Línguas Vernáculas em debate na ALA

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Línguas Vernáculas em debate na ALA (Foto: divulgação)

A Academia de Letras de Aracaju, conduzida pelo entusiasmo do jovem escritor Gustavo Aragão, abriu o seu "Ano Acadêmico" com um tema pra lá de interessante. Fui conferir, curioso, atendendo ao convite dele e gostei do que vi (e ouvi).

Em pauta, as Línguas Vernáculas no Brasil, na exposição convincente dos acadêmicos Ricardo Nascimento Abreu e Antônio Félix de Souza Neto, ambos integrantes da ALA.

Os debates que se sucederam também foram muito interessantes. Tive a oportunidade de questionar a importância da neurolinguística no direito da língua, uma vez que as emoções exerceram papel fundamental no nascimento da linguagem. Lembrei de alguns cenários primitivos que influíram decisivamente na formação da linguagem, como as vocalizações durante as caçadas, as dores do parto, as cantorias, entre outras manifestações rudimentares.

Isso tudo para reforçar a luta dos defensores das línguas vernáculas, que já são contempladas na Declaração Universal dos Direitos Humanos mas que, na prática, longo caminho ainda tem a percorrer.

Está de parabéns a ALA pela iniciativa, fazendo votos que continue a sua incipiente trajetória, trazendo sempre assuntos relevantes para o debate!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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