LIMITE PRUDENCIAL DO DIÁLOGO

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Um governo eleito democraticamente pelo povo – como o de Marcelo Déda Chagas – precisa estar sempre aberto ao diálogo, às discussões de temas importantes para a sociedade, às ações de cunho social. Um governo de mudanças, tal como fora proposto na campanha eleitoral do ano passado, precisa estar sempre atento aos anseios da população como nenhum outro. É questão de honra, seriedade e compromisso com a grande maioria dos sergipanos que nele acreditou e votou pelas mudanças. E esse, sem dúvida alguma, é o perfil do novo governo ora em curso. Não há o que se contestar.

 

No entanto, ao longo desses primeiros quatro meses de administração, há que se observar a existência de uma má vontade explícita por parte de certos segmentos para com o governo. Estão confundindo liberdade com liberalidade – total e irrestrita – por ser este um governo oriundo genuinamente da militância de esquerda. Estão ultrapassando, a meu ver, o limite prudencial do diálogo e se aproveitando da situação para exigir o inexigível em tão curto espaço de tempo.

 

Nunca se viu em Sergipe tamanha ânsia dos servidores públicos estaduais em reconquistar perdas salariais, acumuladas ao longo de vários governos, logo no primeiro ano de uma administração. Não estão deixando o “menino” sequer respirar. Estão sendo no mínimo desleais com o atual governador ao cobrar-lhe resultados, condições de trabalho e recomposição salarial a “toque de caixa e repique de sino”, como se tudo pudesse ser resolvido com um simples passe de mágica, de um dia para uma noite.

 

Marcelo Déda não teve – e não tem – , ainda,  as condições adequadas para arrumar administrativamente os diversos setores do governo. Imagine se teria, então, nesse momento, condições para satisfazer os anseios salariais de 50 mil servidores públicos, ávidos por 300% de aumento? Impossível.

 

Na questão da Segurança Pública, por exemplo, não há quem me convença que, por trás de todo esse alvoroço dos últimos dias, não esteja existindo uma “bela” articulação, monitorada, para desestruturar o governo psicologicamente. Não há razões para tal incremento na criminalidade, só porque saiu João Alves e entrou Déda.

 

Que o governador acorde para o limite prudencial do diálogo. É chegada a hora de estabelecer diferença entre liberdade e liberalidade, para o bem do governo de todos os sergipanos. 

 

 

 

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