Luísa e Isabela

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O nome da primeira é Luísa.

A segunda é Isabela.

São gêmeas as netas que me chegaram de Maíra, filha de Luciano com Nayra, e meu filho Odilon Junior, presente que me deu minha Tereza Cristina, o meu caçula Junão!

Estamos todos ditosos, Tereza e eu, sobremodo, com a chegada dessas duas netinhas que se somam aos quatro outros: Pedro Henrique e João Marcelo de meus filhos Daniela e Mário Henrique, e Vinícius e Julhinha de  Machado com Aline.

Em meio a muita tristeza no noticiário, eis que a vida se renova, com mais uma criança nascendo.

Duas! É bom corrigir, para consignar um regozijo dobrado!

E eu, que fui pai relativamente cedo, aos vinte e sete anos, e bem esperava ter os netos podendo erguê-los no colo, colocar na cacunda, e que, se não estou corcunda ainda, minha espinha dorsal em tantos bicos de papagaios cantantes, só fui avô longevo, como agora com Luísa e Isabela, quando estou menos para avô, e mais para bisavô.

Mas, se “o homem põe e Deus dispõe”, para que queixar-me às rosas do meu jardim, se o Deus que alegra a minha juventude o fez perfumoso e ditoso, e o quis assim também a Abrão e a Sarai, que em velhice estéril e anciã, foram abençoados como Abraão e Sara, reescritos e tornados, sendo o pai e a mãe de uma grande nação?

Deus me deu essa alegria agora, por Junão e Maíra, rebentos que lhes faltava para ampliação do sorriso deles e meu.

Porque a alegria da vida se estende ao longo do tempo e do espaço com a vinda dos filhos: a descendência, embora muitos digam que isso não seja nada, ou quase isso, como simples evolução de ameba.

E por que falar de ameba se ela se biparte somente, enquanto supremo gozo em definitiva missão?

E o humano, homem e mulher, que a tudo pode sonhar, desejar e construir, mas só se realiza somente um no outro em amor, destinado a permanecer e continuar, enquanto obra de criação divina?

Vale, portanto, para mim, avançar no carinho dos leitores, em ousadia e sem lhes requerer licença, para dizer o quanto me alegra o coração de avô com a chegada destas minhas netinhas: Luísa e Isabela!

Não é melhor dizer assim do que refletir o noticiário com tanta coisa que nos agrada e outras que mais nos ofendem, sem nos preencher, nem representar a mínima importância no nosso viver!?

Assim, em tanta miséria carpida e sofrida mundo afora, eis que chegam essas duas garotinhas, nascidas em plena pandemia, moléstia que a nada, nem a ninguém, respeita, só para nos dizer que a vida sempre irá se renovar em sorrisos.

E enquanto os pais isolados estão na maternidade sem visitas, estamos nós, Tereza e eu, curtindo as netinha por fotos via WhatsApp, essa maravilha que permite ajuntar e reunir os afastados.

Que Luísa e Isabela cheguem para a alegria de todos ao seu redor!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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