Intromissão nefasta

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Contrariado com críticas feitas a ele pelo governador Jackson Barreto (PMDB), o dublê de empresário e político Edvan Amorim ameaçou usar a Assembleia para fustigar o desafeto. Ele prometeu propor a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar despesas feitas pela Secretaria de Comunicação. Ontem, o líder do governo, deputado Francisco Gualberto (PT), denunciou que a oposição foi orientada por Edvan para rejeitar requerimento propondo urgência na votação de projeto do Executivo, pedindo autorização para obter um empréstimo de R$ 727 milhões. Sendo verdadeira a afirmativa do petista, fica evidente que Amorim está usando a Assembléia como arma para chantagear o governo. Essa nefasta intromissão só apequena o parlamento sergipano, transformando-o num vergonhoso instrumento de barganha.

Tempo quente

E o tempo está muito quente na Assembleia. Ontem, os deputados Augusto Bezerra (DEM) e Zezinho Guimarães (PMDB) só não saíram no tapa graças à turma do ‘deixa disso’. Os dois começaram a discutir feio dentro do elevador e quando chegaram ao 5º andar se empurraram mutuamente. Servidores da Assembleia conseguiram impedir as vias de fato. Misericórdia!

Sem gás

O prefeito de Capela, Manoel Messias, o ‘Sukita’ (PSB), ameaçou ontem inviabilizar a administração do adversário Ezequiel (PR), eleito domingo passado, já que possui a maioria dos futuros vereadores. Alguém precisa informar a Sukita que a derrota nas urnas o transformou numa coca-cola sem gás.

Cuia de votos

O deputado federal Almeida Lima (PPS), que desistiu da disputa pela Prefeitura de Aracaju às vésperas do pleito, obteve 720 votos. Um gaiato dizia ontem que, não fosse o “fato novo” da desistência, Almeidinha teria tido uma votação bem inferior. Quanta maldade!

Transição

Recebido ontem em audiência pelo prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B), o prefeito eleito João Alves Filho (DEM) afirmou que a transição será pacífica. Durante o encontro, ficou acertado que a Prefeitura disponibilizará um espaço físico para as equipes que vão discutir o processo transitório. João disse a Edvaldo que as obras da atual gestão que não foram concluídas até dezembro não sofrerão solução de continuidade.

Agradece

Em discurso ontem na Câmara Federal, o deputado Valadares Filho (PPS) agradeceu aos aracajuanos pelos 113.932 votos que teve na disputa pela Prefeitura de Aracaju. “Cabe a mim, a partir de agora, fiscalizar o cumprimento das promessas feitas pelo prefeito eleito João Alves”, disse o parlamentar, que desejou sorte ao demista.

Esperança

E quem está esperançoso de assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Aracaju é o sargento Vieira (PR). É que o Ministério Público denunciou por falsidade ideológica o vereador eleito Adelson Barreto Filho (PSL). Ele é acusado de ter se apresentado ao eleitorado como filho do deputado estadual Adelson Barreto (PSB), quando na verdade é sobrinho do parlamentar. Caso venha a perder o mandato, o vereador será substituído pelo 1º suplente sargento Vieira.

Mortalidade

Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2000 e 2010, a mortalidade por acidente vascular cerebral (AVC) caiu 32% na faixa etária até os 70 anos, que concentra as mortes evitáveis. Apesar disso, a doença está entre as principais causas de morte e internação no país, segundo o próprio ministério, e, só em 2010, mais de 33 mil pessoas morreram em decorrência de AVC nessa faixa etária.

Contas

Os vereadores e candidatos a prefeito que não terão que enfrentar segundo turno têm até o próximo dia 6 para apresentar a prestação de contas da campanha à Justiça Eleitoral. Aqueles que não apresentarem a prestação de contas dentro do prazo ficarão sem a certidão de quitação eleitoral. Sem o documento, eles não podem ser diplomados, caso tenham sido eleitos, e não podem concorrer nas próximas eleições.

Do baú político

O blog recorre hoje ao jornalista Sebastião Nery, que em seu livro “Folclore Político” escreveu essa pérola: “Monsenhor Olímpio Campos, líder político de Sergipe na República Velha, foi assassinado no Rio. O país ficou traumatizado. Um sergipano amigo dele e do governador passou telegrama para Aracaju: ‘Senhor doutor governador, mataram monsenhor. Que horror! Assinado Claudionor’”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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