João Alves está certo

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O Banco do Estado de Sergipe vai perder a administração da folha de pessoal da Prefeitura de Aracaju porque sua diretoria acha que deve receber tratamento diferenciado. Os gestores do Banese precisam enxergar a instituição como um banco igual aos demais e, portanto, capaz de enfrentar a concorrência. Diferente deles, o prefeito João Alves Filho (DEM) viu na transferência da gestão da folha de pagamento uma maneira de arrecadar algumas dezenas de milhões para os cofres municipais. Onde está o erro do demista? Ora, se o Banese pretende continuar como este potencial cliente, que entre na disputa com outros bancos interessados em atender a Prefeitura e faça a melhor oferta. Ficar choramingando o leite derramado não fará o prefeito voltar atrás. Pelo contrário, só mostra que o Banese não está preparado para atuar no cada vez mais concorrido mercado financeiro.

Cobrança

Dando uma de líder do governo, o deputado estadual Francisco Gualberto (PT) cobrou a votação pela Assembléia de projetos do Executivo pedindo autorização para fazer empréstimos de R$ 216 milhões. Destes, R$ 160 milhões são para contrapartidas das obras do Proinveste. Segundo o petista, a Mesa Diretora do Legislativo não tem dado prioridade às duas proposituras. Por que será?

Insegurança

Um estudante de apenas 16 anos foi assassinado a tiros no interior da Escola Municipal Major João Teles de Menezes, na periferia de Aracaju. O crime, que chocou toda a comunidade, demonstra a insegurança das escolas públicas. Segundo a coordenadora Idalete Dantas, o estabelecimento não dispõe de um único vigilante. Ué! Cadê a super segurança escolar prometida na campanha eleitoral pelo prefeito João Alves Filho?

Sem pressa

Setores da imprensa andam mais nervosos com a filiação partidária do ex-governador Albano Franco do que ele próprio. No seu jeito sem pressa, o tarimbado político diz que tem até o próximo dia 5 para se definir e que não tomará uma decisão antes de pensar e repensar. Ademais, se não o fizer no tempo hábil é ele quem ficará fora do processo eleitoral de 2014.

Bandeirada

Convocada pela deputada Susana Azevedo (PSC), a Comissão de Transportes da Assembleia se reuniu ontem para discutir o desejo do Ministério Público de promover licitação para os mais de 2 mil pontos de taxi de Aracaju. Os parlamentares foram solidários aos taxistas, pois entendem que muitos estão no ramo há mais de 20 anos, não sendo justo perderem o ganha pão de uma hora para outra. Estão corretíssimos!

Música

Será lançado hoje o Catálogo Impresso da Música de Sergipe 2013. O evento vai acontecer às 18h será, no Museu da Gente Sergipana, e reunirá artistas, grupos e organizações, empresas e fornecedores. O Catálogo é resultado da pesquisa intitulada “Economia Política da Música de Sergipe: Trabalho, tecnologia e mercado”.

Greve

Tem alguma conta a pagar nos bancos? Pois se apresse para não ficar a ver navios. É que os bancários podem decidir hoje entrar em greve visando pressionar os bancos a atenderem a pauta de reivindicações da categoria. Entre elas está o reajuste salarial de 11,93%. Há quem garanta que, se a paralisação for decretada, vai demorar um bocadinho.

Incentivos

A ministra do Supremo, Cármen Lúcia, foi visitada ontem por vários governadores preocupados em manter os incentivos fiscais às empresas que se instalaram em seus estados. Entre eles estava o sergipano Jackson Barreto (PMDB). Segundo ele, os estados menos desenvolvidos como Sergipe podem entrar em colapso social e econômico, pois caso haja o fim dos incentivos haverá uma debandada do capital produtivo, ficando para trás uma massa de desempregados e cidades sem investimentos.

Corda bamba

Com a decisão do PSB de romper com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), podem mudar de mãos os cargos federais ocupados em Sergipe por aliados do senador Antônio Carlos Valadares. Quanto à aliança com o PT e PMDB sergipanos, Valadares garante que um possível rompimento em nível nacional não alterará a coligação sergipana. Aguardemos, portanto!

Do baú político

O Plano Collor, concebido em 1990 pela ex-ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, e que confiscou todo o dinheiro que estava nas contas correntes dos brasileiros, deixou quase a totalidade dos prefeitos sergipanos com as calças nas mãos. É que, para se beneficiarem da elevada inflação registrada no Governo Sarney, eles transferiam os recursos das Prefeituras para suas contas pessoais. A grana ficava por alguns dias rendendo elevados juros e só depois era retransferida para o município, naturalmente sem o gordo rendimento. Quando o Plano Collor entrou em vigor, não houve tempo para se fazer a transação bancária e, como o dinheiro estava nas contas pessoais dos prefeitos, tudo foi confiscado. Sem alternativa, os prefeitos tiveram que confessar a malandragem que vinham fazendo. Foi preciso a intervenção de lideranças políticas nacionais para que a durona Zélia Cardoso permitisse que os recursos fossem transferidos para as Prefeituras. Pior é que nenhum dos culpados recebeu qualquer punição.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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