Jornalista: Déda defende diploma

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Falando pela primeira vez sobre a decisão do STF de extinguir a exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, o governador Marcelo Déda disse que decisão judicial não se discute, se cumpre, mas é uma preocupação grande porque ninguém sabe como as empresas de comunicação vão tratar essa decisão. “Espero que a decisão jurídica não signifique uma opção patronal pela queda da qualidade da produção de informações” disse, afirmando que acima de tudo está a preocupação com a qualidade. “Num país como o Brasil você desregulamentar a profissão de jornalista é preocupante”, alertou.

 

Marcelo Déda lembrou que o STF é o guardião da Constituição Federal, mas às vezes, os ministros, que são grandes juristas, não convivem com o cotidiano das redações, principalmente do interior e no Norte e Nordeste. Para ele é preocupante porque fragiliza a profissão do jornalista. Ele está preocupado também com o desestimulo que essa decisão está levando aos estudantes. Para Marcelo Déda não se pode transformar esta decisão numa idéia de que acabou o jornalismo. “Independente da legislação e da decisão do STF, é preciso que a contratação dos jornalistas com diploma continue, para dar garantia a qualidade dos serviços. É preciso ter clareza para continuar exigindo o diploma legalmente para que o mesmo continue sendo um atestado de qualificação para uma imprensa brasileira moderna”, entende.

 

Para exemplificar sua opinião o governador citou a decisão da Advocacia-Geral da União (AGU), através do seu advogado-geral, José Antônio Dias Toffoli, que estuda baixar uma orientação para que todos os órgãos do Poder Executivo continuem exigindo o diploma de jornalismo em concurso público. “Pela decisão do STF, o exercício do jornalismo não exige mais diploma, mas os critérios para contratação em concursos de provas e títulos podem exigir a qualificação”, defendeu.

 

O governador avalia como positiva a idéia do senador Valadares de apresentar uma PEC para regulamentar a profissão de jornalista. “É preciso que o Congresso Nacional compreenda esse momento e a importância da valorização profissional”, concluiu.

 

Jornalistas na família

Na família do governador, o avô, Carvalho Déda foi jornalista e advogado (rábula), ambas profissões sem ter diploma, que não era exigido na época. A filha mais velha, Marcela cursou jornalismo, mas mudou para direito. Yasmin, a segunda filha, cursa jornalismo na UFS, e, inclusive, publicou uma foto de Laranjeiras no jornal da Universidade. A foto foi mostrada ao presidente Lula, que é padrinho de Yasmin. A terceira, Luísa, também deseja seguir o caminho do jornalismo.

 

PEC para jornalistas

O senador Valadares deve apresentar ainda esta semana uma Proposta de Emenda Constitucional – PEC, para regulamentar a profissão do jornalista através do diploma. O senador vai começar a colher assinaturas com os colegas para a apresentação da proposta.

 

Muitos senadores têm medo do STF

Este jornalista entende que é meritória a posição do senador Valadares, mas alerta os colegas que a PEC vai enfrentar dificuldades para tramitar ou até mesmo para ser apresentada. O motivo: muitos senadores não têm coragem de enfrentar uma decisão do STF. Valadares terá que argumentar muito para conseguir a adesão dos colegas.

 

Escorrego feio de jornalista

Muitos jornalistas são responsáveis pelo atual momento que passa a categoria. Um bom exemplo foi publicado no último domingo no Jornal do Dia, na página de política. O título da matéria: “Valadares escorrega sobre a crise no Senado”. Chamou logo a atenção. Quando alguém pensou que ele estava defendendo Sarney e a falta de transparência, o corpo da matéria totalmente diferente do título. Na matéria o senador por Sergipe, não só defende a transparência como a divulgação aberta de todos os gastos públicos. Coisa feia… São fatos desta natureza que alguns aproveitam para desmoralizar a categoria… o escorrego aí foi de quem produziu o título… com certeza com muita má fé…

 

Déda em Neópolis

Depois que retornou a Aracaju, na sexta-feira, de Poço Redondo, o governador Marcelo Déda fez uma série de exames e a médica cardiologista, Cely Marques, disse que estava tudo bem, mas recomendou repouso no final de semana. A pressão baixa em Poço Redondo (9 por 6) foi o efeito colateral de um remédio que ele estava tomando e a dosagem foi reduzida. Déda ficou em casa na sexta-feira e no sábado, mas no final da tarde pediu permissão a médica para ir em Neópolis participar de um comício. Déda não foi para a caminhada, mas discursou em Neópolis em apoio a candidatura de Aminthas Diniz (PDT). Ao acabar o discurso disse que estava indo para o Forró Caju e sua pressão estava excelente, estava 12 como o número de Aminthas.

 

Déda e Alceu Valença

Ao participar do Forró Caju no sábado à noite, Déda foi ao camarote da Prefeitura ao lado do prefeito Edvaldo Nogueira, e foi ao camarim bater um papo com o cantor e amigo Alceu Valença. Já no domingo Alceu Valença foi ao Palácio de Veraneio onde almoçou com o governador e assistiu ao jogo da Seleção Brasileira. Alceu, mostrou a Déda parte do filme que está preparando sobre sua cidade natal São Bento do Una (PE), cujo enredo surrealista conta a história atual de um sanfoneiro de um circo que se veste como Lampião e de um soldado que acha que ele é a encarnação do cangaceiro.

 

Vitória da seleção e do Flamengo

O governador disse já está bem e retornará a partir desta segunda-feira a agenda normal. Mesmo com a recomendação para evitar o estresse, Déda assistiu ao jogo do Flamengo contra o Internacional. Como o Flamengo venceu de goleada (ufa!), certamente a pressão do governador voltou ao normal.

                  

Ministro da Previdência

Hoje, 22, o governador participa da solenidade de reinauguração do prédio da Previdência ao lado do ministro da área, José Pimentel. Em Sergipe estão sendo reconstruídas 13 agências do INSS. José Pimentel receberá o título de cidadania sergipana na AL, através de indicação do deputado Mardoqueu Bordano.

                                                                                                                                   

Adesivos

O blog agradece aos leitores que enviaram e-mails pedindo o adesivo em comemoração ao aniversário de três anos. Todos já começaram a receber seus adesivos nos endereços solicitados. Quem desejar o adesivo é só enviar e-mail com endereço que receberá em sua residência: claudionunes@infonet.com.br

 

E-mails dos leitores

O blog pede a compreensão dos leitores e informa que os e-mails recebidos serão respondidos e alguns publicados ainda esta semana.  Devido a um problema no computador o blog não foi publicado no sábado.

 

PEC da bengala

Deu na FSP, de hoje, 22: Já era. Deve morrer por falta de apoio a “PEC da bengala”, que eleva de 70 para 75 anos a idade da aposentadoria compulsória de servidores públicos e ministros dos tribunais superiores. Os padrinhos de peso da emenda eram senadores interessados em manter no STJ 13 ministros que se aproximavam da idade-limite. Mas o tempo passou, e todos se aposentaram.

 

PEC da bengala beneficiaria Britto

Ainda na FSP: O breve. No STF, por uma combinação de fatores, restou só Carlos Ayres Britto interessado na PEC. Ele assumirá a presidência em 2012, oito meses antes de se aposentar. Com a emenda, poderia desfrutar dos dois anos no cargo.

 

Exemplo em Umbaúba

Na última sexta-feira, em Umbáuba, o prefeito Anderson Farias, assinou a ordem de serviço para a reforma e ampliação do matadouro municipal. Um fato chamou a atenção: Anderson fez questão de ressaltar que os recursos foram de uma emenda de 2007, do deputado Eduardo Amorim, que estava quase perdida, mas ele conseguiu resgatar. Amorim, faz parte do grupo de oposição e deu substancial ajuda a campanha do candidato derrotado Jorge Rico. Mas Anderson não só citou o deputado como também convidou Amorim para o evento, que por problemas de saúde, não pode comparecer, mas mandou um assessor. Se todos fizessem política desta forma…

 

Antônio Carlos Viana com novo livro

O escritor e professor Antônio Carlos Viana lançou na semana passada seu mais novo livro de contos “Cine Privê”. Sem nenhum favor, ele é um dos melhores ficcionista da atualidade literária no Brasil. O livro foi editado pela Companhia das Letras(SP) e, no dizer do jornalista e escritor Célio Nunes: “repito o que eu disse do livro anterior de Viana, “Aberto está o inferno”: ninguém espere ao abrir o livro de Viana uma literatura fácil e mostrando uma vida rósea, tipo auto ajuda tão em moda ou um otimismo besta tipo Paulo Coelho, Viana vai fundo na ferida do mundo, a miséria do viver e do espírito.Mas permanecerá na história da literatura brasileira.”

 

Adema e as padarias

Ninguém duvide se aparecer algum sindicato ou empresário criticando a Adema porque vai fechar os fornos de dezenas de padarias que estão usando lenha e, algumas, até madeiras de resto de construção, com tintas que acabam exalando material tóxico. Um crime ambiental e um crime contra o ser humano. Todas são reincidentes. É preciso o apoio da comunidade para coibir estes abusos.

 

Trabalho da Adema

Está de parabéns o biólogo, Genival Nunes, pelo trabalho realizado na Adema. Em Sergipe têm vários setores que viviam dando “jeitinhos” para continuar com licenciamentos irregulares. Agora a história é outra. E o melhor: no órgão, segundo palavras do próprio governador, não tem influência política. Lá a questão é técnica e em primeiro lugar vem o meio ambiente. E não adianta chorar…

 

“Mão Inglesa” e várias batidas

Desde a semana passada, quando a SMTT, resolveu “adequar” o trânsito na Avenida Anisio Azevedo, nas proximidades da biblioteca pública, ao lado do Batistão vários acidentes vêm ocorrendo, principalmente a noite. A SMTT colocou em ação a chamada “mão inglesa”, pelo lado esquerdo. Mesmo com a presença de agentes de nada adiantou.

 

Laura Fontes, uma loucura da SMTT

Já na rua Laura Fontes, próxima a Avenida Anisio Teixeira, um trecho está na “mão inglesa” e a cem metros volta ao normal. É mole? Estão brincando de fazer trânsito em Aracaju.

 

Acompanhamento da CGU previne problemas em obras do PAC I

A Controladoria-Geral da União (CGU) encaminhou ao Ministério da Integração Nacional (MI) e à Casa Civil informe periódico do acompanhamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na área de Recursos Hídricos. O caráter preventivo da fiscalização e a interação da CGU com os gestores dos empreendimentos permitiu eliminar, em sua grande maioria, os problemas identificados.  Com efeito, nas obras de maior porte fiscalizadas, em 27% dos casos a situação encontrada não exigiu maiores medidas corretivas e em 46% dos casos os gestores já tomaram as providências recomendadas para adequação e correção. Nas restantes (27%), os problemas apontados pela CGU estão sendo objeto de reuniões de avaliação e entendimentos com o ministério gestor.

 

Acompanhamento da CGU previne problemas em obras do PAC II

A implantação da Adutora do São Francisco, em Sergipe, cujas obras já tinham sido interrompidas em 2007, em razão do cancelamento do contrato com a Construtora Gautama, foi objeto de nova licitação naquele mesmo ano. Record e-se que naquele ano a Construtora Gautama foi flagrada em inúmeras irregularidades na Operação Navalha e declarada inidônea, pela CGU, para contratar com a administração pública. A constatação de problemas como antieconomicidade e inversão indevida de fases da nova licitação, além de sobrepreço na proposta vencedora das obras da Estação de Tratamento de Água, levou a várias recomendações da CGU e manifestações dos gestores.

 

Acompanhamento da CGU previne problemas em obras do PAC III

A Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) informou já haver rescindido o contrato e  solucionado os problemas, adequando seus procedimentos para as novas licitações (ordem das fases das licitações). Além disso, está providenciando a rerratificação de outros contratos feitos com critérios de reajustes inadequados. Dessa forma, evitou-se o pagamento a maior no montante de R$ 1,7 milhão no contrato da adutora, e a Deso está adotando as medidas necessárias em relação aos demais apontamentos da fiscalização.

 

Ceac Riomar fecha para reforma I

Desde o último sábado, 20, o Ceac Riomar fechou para reforma. A previsão é que a suspensão das atividades dure 60 dias, tempo em que serão realizadas melhorias na infraestrutura do local. Durante esse período, os cidadãos devem procurar o Ceac Rodoviária, que vai duplicar sua capacidade de atendimento, com o remanejamento dos servidores do Ceac Riomar para atender a demanda dos cidadãos.  A Secretaria da Administração (Sead), responsável pela gestão do Centro de Atendimento ao Cidadão, vai realizar a reforma em parceria com o Shopping Riomar. O Governo de Sergipe, por meio da Sead, vai investir R$ 270 mil, além dos recursos que serão aplicados pelo Shopping. Serão realizadas melhorias no piso, na rede elétrica e de informática, além de mudanças no sistema de senhas e no layout. Será a primeira reforma do Ceac Riomar desde a sua inauguração, em 2001.

 

Ceac Riomar fecha para reforma II

O Ceac Riomar foi a primeira unidade construída do Centro de Atendimento ao Cidadão, há oito anos. Desde a sua inauguração, já realizou quase 5 milhões de atendimentos e há dois anos mantém uma média mensal de aproximadamente 60 mil atendimentos. Após a inauguração do Ceac Rodoviária, em maio de 2008, as unidades do Centro de Atendimento ao Cidadão têm somado uma média de 120 mil atendimentos mensais. O Centro de Atendimento ao Cidadão conta hoje com 21 órgãos parceiros, distribuídos em suas duas unidades, além de oferecer acesso à Internet Pública na unidade do Shopping Riomar. São oferecidos diariamente mais de 200 tipos de serviços para o cidadão, desde a emissão de documentos de identidade até a elaboração de cartas e currículos. (Ascom/Sead).

 

ESPECIAL/DIPLOMA PARA  JORNALISTA

 

Gilmar quis mostrar desprezo para com os jornalistas

O pior da comparação que o presidente do STF, Gilmar Mendes fez ao comparar o jornalista ao cozinheiro, não é a questão a se considerar que o cozinheiro seja uma profissão digna e não deve ser humilhante para o jornalista ser comparado a ela. Não é isso. O caso é que essa profissão nada tem a ver com as letras, a cultura em geral e o redigir. O argumento de maior peso,  há algum tempo, em defesa da não exigência do diploma é que tradicionalmente advogados, escritores e afinados com a escrita e o estudo das letras, sempre exerceram essa função de escrever para jornais, a exemplo do Brasil e Sergipe, Machado de Assis,Nelson Rodrigues, Carvalho Déda, Carvalho Neto, Carlos Garcia e outros, gente intelectualizada. Gente afinada com as letras, que, outras profissões não apresentam. Então, dizia-se: “jornalismo é vocação, e vocação para as letras”. Esse sim é um argumento de peso. Não é o caso da digna profissão de cozinheiro. Gilmar declarou isso com perversidade e que tem preconceito contra a profissão de cozinheiro é ele e não os demais. Que os jornalistas não entrem nessa conversa e nessa discussão, para ser jornalista além do talento exigido anteriormente para as letras e o escrever, mas, agora, também, o aprendizado das técnicas, que atualmente aumenta, com a introdução de novas tecnologias inclusive da informática e outros meios. Tanto no jornalismo impresso, quanto pela internet e estendendo-se ao rádio e tevê. Outro ponto que deve ser destacado, esse sim necessário e urgente, é a melhoria dos cursos de jornalismo como os advogados estão exigindo o aprimoramento das suas escolas.

 

Nota pública do Sindijor/SE

 

A direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Sergipe (Sindijor/SE) vem a público esclarecer:

 

1 – Os jornalistas brasileiros enfrentam neste momento uma das piores situações da história da profissão no Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, acatou, na última quarta-feira (17/6), o voto do ministro Gilmar Mendes considerando inconstitucional o inciso V do art. 4º do Decreto-Lei 972 de 1969 que fixava a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Outros sete ministros acompanharam o voto do relator, entre eles o sergipano Carlos Ayres de Brito.

 

2 – A decisão é um retrocesso institucional e acentua um vergonhoso atrelamento das recentes posições do STF aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao baronato que controla os meios de comunicação do país. A sanha desregulamentadora que tem pontuado as manifestações dos ministros da mais alta corte do país e que interessa ao setor privado consolida o cenário dos sonhos das empresas de mídia e ameaça as bases da própria democracia brasileira.

 

3 – A desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem tampouco aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios e, inequivocamente, uma ameaça a outras profissões regulamentadas que poderão passar pelo mesmo ataque, agora perpetrado contra os jornalistas.

 

4 – O voto do STF humilha a memória de gerações de jornalistas profissionais e, irresponsavelmente, revoga uma conquista social de mais de 40 anos. Em sua lamentável manifestação, Gilmar Mendes defende transferir exclusivamente aos patrões a condição de definir critérios de acesso à profissão. Desrespeitosamente joga por terra a tradição ocidental que consolidou a formação de profissionais que prestam relevantes serviços sociais por meio de um curso superior.

 

5 – O presidente-relator e os demais magistrados, de modo geral, demonstraram não ter conhecimento suficiente para tomar decisão de tamanha repercussão social, fazendo, inclusive, comparações descabidas entre profissões distintas a dos jornalistas. Sem saber com clareza o que é o jornalismo e as suas especificidades, mais uma vez – como fizeram no julgamento da Lei de Imprensa – confundiram liberdade de expressão e de imprensa e direito de opinião com o exercício de uma atividade profissional especializada, que exige sólidos conhecimentos teóricos e técnicos, além de formação humana e ética.

 

6 – O Sindijor/SE esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão. Dessa forma, o registro profissional continua sendo condição de acesso à profissão e o Ministério do Trabalho e Emprego deve seguir registrando os jornalistas, diplomados ou não.

 

7 – A absurda decisão do STF não alcança aos jornalistas profissionais e nem a atividade jornalística, mesmo ocupada por pessoas sem condições para exercê-la. O Sindijor/SE esclarece que continuam intactas suas conquistas históricas, como o piso salarial, a jornada diferenciada de cinco horas e a criação dos cursos superiores de jornalismo, conquistas da categoria e reforçadas em Convenção Coletiva, que tem poder de lei. Em que pese o duro golpe na educação superior, os cursos de jornalismo poderão seguir capacitando os futuros profissionais.

 

8 – O Sindijor/SE vai esperar a publicação do Acórdão do STF sobre a decisão, mas já adianta que vai tomar uma série de medidas para superar esse golpe contra os profissionais e contra a sociedade, como acompanhar e divulgar para toda sociedade os veículos de imprensa que estão contratando jornalistas não diplomados, estimular que estudantes que estão no curso superior em Jornalismo ingressem com várias ações reparadoras contra a União; pressionar parlamentares federais para que apresentem Proposta de Emenda Constitucional que restabeleça a regulamentação da profissão de jornalista com exigência do nível superior; entre outras.

 

9 – O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de Sergipe tomará todas as medidas possíveis para rechaçar os ataques e iniciativas de desqualificar a profissão, impor a precarização das relações de trabalho e ampliar o arrocho salarial existente.

 

10 – Neste momento crítico, o Sindijor/SE, como sempre fez nos últimos anos, conclama mais uma vez toda a categoria e os estudantes a mobilizar-se em torno do sindicato. Somente a nossa organização coletiva, dentro da entidade sindical, pode fazer frente à ofensiva do patronato e seus aliados contra o jornalismo e os jornalistas. Também conclama os demais segmentos profissionais e toda a sociedade para que intensifiquem o apoio e a participação na luta pela valorização da profissão de jornalista, tão necessária à manutenção de uma sociedade democrática. Direção do Sindijor/SE – Aracaju/SE, 19 de junho de 2009.

 

Querem rasgar o meu diploma

 

Profissão? Jornalista, diplomada em 1992 pelas Faculdades Integradas Tiradentes, hoje Universidade Tiradentes. Sabe aquela coisa de  jornalismo correndo nas veias? É real.  Aprendi a gostar da profissão  ainda adolescente, ao ver meus irmãos Alberto Oliveira e Adiberto de Souza fascinados em busca da boa notícia. Comemorei muito a minha  aprovação no vestibular em 1987.  E logo de cara me identifiquei com o curso.  Tive professores inesquecíveis como Marcos Cardoso, Juraci  Dantas, o saudoso Mariano Ferreira e César Britto. E colegas de turma como Cláudio Nunes e João Augusto Freitas, que com certeza estão amargando a mesma tristeza com a decisão do STF.

 

A proibição do estágio remunerado à época nunca me fez sair das redações dos jornais, sempre acompanhando Adiberto e levando puxões de  orelha quando repetia as palavras nos textos.  Com ele aprendi entre várias coisas, a importância de fazer vários leads e escolher o melhor.  Claro que sua ajuda foi indispensável na prática, mas a teoria nas salas de aula da faculdade também foi fundamental.  E a emoção no dia da formatura? Eu consegui, sem perder uma disciplina sequer ao longo do curso, o tão  sonhado diploma de curso superior.  Que satisfação.  Já podia me  considerar uma jornalista e em pouco tempo estava de posse do meu  registro na Delegacia Regional do Trabalho.

 

Passados 17 anos de trabalho na área (que saudades do antigo Jornal de Sergipe. Meu primeiro emprego como jornalista profissional a convite  de Gilvan Manoel e Jozailto Lima). Não consigo tirar da cabeça a notícia veiculada em  toda a imprensa nacional na noite de 17 de junho de 2009: “Supremo Tribunal Federal aprova a não obrigatoriedade do diploma para jornalista”.  Sabe quando você tem um pesadelo e luta com todas as  forças para acordar e se livrar do desespero? É como se eu fechasse os  olhos e visse oito ministros passando por cima de toda uma classe com  um trem de cargas, num retrocesso sem tamanho.  E ao abrir, imaginasse centenas de estudantes, recém-formados e profissionais desesperados, perdidos, boquiabertos com a atitude de pessoas que lutam para extinguir cursos de nível superior.

 

Corri para a estante e encontrei uma pastinha com alguns certificados.  Nenhum deles mais importante do que um logo em cima: Bacharela em  Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. E aí veio uma preocupação: Como explicar às minhas filhas Débora, 13 e Laura, seis meses ainda no meu ventre, que passei cinco anos em uma faculdade e  agora o meu diploma já não tem serventia ?.  Que sou jornalista por formação, mas meu diploma já não importa?  Que os ministros do STF, inclusive um sergipano, enterraram o sonho de milhares de brasileiros que tem o jornalismo correndo nas veias e um diploma que dizem, já não tem valor? Assim como milhares de pessoas, minhas filhas não poderão  entender atitudes tão desumanas com o argumento de que foram tomadas em nome da tão sonhada liberdade de expressão.

 

Em meio a toda a minha decepção e angústia, um alento: Já dizia a minha inesquecível colega de trabalho no Correio de Sergipe, Ângela Nunes, “quem não tem competência, não se estabelece”.  E é em nome  desse aprendizado que me volto para o meu diploma.  Ele é meu, foi  adquirido com muito amor e dedicação e não será uma decisão impensada que fará com que o jornalismo e a ética profissional deixem de fazer parte da minha vida.  Sou jornalista por vocação e por profissão.   Diplomada sim, com muito orgulho.  De uma coisa tenho certeza, ninguém virá à minha casa rasgar o meu diploma. Que me perdoem os senhores ministros, mas para mim o diploma continuará valendo sim, afinal de contas me acompanha há 17 anos e jamais poderei  esquecer os dias e noites incansáveis de estudos e os cinco anos em que passei em busca do tão sonhado “canudo”.

 

Por Aldaci de Souza

 

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Frase do Dia

“A imprensa é como as torrentes: enfurece-se e adquire mais força contra os obstáculos.” Charles-Bernard Renouvier.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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