Haja tolice! E enquanto isso, por adendo.

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A votação do sufrágio auditável terminou.

Quem ganhou? Quem perdeu?

Se você não queria a modernização da urna eletrônica, você perdeu de 218 a 229, embora tivesse ganho no resultado porque só venceria aquele que obtivesse o apoio de 308 deputados.

A nossa “constituição cidadã” é tão esdrúxula que até uma urna eleitoral, analógica, digital, ou até munida de impressora serial ou paralela, em jato de tinta, laser ou térmica, tem que ser regida pela lei magna

É de uma magnitude tão burra, que só fica melhor sorrindo no anedotário nacional.

Bestiário confirmando também que o Presidente Bolsonaro ainda não derreteu como cera no fogo da grande imprensa, essa sim: a grande perdedora, embora nunca venha se consentir assim.

Se houve perdas além da “extrema imprensa”, afundaram alguns Ministros do Supremo Tribunal, no torvelinho da discussão onde não deveriam adentrar: apequenando-se!

Que tristeza! Não sentirem a própria dimensão, nivelando-se a mim, ao vulgo e até ao tolo e ao comum, posando estupidez, o que não deveria ser, nem parecer, nem lhes deveria ser permitido, por superior unção, missão de só falar nos autos, em pose de toga e respeito, que só a eles é facultado, por sua superior cidadania em vitaliciedade, inclusive!

Não foi assim o que se viu, embora só seja culpabilizado o Presidente falastrão, logo ele que tem o direito de assim agir, poder bater boca como as prostitutas, sem os pruridos contidos do cargo, mas com excesso de ruído.

Se o assunto foi de ganho ou perda, no meu entender, ganhou o Presidente, mesmo não vingando a sua pretensão.

Porque a Câmara, por bem querer, informou aos corifeus do “fora Bolsonaro!”, que será preciso muito mais lenha para incinerá-lo até a próxima eleição de 2022, quando ainda é o mais forte concorrente, a não ser que o TSE, hoje sem muita credibilidade, arme novas arapucas, ensejando-lhe impedimentos, para inelegibilidade.

Nesse sentido, o cerco que se fechava, alargou-se, sobremodo: a oposição, aqueles do “fora Bolsonaro, com  218 votos apenas, está longe, muito distante, dos 432 sufrágios necessários, enquanto quórum mínimo para o impeachment.

Ganhou ainda, e por acréscimo, o Presidente falastrão, porque no verbo e na verve, o Mito plantou, e o fez muito bem, uma dilatada desconfiança, frente a lisura da urna eletrônica.

A parte isso, tramoias previstas à frente, do passado pode-se dizer ainda que o Parlamento tem o costume de rejeitar aquilo que o povo deseja.

Veja-se, por exemplo, a derrota das “diretas já”, com amplos comícios por todo o país.

Naquele momento faltaram os votos como careceu agora, o ganhador perdendo, só para dizer quer o povo às vezes perde, ou, sei lá!, talvez sempre ganhe!

Quem ganha pouco, todavia, é Sergipe.

Tão pequenino, pelos seus homens! Nunca sabendo se situar no ganho e no arreganho, saindo pior, mal arranhado.

Quanta falta de pragmatismo, em tanta ausência de ideias!

Dos nossos oito Deputados, cinco se colocaram, ao que parece, na oposição ao Presidente Bolsonaro!

Estariam a lhe reivindicar o pão mofado dos deslembrados do poder?

Ou seria por puro heroísmo, presunção e altivez?

Se o foi, não conseguiram, nem mesmo, aparecer no noticiário, vingando no mesmo rebotalho ordinário, por miúdo!

Nada auferiu, e nem mesmo sobressaiu!

Dir-se-á, estultamente, que foi ideologia, mas todos o sabemos quem a tem, em ganho próprio ou simples hemiplegia mental.

Quanto ao nosso “Sergipe guerreiro”, em tantas carências e desapreços de “país do forró”, não viu que a sanfona furou e o xote sumiu.

Como dizia Quincas Borba, em ficção: “Ao vencedor, as batatas!”

Sergipe irá descascar as suas.

Haja tolice!

 

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Enquanto isso; a pauta liberal do Presidente prossegue:

1. Avanços na privatização dos Correios. Quem diria?

2. Reforma trabalhista. Quem pensaria?

3. Reforma tributária, etc, etc.

Quem ousaria imaginar que tudo isso iria prosseguir sem os chiliques de funcionários, sindicalistas, naipes amplos de privatistas do Estado, inclusive.

E o cerco se abrindo,…, a confirmar em sobras, que nessa semana que está terminando o Mito não cairá do cargo, poderá cair da moto! Isso é outra historia, léria como se diz no vulgo.

 

E a CPI do Senado indo cada vez pior, como um navio sem leme que se auto-torpedeia, sem precisar de metralha externa para afundar na lama das falas que produz.

Quem não pensar assim, o campo está livre para o elogio de seus membros. Um desastre!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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