Hospital Universitário: Exemplo

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O Hospital Universitário, localizado no bairro Palestina, também conhecido como Sanatório, ocupa grande área verde privilegiada, com entrada longa e larga, independência predial, reformado e adaptado para ser o hospital, tendo sua parte de atendimento laboratorial, de pesquisa e salas amplas. O prédio é mantido pelo Governo Federal, sob a administração da Universidade Federal de Sergipe.

Hoje o HU, como é conhecido, mantém um pool de médicos da antiga geração, maioria mestres e professores honorários da Universidade e traz em seu conteúdo um reverenciamento a estes profissionais que fizeram história, hoje, mesmo aposentados, dão prosseguimento aos seus trabalhos nas instalações do  hospital, quer dando aulas ou dando suporte aos residentes.

O HU possui infra-estrutura moderna, enfermeiros muito bem treinados, serviço de manutenção e segurança a postos e medicação eficiente. É um hospital que atende ao público mais carente, mas atende também o rico que o procura, sem distinção, e se define pela linha de empreendedorismo e excelência. Tudo tem que estar em ordem.

É uma pena que a Universidade Federal de Sergipe não divulgue trabalho tão ímpar, nem nos seus periódicos. E o reitor Angelo Antoniolli  faz ouvido de mercador e não vê a dimensão que é para a Instituição a existência do HU. Aliás, a Universidade é sempre insensível e incompetente para ações que podem projetá-la a nível nacional e até internacional. O HU é um caso.

Com uma equipe dedicada, tendo os médicos  Ângela Maria da Silva, Marcos Antonio Albuquerque, Roque Pacheco de Almeida, Edelzio Alves Costa Júnior, o Hospital Universitário vai se mantendo de pé, oferecendo um serviço diferenciado e creditado pela sociedade. São funcionários federais abnegados, apaixonados pela causa.

Mister se faz um registro aos infectologistas da casa, Jerônimo Araújo, Marcelo, que além de monitorar os residentes, se entregam de corpo e alma aos pacientes.  Registre-se a presença no hospital do médico Samuel Rodrigues, um homem de fina estampa, uma pessoa à altura de qualquer  Albert Einstein, raríssimo ser humano, competente, detalhista ao extremo, entregue ao ofício que abraçou e tem como motriz de sua vida.

É de lamentar que a UFS nunca tenha transformado o bairro ao lado, periferia onde se via os tuberculosos serem internados, em um  jardim universitário, como é em Campinas, com interligamento com o hospital, bancas de revistas, posto de marcação de consulta, aferimento de pressão,  ônibus circulando e etc. O bairro Palestina ficou discriminado como uma faixa de gaza e não reza que nenhum reitor, desde Aloísio de Campos, Gilson Cajueiro de Holanda, Josué Modesto dos 
Passos Sobrinho   Eduardo Conde Garcia,  tenham encomendado um projeto para revigoramento do bairro e inclusão do mesmo na vida do Hospital Universitário.

Num país onde saúde virou chiite, o HU é exemplo para a América Latina, com níveis de infecção hospitalar quase zerado, cura de pacientes e acompanhamento considerável. Cabe a Universidade doar mais atenção ao Núcleo Hospitalar, oferecendo projetos ao Ministério da Educação e da Saúde, que venham a beneficiar a população, aos profissionais, e, sobretudo à própria manutenção do Hospital que requer cada vez mais de recursos federais.

Outro fato a ser considerado é o acesso aos residentes ao diagnóstico do paciente. É garantido por lei a discrição, sigilo e, sobretudo, não divulgação do SID de quem  quer que  seja. Como os residentes são novos, estão começando, no afã do início da carreira, acabam comentando com os próprios colegas e em família, o que gera um mal estar pelo olhar aferido ao paciente, onde se vê claramente que aquela pessoa sabe da sua doença. Mas nada tão grave que não possa ser resolvido, com um  Workshop de monitoramento, com participação de alguém da área jurídica, impondo-os responsabilidades éticas e correlatas.

Aplaudo  de pé a direção do Hospital Universitário, seus colaboradores, fornecedores e divulgar para o mundo que é possível sim uma saúde digna, revolucionária, compromissada com tudo aquilo que os médicos juraram na formatura, construindo um Brasil mais justo, humano, longe de preconceitos, em prol da inclusão social e, sobretudo, do resgate da dignidade.

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