento de sua candidatura. Portanto, Fábio ganhou a eleição oficial, mas não pode fingir que aquele enorme contingente de eleitores desapareceu no cartório. Em 2026, o governador quer resolver a conversa na urna; Valmir também, e agora os dois poderão descobrir quem realmente tem voto, sem processo fazendo papel de mesário.

 

Rogério tenta entrar na roda, mas a roda não abre. O senador tem voto, estrutura e uma máquina partidária que atravessa Sergipe até debaixo de chuva. O problema é se enturmar com a base de Fábio Mitidieri: ele chega, sorri, aperta mãos, mas a empatia parece ter perdido o endereço da reunião. Para completar, Bruno, seu primeiro suplente, ainda não deu as caras na campanha. Rogério corre carregando o PT, as alianças e as explicações; Bruno, pelo visto, ficou responsável pelo modo invisível.

 

Eduardo Amorim virou médico, amigo e plantonista da campanha. Ele esteve ao lado de Valmir nos momentos delicados de saúde e também acompanhou Emília, demonstrando uma dedicação que ultrapassou o palanque. Enquanto muita gente só aparece no hospital quando encontra a câmera, Eduardo chegou com cuidado, serenidade e lealdade. Com o Senado embolado, pode transformar essa confiança em vitória. Se depender de presença, já ganhou até o adicional noturno.

 

Ícaro de Valmir pegou carona no furacão. A vitória judicial e o retorno de Valmir de Francisquinho deram novo combustível à campanha de Ícaro para deputado federal. Ele já aparecia entre os nomes fortes nas pesquisas espontâneas e ganhou exposição com a mobilização do grupo republicano. Quando o pai político sobe no palanque, Ícaro não precisa pedir carona: já chega sentado na janela.

 

André Moura joga xadrez enquanto muita gente ainda procura as peças. Com prefeitos, lideranças e serviços prestados espalhados pelo estado, André mantém uma campanha organizada, capilarizada e competitiva. Enquanto alguns disputam curtidas, ele confere votos, alianças e até quem guarda a chave do curral eleitoral. Com o Senado aberto, pode avançar e ganhar a eleição. A briga está tão boa que já tem candidato dormindo abraçado com a pesquisa.

Rodrigo passou quatro horas apagando incêndio com gasolina. O presidente do PL tentou explicar o fundo eleitoral e amenizar a briga com Ricardo Marques, único candidato da legenda que, segundo ele, não receberá recursos do FEFC nacional. Ricardo contestou a versão; então Cecília entrou em cena, questionou a concentração do dinheiro e afirmou que Rodrigo via a candidatura do marido como prejudicial à própria campanha. Resultado: Rodrigo levou quatro horas explicando e Cecília precisou de poucos minutos para incendiar novamente o grupo. No PL sergipano, o fundo é eleitoral, mas o poço da confusão parece não ter fundo.

 

Manuel Marcos caiu no centro da reportagem nacional. O candidato a deputado federal ganhou a maior exposição negativa do período depois que a Folha revelou contratos estaduais superiores a R$ 70 milhões com uma empresa pertencente à sua filha. Ele negou interferência nos negócios, enquanto governo e empresa defenderam a legalidade das contratações. Foi tanta luz sobre o caso que até o contrato emergencial precisou passar protetor solar.

 

Até que enfim, a OAB lembrou das famílias. Depois de anos com processos empilhados, demanda sufocante, poucos juízes e advogados envelhecendo à espera de uma decisão, a OAB Sergipe realizará audiência pública sobre os problemas estruturais das Varas de Família. Magistrados, promotores, servidores e sociedade discutirão falta de pessoal, demora e atendimento. Antes tarde do que nunca: em Vara de Família, o casal entra brigado, os filhos crescem e o processo ainda está esperando conclusão. Alô, OAB: agora se ligou!

A CPI abriu o quiosque e pediu a conta I. A comissão aprovou seis requerimentos para descobrir critérios, estudos e justificativas usados pela Emsurb nas permissões de espaços públicos. Também quer saber quanto custaram os quiosques da nova Orla da Coroa do Meio e quem pagou a estrutura ligada à Permissão nº 5828. O comerciante vende água de coco; a CPI quer descobrir quem bancou o coco, a água, o canudo e, principalmente, o padrinho.

A CPI abriu o quiosque e pediu a conta II. A CPI apontou um cadastro de 2022 relacionado a um contrato informado como sendo de 2023, além de um memorando aparentemente posterior à renovação. Também perguntou se espaços públicos lucrativos foram entregues sem a licitação exigida. Se as datas estiverem corretas, a Emsurb não administrava apenas praças e quiosques, administrava uma máquina do tempo. Agora a licitação foi chamada ao balcão, e o silêncio já pediu senha preferencial.

MPSE se despede de Fabinho. O falecimento de Fábio Augusto Menezes Santos deixa uma ausência dolorosa no Ministério Público de Sergipe. Conhecido carinhosamente como Fabinho, ele atuou na Ouvidoria e participou de ações de cidadania promovidas pela instituição, sempre aproximando o serviço público das pessoas. O MPSE perdeu um grande servidor; os colegas, um amigo daqueles que fazem o ambiente de trabalho ficar mais humano. Fabinho deixa saudade, respeito e a lembrança de que servidor exemplar não ocupa apenas um cargo, conquista um lugar no coração de todos.

Yandra Moura quer ser julgada pelo próprio crachá. Nas últimas 24 horas, sua comunicação manteve o foco na reeleição, apresentando entregas do mandato e repetindo: “A gente já é resultado”. Yandra tenta consolidar uma identidade ligada às mulheres, às mães atípicas, ao primeiro emprego e ao municipalismo. A estratégia é simples: menos árvore genealógica e mais prestação de contas. Afinal, sobrenome abre a porta; para permanecer na Câmara, é preciso mostrar serviço e ela tem números para colocar na mesa.

Alessandro achou combustível na crise de Moraes. O senador agora pretende levar a confusão envolvendo o ministro Alexandre de Moraes para o centro da campanha e se apresentar como um de seus maiores combatentes. Discurso, requerimento e microfone não vão faltar; ele quer transformar investigação em gasolina eleitoral. Resta saber se o combustível levará Alessandro até o eleitor ou se ficará abastecendo apenas o laboratório. No interior, o povo aceita até relatório, desde que venha acompanhado de café e presença.

Katarina ligou a sirene. Anderson das Canas passou voando, cortando caminho e crescendo no canavial eleitoral. A delegada percebeu que, se cochilar, perde a vaga antes de terminar o boletim de ocorrência. Fabiano Oliveira chegou para organizar o trânsito, mas Anderson continua tirando cana e onda. Nessa campanha, quem não acelerar vira garapa.

Edvaldo dança, roda e descobre que o povo também sabe dar gelo. O ex-prefeito percorre Aracaju e o interior tentando transformar simpatia ensaiada em entusiasmo popular, mas parece enfrentar a distância que acumulou durante suas últimas gestões. Seu slogan diz “Fiz por Aracaju, agora é por Sergipe”; parte do eleitorado parece responder: “Fez, mas quase não apareceu para conversar”. Edvaldo dança, abraça e roda tanto que a campanha já parece trio elétrico, o problema é que nem todo mundo está acompanhando o bloco. Para chegar ao Senado, terá de provar que proximidade não é coreografia de época eleitoral.

O jaleco perdeu o efeito anestésico. Lidiane Lucena estreou em 2022 com impressionantes 37.332 votos, a segunda maior votação para deputada estadual em Sergipe. Agora, na disputa pelo segundo mandato, sente que aquela receita eleitoral perdeu a validade: a avaliação de sua atuação não empolgou como o esperado. O jaleco ainda chama atenção, mas já não impressiona sozinho; e a caneta parlamentar parece ter escrito menos do que o eleitor esperava. Desta vez, estetoscópio não escuta voto e mandato não se renova por prescrição médica.

Marcos Oliveira voltou ao jogo. Ele vibrou com a vitória de Valmir, pulou abraçado com Ícaro e enterrou a fofoca de que não seria candidato de Valmir. Agora fortalece a campanha de Itabaiana ao Sertão e chega como um dos principais nomes do Republicanos. Tentaram apagar Marcos, mas ele voltou com farol alto e sem Zominho na cola.

 

Operação 1: caiu a casa dos R$ 100 milhões. A Vicinitas reuniu policiais federais e estaduais em quatro estados contra um grupo suspeito de tráfico e lavagem de dinheiro. Foram 23 mandados de prisão, buscas e bloqueio de patrimônio. A polícia chegou tão organizada que até o dinheiro tentou fugir, mas encontrou a conta bloqueada. Parabéns aos policiais: inteligência, integração e prejuízo no caixa do crime.

Operação 2: presos e sem Pix. O primeiro balanço registrou 14 prisões, além do bloqueio de bens e ativos dos investigados. A suspeita é de uma estrutura milionária para transportar drogas e lavar dinheiro. Agora a turma está sem liberdade, sem patrimônio e consultando o saldo por pura saudade. A FICCO apertou tanto o cerco que o crime organizado virou grupo dos “lisos e bloqueados”.

Advogado, atualize o GPS! As audiências do 1º, 7º e 8º Juizados Cíveis agora acontecem nos Fóruns Integrados III, no Distrito Industrial de Aracaju. Já atermações, certidões, consultas e outros serviços permanecem nos Fóruns II e IV. Atenção para não chegar impecável, com a tese decorada e a procuração na pasta, mas no fórum errado. O Direito pode até admitir

Alô, o celular voltou! A Polícia Civil começou a devolver cerca de 700 aparelhos recuperados pela Operação Última Chamada. Agora, os donos já podem ligar o telefone, atualizar as fofocas e voltar às redes sociais com tranquilidade. Enquanto isso, ladrões, atravessadores e compradores suspeitos estão recebendo outra chamada, diretamente da polícia. Dessa vez, não adianta colocar no silencioso.

A dívida ficou seis anos na sala de espera. O Ipesaúde cobra cerca de R$ 18 milhões, com valores retroativos de 2020 a 2024, todos acumulados na gestão de Edvaldo Nogueira; a pendência de 2019 já havia sido judicializada separadamente. Curiosamente, o instituto deixou o débito envelhecer, o convênio vencer em julho de 2026 e só agora apareceu com estetoscópio, calculadora e pressa, justamente no governo de Emília. A nova gestão reconhece a parcela patronal, contesta o restante e negocia parcelamento. Durante anos, a cobrança ficou em coma administrativo; mudou a prefeita e o Ipesaúde recebeu alta, memória e disposição para correr.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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