Flávio não pode ficar no TC

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  Este colunista confessa que ficou orgulhoso de ser jornalista em Sergipe no último domingo, 03. Com o fim do segredo de Justiça da Operação Navalha o Jornal da Cidade, sob o comando do jornalista Marcos Cardoso publicou uma ampla matéria sobre o assunto. Foram duas páginas revelando novos fatos da Operação Navalha, onde, vários deles não deixam dúvidas de que o atual conselheiro do TC, Flávio Conceição, trabalhava como operador da Gautama, nos bastidores do poder em Sergipe.

  A matéria, produzida pelo jornalista Antônio Garcia – com base em documentos e gravações da Polícia Federal, liberados após o fim do sigilo nas investigações da Operação Navalha, mostra que  Flávio teria interferido junto ao TJ para ajudar o colega do TCE. Além disso, acusa o conselheiro de articular junto ao TRE no caso de compra de voto envolvendo o deputado André Moura. Mostra também que ele tentou continuar sendo operador no novo governador, mas não obteve sucesso, chegando a chamar secretários de “roda presa”, e um “desastre”.

  Porém o fato mais estarrecedor e comprovado com fotos e gravações é o recebimento de propina da construtora Gautama. Como bem escreveu Marcos Cardoso no artigo “Fio da Navalha”: a imprensa revelou na sexta-feira que em depoimento a ministra Eliana Calmon, do STJ, Humberto Rios, funcionário e homem de confiança de Zuleido Veras, admitiu que transportou, num carro alugado, R$ 650 mil de Salvador para Aracaju. O que não foi dito, mas que está sendo revelado em primeira mão nesta edição do JC, é que o dinheiro foi entregue ao conselheiro Flávio Conceição, do TC”. A matéria mostra detalhes do relatório da PF, onde o veiculo fox com o dinheiro estava parado na rua Riachuelo, onde parou ao lado o corola, de Flávio Conceição onde foi aberto o porta-malas e Humberto colocou algo em seu interior.

  Quem não conhece os Sermões do padre Antônio Vieira? Pois bem, em 1655, o padre Antônio Vieira, já em Portugal, pregou para o rei e poderosos do reino o “Sermão do bom ladrão”, em que já atacava a corrupção das grandes autoridades em Portugal e nas colônias. Um trecho magnífico que retrata o que ocorria naquela época e é o retrato, infelizmente, vivo hoje no Brasil: “Não são só ladrões, diz o Santo, os que cortam bolsas, os espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e as legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os povos. Os outros ladrões, roubam um homem, estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam. Diógenes, que tudo via com mais aguda vista que os outros homens, viu que uma grande tropa de varas e ministros de justiça levavam a enforcar uns ladrões, e começou a bradar: “Lá vão os ladrões grandes enforcar os pequenos”. Ditosa Grécia, que tinha tal pregador”.

   Se o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe quiser ainda salvar sua imagem perante os sergipanos é preciso uma medida imediata. Do contrário, passará para a história pela omissão e pelo corporativismo onde um dos seus membros está envolvido com provas concretas num dos maiores escândalos do Estado e nada foi feito. Não há mais lugar para Flávio Conceição no Tribunal de Contas de Sergipe.

 

 

O que espera o governador Marcelo Déda?

Passados quinze dias da operação Navalha a pergunta é: O que espera o governador Marcelo Déda para determinar a auditoria na Deso? Aliás, a auditoria será bom até para ele, já que neste governo foram pagos R$ 600 mil a Gautama, da última fatura que tinha sido deixada nos débitos do governo anterior na Deso.

 

Este espaço publicou todos os nomes

Dos diálogos captados pela PF na Operação Navalha este espaço citou todos os nomes: Desde os três de Sergipe que foram presos (Flávio, João Neto e Ivan Paixão), passando por Belivaldo Chagas, Marcelo Déda (citado), Zuleido e todos os outros. A diferença foi essa que deixou traumatizado um determinado “profissional”. Dizer que até o momento existe apenas a presunção da culpa é hilário e constrangedor para alguns “profissionais”. Como bem escreveu o jornalista Cristian Góis no artigo publicado aqui na Infonet com o título “A cega navalha da mídia”: “O principal colunista do jornal fala do absurdo da polícia federal, sem falar o nome de um preso, o João Neto. Escreve ele que “quem não conhece em Sergipe Flávio Conceição. É carioca, torce pelo Botafogo e é uma figura que o estado todo gosta”. Quem?”.

 

Viver, e não ter a vergonha de ser feliz…

Este jornalista pede a alguns leitores que enviaram e-mails ironizando a postura de um determinado “profissional” da comunicação – que tem uma empresa que prestava serviços desnecessários aos governos estaduais passados e prefeituras – que não mais omitirá opinião sobre o mesmo. A coluna recebeu contratos do governo anterior com a empresa dele, mas não vai publicar. Está atendendo a alguns amigos e colegas de profissão que lembram que o mesmo é hoje “rolete de cana chupado” depois de servir aos governos de plantão e hoje rasteja implorando por contratos para manter alguns dos tentáculos que mantinha no poder. A realidade é outra. E mais: o coitado ficou traumatizado depois da Operação Navalha. Não engole até hoje que hibernou num silêncio quase eterno por conta dos “esquemas” financeiros. Quero ver quando os envolvidos forem denunciados a Justiça, depois de tantas provas.Como vem cantou Gonzaguinha: É a vida, é bonita e é bonita …Viver, e não ter a vergonha de ser feliz…

 

Pelo amor de Deus, gravata não, só bíblia

Um aviso aos puxa-sacos. Quem gosta de dar presentes a autoridades, esqueça das gravatas. Principalmente se a autoridade teve seu nome envolvido em alguma operação da Polícia Federal. O melhor é enviar uma bíblia com uma capa moderna e tudo mais. Muitos dos envolvidos viraram beatos de primeira. Além de andarem com bíblias nas mãos, adotaram também, no lugar das gravatas, terços.

 

MP deveria ter uma determinação para todos os promotores

A coluna sempre criticou e sempre criticará o nome de pessoas vivas em prédios públicos, principalmente autoridades, e a nomeação de parentes de primeiro e segundo grau em prefeituras, governo, câmaras, assembléia e tudo mais. Porém, não entende porque o Ministério Público tem determinações isoladas. Em alguns municípios proíbe o uso de nome de pessoas vivas e a nomeação de parentes e em outros fecham os olhos. Não é estranho?  Não seria mais lógico a uma determinação que partisse da chefia para que todos promotores cumprissem?

 

Faltam placas de sinalização nas ruas em torno da ponte Aracaju/Barra

Um sergipano teve a oportunidade de ver ontem,03, alguns veículos com turistas perdidos tentando chegar à ponte Aracaju/Barra. É preciso que a SMTT e o Detran tome as devidas providências. Hoje a ponte é um cartão postal e é preciso que uma sinalização desde o centro de Aracaju até a ponte, como também no outro lado da Barra dos Coqueiros.

 

Expectativa para ação da nova corregedora I

Este colunista não conhece, mas pelas informações a nova corregedora da Policia Civil, delegada Catarina, tem uma atuação destacada na SSP. Espera-se que ela dê uma resposta à sociedade sobre o processo da Acadepol e as denúncias de pagamento de aulas indevidas e tudo mais. Quem conhece a história diz até que um funcionário da Acadepol recebeu por aulas nunca dadas para pagar uma despesa num bar da orla, durante a campanha eleitoral do ano passado. É preciso coragem. O corregedor anterior tinha enviado o processo para o MP, mas o mesmo voltou porque foi sem nenhuma investigação.

 

Expectativa para ação da nova corregedora II

É preciso saber quanto foi gasto dos cofres públicos e se houver desvio ou não. Até porque os bolsistas do concurso para escrivão até hoje não receberam o dinheiro que tinham direito. Segundo as informações recebidas pela coluna  o inquérito está tramitando normalmente e foi feito um pedido de dilação de prazo (pelo ex-corregedor Archimedes) para conclusão das investigações ao poder judiciário, o qual foi aceito pelo Ministério público e concedido pelo juízo da 9.ª Vara Criminal. Quem conhece a delegada Catarina afirma que a mesma não jogará nada por debaixo do tapete. A coluna vai aguardar, já que a  sociedade tem o dever de saber quem lesou ou não o erário público.

 

OAB/SE realizará sessão especial para discutir prerrogativas

O Conselho Seccional de Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE) realizará sessão especial na próxima segunda-feira, dia 4, para discutir as reclamações que advogados criminalistas estão fazendo contra delegado de polícia. A sessão especial a partir das 18h30 na sede da OAB/SE, localizada à travessa Martinho Garcez, 71, no centro de Aracaju. O presidente em exercício da OAB/SE, José Rivadálvio Lima, chama a atenção da classe dos advogados para importância dos debates e convida os advogados que atuam na área criminalista a participar dos debates. A sessão começa a partir das 18h30 da próxima segunda-feira, dia 4, no auditório da OAB/SE.

 

Cartões de crédito preocupam muita gente

A Receita Federal está cruzando diversos dados dos envolvidos na Operação Navalha. A ordem é apurar tudo. O que pega mais não são as contas bancárias, já que na maioria não entra o dinheiro “não contabilizado”, mas os cartões de crédito. Tem gente que paga mensalmente faturas de cartões de crédito não declaradas no imposto de renda.

 

MP deveria ter uma determinação para todos os promotores

A coluna sempre criticou e sempre criticará o nome de pessoas vivas em prédios públicos, principalmente autoridades, e a nomeação de parentes de primeiro e segundo grau em prefeituras, governo, câmaras, assembléia e tudo mais. Porém, não entende porque o Ministério Público tem determinações isoladas. Em alguns municípios proíbe o uso de nome de pessoas vivas e a nomeação de parentes e em outros fecham os olhos. Não é estranho?  Não seria mais lógico a uma determinação que partisse da chefia para que todos promotores cumprissem?

 

Faltam placas de sinalização nas ruas em torno da ponte Aracaju/Barra

Um sergipano teve a oportunidade de ver ontem,03, alguns veículos com turistas perdidos tentando chegar à ponte Aracaju/Barra. É preciso que a SMTT e o Detran tome as devidas providências. Hoje a ponte é um cartão postal e é preciso que uma sinalização desde o centro de Aracaju até a ponte, como também no outro lado da Barra dos Coqueiros.

 

Encontro de Comércio Exterior

O 117° Encontro de Comércio Exterior (Encomex) vai acontecer em Aracaju, na próxima terça-feira, dia 05, a partir das 8h, no Centro das Convenções de Sergipe. O evento, que acontece pela terceira vez na capital sergipana, tem o intuito de estimular maior participação do empresariado brasileiro no contexto internacional, serão realizadas palestras sobre as políticas, ações e estruturas do comércio exterior. Durante o encontro, serão realizadas palestras sobre as políticas, ações e estruturas do comércio exterior. O evento é realizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e está sob a coordenação do governo de Sergipe, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela Internet, através do site www.encomex.desenvolvimento.gov.br ou ainda acessando a página www.sedetec.se.gov.br.

 

Falando propriamente, de Marcos Melo

Nesta segunda-feira,04, no hall de entrada do Tribunal de Justiça (Praça Fausto Cardoso) será realizado o coquetel de lançamento do livro “Falando propriamente”, do economista Marcos Melo. O livro é a continuação de “Propriamente falando”.

 

Frase do Dia

“O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente”. Texto Zen-Budista.

 

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