Mãe

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Parabenizo as mulheres pelo Dia das Mães, mesmo aquelas que ainda não se tornaram mães biológicas ou para criação, mas que no decorrer da vida têm o corpo e alma preparados para ter um filho. Existe na mulher o sentimento maternal que proporciona muitas alegrias quando há uma gestação envolvida de participação de um pai, saúde e ambiente tranquilo.

Muitas mães contemporâneas já conquistaram todo o esplendor em ter um filho, com cuidados médicos avançados, tendo liberdade para fazer escolhas e com a participação do genitor mesmo que seja para ajuda financeira na alimentação. A felicidade em ser mãe é grandiosa, inigualável, nenhum dicionário traduz o seu significado para essa alegria.  O que vem em nossa mente quando pensamos em Mãe é amparo, consolo, acalento e muitas bênçãos de amor e carinho que elas depositam nos filhos.

A mãe atual tem amparo na jurisprudência para ter apoio do pai na prestação de alimentos e cuidados para com o filho. Há também sustentação e compreensão dos Direitos Humanos nos ordenamentos jurídicos assegurando a criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde, à alimentação, entre outros, além de colocá-los salvo de toda forma de negligência, violência e opressão.

A vida moderna trouxe também um pouco a mãe ausente que tem de se desdobrar para atender o filho por exercer tantas funções na sobrevivência da vida. Mas doar e partilhar são palavras corriqueiras dessas mulheres que vivem desejando e cuidando para que os filhos sejam felizes. Neste universo feminino existem muitas alegrias e prazeres em viver com os filhos que muitas vezes são bons, educados e obedientes as orientações dos pais. Essa felicidade muitas vezes é aniquilada pelo sofrimento da doença, preconceito, pobreza, crueldade e muitos outros conflitos.

Sabemos que no passado o papel de mãe era sofrido devido ao patriarquismo, a igreja e ao Estado que tolhia a liberdade da mulher impondo-lhe normas de submissão e total obediência. Os padrões sociais estabelecidos para o papel de mãe era através do casamento onde caberia à mulher dar assistência moral aos filhos e cuidar dos afazeres domésticos com obediência ao pai e esposo.

Havia grande preconceito e discriminação para mães que eram vítimas de exploração sexual e doméstica, solteiras, concubinas, estupradas ou abandonadas pelo namorado progenitor da criança. Para não passar humilhações e mais sofrimentos muitas mães deram seus filhos para serem criados e também enjeitaram. Quem já ouviu falar da Roda dos Expostos onde os bebês eram deixados para serem criados e adotados nas Santas Casas ou Conventos? Muitos recém-nascidos foram enjeitados e colocados nesta roda, que eram fabricadas nas instituições religiosas de acolhimento de maneira que a criança era depositada do lado de fora do prédio, basicamente num cilindro oco de madeira que girava para a criança ser pega do lado de dentro sem que fosse visto quem a colocou. Houve muita violência e desamparo para os enjeitados desse Brasil Colonial, no séc. XVIII, onde podemos deduzir alguns culpados por essa desordem.

A pobreza também contribuiu muito para as mães abandonarem seus filhos e cometessem atos criminosos como aborto e infanticídio. Como isso choca e impressiona e faz valer o quanto é benéfico para a vida ser e ter uma mãe valorosa, com amparo legal para viver num ambiente propício dos direitos humanos. O amor incondicional que uma mãe tem pelo filho traz benefícios para toda a humanidade e dele tiramos as alegrias vividas e a recompensa da maternidade.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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