FEBEAPÁ DO PT EM SERGIPE

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Em um processo eleitoral como o que vivemos hoje, com o eleitorado dividido entre dois nomes de peso da nossa política (João Alves e Marcelo Déda), não é preciso ser marqueteiro para saber que qualquer passo em falso deles, nesta reta final, poderá significar uma fragorosa derrota em primeiro de outubro.

 

É algo tão óbvio que até mesmo a ridícula e obscura “inteligência” petista, desativada pelo partido, em São Paulo, na semana passada, pelos sucessivos erros e escândalos praticados ao longo do Governo Lula, poderia facilmente diagnosticar. Aliás, diante de tudo que assistimos nessa campanha eleitoral em Sergipe seria, inclusive, mais apropriado dizer que a “inteligencia” do PT, ao que parece, transferiu-se de mala e cuia aqui para o Estado. Não que o candidato Marcelo Déda esteja também comprando dossiês por milhões de reais para denegrir a imagem de seu principal opositor, mas sim pelo *Febeapá tupiniquim patrocinado pelos seus mais fiéis seguidores, na ânsia de ganharem a todo custo as eleições.

 

Até agora, sem levarmos em conta o alto teor de arrogância dos petistas – que já estariam antecipada e sorrateiramente loteando cargos e secretarias do futuro governo – o que se viu foi uma sucessão de erros crassos. Ou não seriam erros? Diz o ditado que costume de casa se leva à praça. E foi exatamente na praça (a do Siqueira Campos) onde o destempero ganhou força diante de um eleitor atônito com o show de incongruências verbais, afirmações mentirosas e gestos impensáveis para um candidato a cargo majoritário.

 

Aquela “banana”, dedicada às câmeras de televisão, pode ter sido, sim, o começo do fim de um sonho acalentado durante duas décadas e meia por um jovem político de sucesso. Mas que, com aquele gesto, mostrou-se ainda imaturo, despreparado emocionalmente para assumir um cargo da envergadura do Governo de Sergipe.

 

Prova disso foi a frase lapidar dita por um senhor, na casa dos 60 anos, no calçadão da João Pessoa, um dia depois do fatídico comício do Siqueira: “ esse menino precisa crescer e aprender a respeitar os mais velhos”.  Falou a voz da experiência.

 

 

 

 

 

 

* Segundo o saudoso Sergio Porto, conhecido como Stanislaw Ponte Preta, Febeapá era o “Festival de besteiras que Assola o País”.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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