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Com a proximidade do pleito (faltam quatro dias) cada debate realizado, onde os tucanos imaginam que conquistou novos eleitos, precede à divulgação de uma nova pesquisa de intenções de votos, em que o percentual do presidente Lula sobre o tucano Geraldo Alckmin aumenta de forma acelerada. Ontem, o Datafolha divulgou novos números que favorecem ao candidato petista e a vantagem entre 19 a 21 pontos à frente de Alckmin, respeitando a margem de erros. Considerando apenas os votos válidos – excluindo brancos, nulos e indecisos – Lula tem sua reeleição garantida, com 61% contra 39% do seus adversário.

Segundo a pesquisa, o presidente Lula subiu 22 pontos nos votos válidos. O Datafolha entrevistou 7.218 eleitores em 347 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O resultado esmorece o candidato Geraldo Alckmin? Não. Embora ele tenha que tirar de Lula 2.1 milhões de votos nestes próximos quatro dias que antecedem as eleições, há uma certa euforia entre a coordenação de campanha do tucano. O trecking – pesquisa diária feita pelo comitê de Geraldo Alckmin – mostra uma diferença de apenas sete pontos entre Lula e Alckmin. Segundo uma fonte bem avisada do comitê central em São Paulo, os levantamentos do trecking detectaram que a eleição iria para o segundo turno, enquanto todos os institutos de pesquisas davam como certa a vitória de Lula já no primeiro turno.

Amanhã à noite acontecerá um novo debate. Será realizado pela TV Globo, emissora que atinge maior número de telespectadores em todo o país. Se houver algum fato novo, como um escândalo explosivo em que se encontre as digitais do presidente Lula, talvez ainda seja possível uma reversão. Afinal na política, quando a curva ascendente começa a se deslocar nos últimos dias de campanha, pode acontecer algum tipo de mudança na fotografia do momento eleitoral. Evidente que mudar é possível. Impossível é um debate engessado como a Globo realiza, com objetivo de mostrar critérios mais rígidos, ser diferente do que já se assistiu nos três confrontos anteriores.

A participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate da TV Record, segunda-feira à noite, animou os aliados do petista que consideram que ele conseguiu consolidar sua vitória na eleição deste domingo. Já os tucanos avaliaram que o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) foi bem sucedido ao ser duro nas perguntas, mas sem ser agressivo. A dosagem correta na avaliação dos aliados pode trazer o eleitorado indeciso para Alckmin. Os tucanos, no entanto, não apostam nos debates como única alternativa para que ele vença a eleição. Segundo o deputado e vice-governador eleito de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), um conjunto de fatores é que leva o eleitorado a tomar sua decisão. “O Lula, por exemplo, pode ter perdido votos porque apesar de não ter sido agressivo nas palavras foi irônico e tentou desqualificar o seu adversário”.

Essa opinião, que se ouve após cada confronto que se realiza entre os dois candidatos, também é repetitiva, sem oferecer nenhum indicativo realista do que está na opinião coletiva. Para aliados de Lula e Alckmin vencedor é aquele que eles acompanham e defende. Apesar da nota só que toca nesses confrontos políticos, os assessores, aliados e companheiros encontram sempre uma justificativa para apontar o seu candidato como o vencedor.São argumentos que convencem a eles próprios, porque a população já demonstra cansaço com “esse programa de índio”, como disse um jovem descrente nos políticos, que de repente invadiu as emissoras de TV.

Ninguém sabe como virá Alckmin ou Lula, mas todos sabem as palavras que os dois dirão para explicar a economia, a educação, os programas sociais, a saúde e, enfim, a corrupção que o presidente Lula sequer fica vermelho ao afirmar que mandou apurar tudo e demitiu os culpados.

 

 

TERRORISMO

“Isso deve ser terrorismo”, foi assim que reagiu o governador João Alves Filho (PFL), em São Paulo, quando perguntado por Plenário sobre a demissão dos Cargos em Comissão.

“Seria preciso que eu não tivesse o juízo certo”, disse João Alves, acrescentando que ninguém “nunca me deu essa idéia maluca”.

 

EUFORIA

João Alves Filho esteve ontem em São Paulo e foi ao comitê do candidato tucano Geraldo Alckmin. Disse que a recuperação dele é muito boa nesta reta final.

Segundo João, o trecking (pesquisas diárias) está dando indicativo de vitória, assim como mostrou que ele iria para o segundo turno.

 

LIDERANÇA

O deputado federal Bosco Costa (sem partido) disse ontem que não tem mágoa do deputado federal eleito Albano Franco (PSDB) e não quer deixar de ser seu amigo.

Depois foi enfático: “entretanto, não pretendo mais ser liderado por uma pessoa como ele, que não decide”.

 

DECIDE

Bosco Costa acha que um líder tem que decidir, mesmo que seja pelo erro e insistiu que o PSDB tinha que apresentar candidatos majoritários e proporcionais.

Na avaliação do parlamentar, “para fazer um deputado federal e dois estaduais o partido não precisaria se esfacelar todo”.

 

LAÉRCIO

O empresário Laércio Oliveira, candidato derrotado a deputado federal pelo PSDB, vai acompanhar o grupo que deixou o partido ou não o acompanhou nas eleições de outubro.

O pensamento de Bosco Costa, que conversou com Laércio, é o mesmo do deputado Ulices Andrade: “todo o grupo deve ir para uma mesma legenda”.

 

ALBANO

O deputado federal eleito Albano Franco retornou ontem de São Paulo. Ele estava no teatro Record, em São Paulo, durante o debate entre Lula e Alckmin na segunda-feira.

Albano vai amanhã ao debate da Globo. Depois do debate na Record, Albano jantou com o governador eleito de São Paulo, José Serra, e com o senador Heráclito Fortes (PFL-PI).

 

RECEIO

Albano Franco não está muito otimista quanto à repetição da votação que foi dada a Alckmin em Sergipe no primeiro turno.

Diz que a declaração de que Alckmin iria privatizar a Petrobrás, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil assustou os sergipanos.

 

KÉRCIO

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Kércio Pinto, vem a Sergipe na primeira semana de novembro para conversas. Não revela com quem.

Kércio teve sempre o seu nome citado, nas especulações, como possível secretário de Segurança no futuro governo.

 

INFLUÊNCIA

Um membro da Assembléia Legislativa está convencido de que para fazer a Mesa e adotar algumas medidas, tem obrigatoriamente que conversar com o PSC.

A mesma fonte diz que o partido vai firmar posição para eleger o presidente, que poderá sair de sua bancada.

 

APERITIVO

Os deputados estaduais estão conversando com o vice-governador eleito Belivaldo Chagas (PSB). Mas isso é apenas um aperitivo.

O que os parlamentares querem é uma conversa reservada com o governador eleito Marcelo Déda, para tratar dos seus problemas.

 

ADOLESCENTE

O deputado federal João Fontes (PDT) almoçou ontem com o seu colega e correligionário Miro Teixeira. Conversaram sobre as eleições presidenciais.

Pata Fontes, “essa eleição é como adolescente apaixonada, por mais que o pai diga que o rapaz não presta, ela continua o namoro”.

 

DE NOVO

João Fontes diz que o povo quer eleger Lula de nova e não há como evitar, porque ele vem crescendo a cada pesquisa realizada.

Acrescentou que se o presidente Lula for flagrado assaltando o banco, o eleitorado não acredita. Vota nele de qualquer jeito.

 

LIMPEZA

Passada a eleição em segundo turno, o deputado João Fontes avisa que fará uma limpeza grande no PT: “quem estiver devendo à legenda terá que sair”, avisou.

Quer reestruturar a legenda para 2008 e 2010. Diz que tem vontade de disputar a Prefeitura, mas só o fará se tiver apoio e estrutura de campanha.

 

 

Notas

 

FUSÕES

O Partido Social Cristão (PSC), que tinha encontro marcado para amanhã, em Brasília, para a fusão com PL, Prona e PTdoB, é possível que tenha desistido de participar da união com essas legendas, que formariam o Partido Republicano. Segundo o deputado Heleno Silva, a informação circulou ontem na Câmara.

A deputada Susana Azevedo (PSC) confirmou a viagem de hoje a Brasília para os primeiros contatos sobre a fusão. A informação é que o PSC resolveu fechar com o Partido Verde e formar nova legenda.

 

REFORMA

O deputado federal Bosco Costa diz que tem conversado com algumas pessoas que estão no PSDB ou saíram dele, para chegar a um entendimento em torno de uma nova legenda para filiação. Acha, entretanto, que deve aguardar até janeiro, quando assume o governador eleito Marcelo Déda (PT).

Bosco prevê uma reforma política-partidária para 2007: “a nossa legislação está falida, fracassada”. Admite que o presidente Lula, caso reeleito, vai convocar todos os partidos em busca de uma reforma que fortaleça as legendas.

 

PRISÃO

Desde ontem e até 48 horas após o pleito, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido. A determinação é do artigo 236 do Código Eleitoral. As exceções são prisões em flagrante, em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou em desrespeito à medida concedida em hábeas corpus.
Qualquer detenção neste período, que não se enquadre nas exceções, o preso deverá ser conduzido à presença do juiz competente, que, se verificar ilegalidade, deverá relaxar a prisão e responsabilizar quem a determinou.

 

 

É fogo

 

O secretário da Fazenda, Gilmar Mendes, está sem poder falar em razão de uma pequena cirurgia. Não pode dar entrevistas ontem.

 

O governador eleito Marcelo Déda (PT) terá uma conversa com os 24 deputados eleitos para discutir o relacionamento do executivo com legislativo.

 

A parte das conversas com os deputados é de responsabilidade do vice-governador eleito Belivaldo Chagas (PSB).

 

Há informações que o deputado federal Jackson Barreto pretende reaver o PDT para ele em Sergipe.

 

Já começou a esquentar a escolha do novo presidente da Assembléia Legislativa e três nomes estão aparecendo na disputa: Emanuel Nascimento, Sérgio Góes e Daniel Fortes.

 

O deputado estadual Adelson Barreto (PSB) pediu licença de três dias para tratamento de saúde. Vai retornar amanhã.

 

O governador João Alves Filho pediu aos seus líderes na Assembléia Legislativa que conversassem com a oposição antes da votação dos projetos que encaminhou.

 

Muito pouca movimentação na campanha eleitoral para presidente em Aracaju. Apenas alguns carros aparecem com adesivos.

 

O TSE não concedeu direito de resposta à coligação que apóia o presidente Lula que queria contestar reportagem da revista Veja.

 

Nesta quinta-feira, Lula e Alckmin voltam a se encontrar em debate promovido pela TV-Globo, que geralmente engessa esse tipo de confronto.

 

brayner@infonet.com.br

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