Julgar, insinuar e condenar: quem são os Robespierre sergipanos?

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“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo

Um dos conceitos mais adotados pelas civilizações ocidentais é o de “liberdade, igualdade, fraternidade”, lema bastante difundido desde meados do século XVII e foi a pedra de toque para as primeiras fases da Revolução Francesa. Mas com a criação do famigerado Comitê de Salvação Pública (Comité de salut public) – órgão que passou a comandar o exército e conduzir a política do terror na fase mais sangrenta da Revolução – estes ideais foram desaparecendo e dando lugar ao medo, ao terror, aos julgamento sem defesa e às condenações sumárias à guilhotina de milhares de pessoas.

Dois personagens de destacam nesta fase: Georges Jacques Danton e Maximilien Marie Isidore de Robespierre. Ainda que paradoxalmente ambos foram fossem homens perfeitamente comuns e banais suas atuações produziram efeitos absolutamente notáveis na história de França e na da própria humanidade.

Danton defendeu posições moderadas e logo foi considerado traidor pelo tal Comitê e pelo próprio Robespierre sendo decapitado na guilhotina. No caminho para a morte Danton teria dito a famosa frase que ecoa até hoje: “atrás de mim virás tu, Robespierre”. E assim aconteceu. Robespierre, considerado incorruptível, mas um grande incentivador do terror que se seguiu ao período pós-revolucionário também acabou guilhotinado.

Lamentavelmente em Sergipe têm aqueles que se julgam arautos da moralidade para condenar antecipadamente seus adversários. E neste período eleitoral, estes falsos moralistas a serviço de seus patrões tentam imputar desonras  jogando à opinião pública insinuações com a mesma régua pertencente àqueles a quem serve. Quando não encontram nada que macule vidas honradas buscam no subterfúgio da leviandade a base de suas próprias falsas ideias.

Mas como os Danton e Roberpierre, estes senhores de projetos demagógicos, que sofrem de incontinência partidária e a todo pleito estão em um partido diferente, cedo ou tarde, podem ser vítimas de suas próprias avidez por sangue. E como ainda ecoa a frase de Danton em nosso tempo, estes Robespierre terão a julgamento na mesma proporção que julgaram.

 

 

Católicos indignados O blog tem recebido uma série de e-mails e mensagens de católicos de Sergipe indignados com a falta de atenção e enganação do governo do estado de Sergipe em relação à restauração da Catedral de Aracaju.

Enganando o bispo Segundo os leitores, desde que Jackson Barreto era o governador de direito, pois continua sendo de fato, e o gestor de plantão assumiu de direito a chefia do Estado que a obra é prometida que será concluída. E lá se vão cinco anos de promessas! Tem quem diga que Jackson e Belivaldo estão enganando o bispo há muito tempo.

Recursos federais Segundo alguns graúdos católicos que acompanham o sofrimento do Padre Peixoto em conseguir manter as atividades da Catedral num galpão ao lado da Rádio Cultura, “o Estado nunca colocou um centavo na obra. Apenas quando Déda era governador o Banese havia investido certa quantia na obra. Para fazer jus à causa, não se pode negar os empenhos dos senadores Eduardo Amorim, Maria do Carmo e Valadares, como também dos deputados André Moura, Laércio, Adelson e Valadares Filho”.

Recursos federais Ou seja, a obra é somente de recursos federais do orçamento de parte da bancada federal sergipana. “O bispo foi passado para trás e os fiéis católicos iludidos”. “Nossa resposta será nas urnas”, citaram vários. “O chegou pra resolver não resolve nada”, desabafou outro. Cruz credo! Se praga pega…

Frases do Dia
“Há esperanças que é loucura ter. Pois eu digo-te que se não fossem essas já eu teria desistido da vida.” José Saramago.

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