Luiz: desafio da segurança e mobilidade urbana

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Tudo na vida é trânsito! Não tenha dúvida disso! Agora mesmo você que está lendo este texto nota que sua mente movimenta-se juntando as letras em sílabas, as sílabas em palavras, as palavras em frases, as frases em orações, as orações em … Ufa! Desta feita já estamos  efetivamente em um engarrafamento de pensamentos capaz de nos fazer mais responsáveis pela mobilidade do homem que a cada piscar de olhos, a cada toque no teclado do computador e/ou um simples aperto nas chaves do carro que o destrava e nos leva ao trânsito dos veículos automotores. Ah! É fato! O trânsito também está no ar e no mar. Veja que não damos a importância devida ao movimento do cotidiano, pois fugimos do trânsito dos ponteiros dos relógios em busca de estar sempre no horário. A velocidade é sem dúvida o maior erro do trânsito.

Embora tenha trabalhado no DETRAN/SE por mais de cinco anos, confesso que só comecei a notar a grande importância do trânsito há dois anos  quando fui questionado por Luiz Antônio Costa de Santana, um colega do doutorado e uma das figura mais inteligentes que conheço, sobre o que realmente eu achava do trânsito. Honestamente me vi em um abismo de ignorância, pois nestes longos anos fiquei preso no engarrafamento das leis, resoluções, normas, autuações e outros elementos jurídicos e com uma venda nos olhos fui jogado no acostamento da vida sem o respeito ao trânsito por simplesmente não entender que a segurança no trânsito é a principal ferramenta em defesa da vida e do patrimônio público e privado.

Voltando a Luiz da França, apelido carinhoso do amigo doutorando, este mostrou-me diversas relações pessoais que tem diariamente com o trânsito. No primeiro momento, talvez achemos que Luiz seja um lunático, mas ele não o é. Apenas tem mais massa cinzenta e rapidez de pensamento que muitas pessoas. É simplesmente um gênio! Digamos uma mente brilhante! Para não nos alongarmos citarei de maneira sucinta apenas três relações de Luiz com o trânsito. A primeira ele falou que costuma contar os passos que o leva do hotel à Universidade para analisar qual o caminho mais rápido para chegar ao destino. Primeiro, para chegar a esta conclusão Luiz disse que fez pelo menos seis roteiros diferentes umas três vezes cada entre a Av. Corrientes à Av. Cerrito no centro de Buenos Aires; Segundo, procurou andar na sombra da manhã – na ida – e aproveitar a sombra da tarde  – na volta – à procura de transitar com mais tranquilidade e conforto pelas vias da cidade. Terceiro, Luiz procurou um via que tivesse menos semáforos, pois percebeu que perdia muito tempo parado nestes faróis. É algo difícil de entender, mas a verdade é que ele nos 20 dias de aula analisou pelo menos umas 50 rotas diferentes que o levaria ao mesmo lugar sendo umas mais rápido, outras mais confortáveis, algumas mais seguras e até aproveitou algumas como rotas de fuga e para fazer turismo. Este Luiz de França é mesmo uma mente brilhante.

Passemos agora a entender o diagrama da mobilidade de Luiz. Quando fez o mesmo roteiro em horários diferentes procurou ver qual o melhor horário para sair de casa, evitando assim os congestionamentos nos horários de pico, como também a segurança. Uma análise perfeita para os que costumam utilizar do mesmo itinerário todos os dias. É fato que entre as 07 às 09 da manhã o trânsito é lento. Tem escola e trabalho. Justifica-se. Logo, o melhor a fazer é sair uns trinta minutos antes ou depois da 9 horas, pela tarde entre as 17 horas e 17:30 horas ou depois das 19 horas, assim evita-se trânsito. Quanto ao segundo item Luiz procura fazer do itinerário enfadonho algo gostoso e sem estresse. O fato é que quando fazemos as mesmas coisas acabamos indo no automático essa repetição pode nos deixar negligentes, ou talvez, mais alertas, pois como um GPS o circuito estará em nossas mentes. Saberemos qual o lado devemos tomar para evitar o engarrafamento de um retorno. Observar as paradas de ônibus, evitando ficar parado no fundo dos mesmos. Não entrar no engarrafamento de vias que desembocam em outras avenidas e até o tempo dos semáforos e os agentes de trânsito que sempre estão nos mesmos locais. Por fim, observamos que a terceira alternativa foi o uso de avenidas e ruas paralelas que embora mais longa nos dá o prazer de conhecer outras vias e fugir dos contumazes engarrafamentos.

Devemos prestar atenção em todos os itens acima citados nunca devemos esquecer que no trânsito o motorista precisa estar atento a tudo que acontece em sua volta e ter educação e gentileza com o pedestre. Devemos também cobrar das autoridades de trânsito mais movimentação no que se refere não só à segurança no trânsito como a proteção ao patrimônio. Medidas como cumprimentos das Resoluções do Contran e Denatran precisam ser levadas mais a sério e devem ser cumpridas, pois o gestor que não as cumpre acaba por si só prevaricando e quiçá sendo responsável por todas as situações que acontecerem durante o período que esta não foi efetivamente aplicada.

Posso asseverar com muita propriedade que o Departamento de Trânsito do Estado de Sergipe em comparação aos demais vem dando aula de civilidade e fiscalização de trânsito. Este cumpre as leis e grande parte das Resoluções. O antigo e o atual gestores do trânsito sergipano, demonstraram capacidade técnica em conduzir o órgão. Trabalharam na formação de uma estrutura sólida capaz de satisfazer a necessidade dos cidadãos. Mas é preciso mais que isso para gerar uma trânsito melhor. Novas avenidas, novas vias de acesso, novos viadutos, novas rotas de fugas, pontes e outros são pontos cruciais para voltarmos a ter um trânsito mais seguro. Precisa-se também de parecerias públicas privadas para atender melhor o cidadão que necessita do trânsito para viver. Multar somente não é a solução. Faz-se necessário pensar em terceirização de alguns serviços e concessão de outros para que a população brasileira de um modo geral seja melhor atendida. Vamos avante! E nuca olhar pelo retrovisor da burocracia para que não fiquemos no engarrafamento da evolução. Salve Luiz da França!

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(*) é advogado, professor universitário, jornalista e radialista. Mestre em Ciências Políticas, faz doutorado em direito na Universidade de Lomas de Zamora – Buenos Aires/AR. Contatos pelos telefones: 079 3211 7841///9946 4291. E-mail: faustoleite@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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