Investimento

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Esse é uma palavra que em TI anda junto com gasto. A grande maioria das empresas não entende bem se a informática é gasto ou investimento e a culpa, na maioria das vezes, é do pessoal de informática. Vou colocar aqui alguns casos típicos.

O fornecedor (fazendo seu papel, é claro) chega na empresa e vende um serviço ou produto, apresentando todas as vantagens, mostrando que é o mais moderno, que é o mais rápido, que vai ter economia, etc, etc, etc… Não tenho que condenar essa prática, pois é dificil realmente acompanhar todas as mudanças tecnológicas. O papel dos fornecedores é justamente esse. Entretanto, para comprar um novo produto ou seviço deve ser feito um estudo para ver o impacto do mesmo nos negócios. Parace lógico? Mas não é o acontece em muitos casos!

Tenho visto que a turma de TI, para convencer o pessoal da diretoria, usa os mesmos argumentos dos fornecedores. O enfoque teria que ser completamente diferente. Teria que ser com base no negócio, na visão e na política da empresa. Os fornecedores não conhecem essas particularidades. Caberia ao pessoal de TI provar que aquele “gasto” se transformará em “lucro” dentro de um determinado tempo. Com essas informações em mão, a diretoria decide se vai ou não INVESTIR.

Outro caso interessante é quando alguém encontra alguma ferramenta e resolve por sua própria conta que ela é boa para a empresa. Já vi situações em que o maior desejo era fazer o treinamento, ou seja, tudo era para benefício próprio, a empresa era somente um detalhe. Exagerando, podemos pensar que a Pet Shop Tabajara quer comprar a versão mais cara do melhor banco de dados do mercado, para ter a base dos seus clientes. Neste caso é fácil perceber que o projeto “aquisição melhor banco de dados” é uma furada. Entretanto, em projetos reais a linha que separa os projetos viáveis e os não viáveis é muito tênue. Mais uma vez chegamos a conclusão que temos que fazer a conta de quando o gasto se converterá em lucro. Pode ser que isso aconteça somente com 5 anos. Será que a empresa está disposta a esperar tanto tempo?

O último caso que vou descrever é quando o projeto vem de cima para baixo. Alguns diretores inventam projetos simplesmente para mostrar que a empresa pode fazê-los, alguns por status outros porque realmente acreditam, no setor público pode ser por visibilidade política, enfim, cada um tem seus motivos. Só que, por definição, todo projeto de cima para baixo é rejeitado pelo pessoal TI, mesmo que seja bom. Alguém já tinha notado isso? Bem, independente de onde veio o projeto é necessário analizar todos os impactos. Se o setor de TI se opõe ao projeto tem que mostrar a análise financeira. Nada como números negativos para mostrar que um projeto não deve ser feito.

Independente do caso, é preciso fazer uma análise de viabilidade do projeto. Quando escrevo que precisa fazer esse estudo não estou falando de fazer uma lista de prós e contras, é muito mais do que isso. Fazer essa lista é fácil. Precisa sentar com o setor financeiro e fazer uma projeção de tudo que será economizado e de tudo que será gasto para um determinado tempo. É com base nesses dados que a diretoria poderá tomar sua decisão de tocar ou não um projeto. Qualquer coisa fora isso é expor a empresa a perder dinheiro. Se você acha que estou exagerando pense com mais carinho. O dinheiro da empresa é que paga seu salário.

Até a próxima semana!

Em tempo: É Mengão… Pra baixo todo santo ajuda!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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