Habemus Papam

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Eis que a fumaça vinda da Capela Sistina apareceu branquinha. Dois dias de reunião, cinco escrutínios apenas, e em 13 do 3 de 2013, “habemus papam”: temos um novo Papa.

A Igreja é notável. Quando se pensa numa divisão fratricida, o trono de Pedro já não está mais vazio.

Jorge Mário Bergoglio, um argentino de setenta e seis anos é o novo Papa.

Francisco, eis o nome papal escolhido, por primeiro.

Estaria a se inspirar em Francisco de Assis, o santo frade, cujo voto de pobreza o fizera destaque de amor aos humildes e à natureza?

De concreto sabe-se que Bergoglio é um jesuíta, destacado membro da Ordem de Santo Inácio de Loyola, a Companhia de Jesus, aguerrida missão criada para reformar a Igreja e conter a Reforma Protestante de Lutero e Calvino. Companhia, cujo trabalho de maior destaque se fez na evangelização e proteção dos nativos da América Latina, e em particular no Brasil com Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, Aspilcueta Navarro e João Salônio.

Qual será ao pensamento de Francisco I? Será um homem renovador progressista, será um moderado conservador? Será um novo Jesuíta, para evangelizar a nova barbárie da humanidade que se embasa no culto ao nada, por exagerado laicismo, enquanto gentio moderno?

Seria ele muito culto a vencer os desafios da razão e do pensamento, ou alguém muito simples, como o Francisco escolhido, em desapego aos bens materiais, mas que revelará consistência dogmática, por exemplar ascetismo e disciplina, resistente a tantos requerimentos de condescendência a permissividades?

De concreto sabe-se que Bergoglio não é um modernista como bem o desejam os inimigos da Igreja, e aqueles que querem a sua bênção para os desvios do sexo e permissividades espúrias.

Neste particular a Igreja continuará o seu caminho como guardiã do Evangelho, mesmo que os fiéis minguem em demanda de facilidades e ausência de contrição.

Concretamente a Igreja, em sua universalidade, continuará com Francisco I a ser a única onde só ali há salvação, mesmo que os homens não mais pensem assim, e que sigam descrentes nesta real salvação.

De Francisco I sabe-se pouco ainda. Sabe-se apenas que não temeu contrapor Cristina Kirchner, a poderosa presidente portenha, suscitando-lhe uma reprimenda pública por não aprovar o casamento gay. Sinal que estará a fustigar um vespeiro necessário, mesmo que a nova lei dos homens contradiga aquelas da natureza, de Deus e da Igreja.

Eis então um Papa requisitado nos confins do “fim do mundo”, no cone sul americano, para renovar a Igreja, reafirmar a fé, e fustigar estas novas heresias.

É um homem que chega humilde, orando pelo seu antecessor, o inédito Papa Emérito Bento XVI, que no seu retiro espiritual desfruta o descanso merecido de bom combatente.

É um homem que inova também, pedindo primeiro as orações do povo para o Papa, antes que ele, Papa, abençoasse, “Urbe et Orbi”, a toda humanidade.

Para concluir, só por toque futebolístico e humorístico, diremos que a Argentina começa nos goleando.

Que chegue Francisco I, para nossa bênção e alegria!

E que Deus o abençoe!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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