Mar vermelho

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Mar vermelho

 

Por onde passa, o presidente Lula transforma espaços públicos num grande mar de pessoas das mais variadas faixas etárias, que vão ouvi-lo e agradecer pela situação estável em que se encontra o país. Não foi diferente ontem, na praça dos mercados centrais de Aracaju. Uma grande multidão, portando bandeiras vermelhas, foi aplaudiu Lula. Ele veio a Sergipe exclusivamente trazer seu apoio ao compadre e candidato à reeleição governador Marcelo Déda. Em seu discurso, o presidente pediu votos para Dilma, Valadares, Amorim e todos os candidatos proporcionais da coligação dedista. Também afirmou ter chegado a hora de Sergipe dar um basta a João Alves Filho (DEM). O sucesso de público dos comícios onde Lula se faz presente, permite concluir que um mar de votos vermelhos vai inundar as urnas nas eleições de domingo próximo.

 

Pisou na bola

 

Decididamente, a candidata a governadora Avilete Cruz (PSOL) pisou feio na bola ao chamar a presidenciável Dilma Rousseff (PT) de terrorista e assaltante de bancos. Até o partido dela tirou nota condenando a atitude da filiada. Nas conversas ontem sobre o debate só se falava em duas coisas: a péssima atuação do candidato João Alves Filho (DEM) e o destempero de Avilete Cruz. Que horror!

 

Título na mão

 

E aí, já localizou o título de eleitor no meio da papelada da gaveta? Pois procure logo porque se encontrar dificuldade para achá-lo, só tem hoje para ir a um cartório solicitar um título novo. Sem ele, há o risco de o mesário impedir que você vote nas eleições de domingo. O Supremo Tribunal Federal pode decidir nesta quinta que a ausência do título não impedirá o eleitor de votar, desde que tenha um documento de identificação com foto. Mas, pelo sim e pelo não, é bom procurar logo o seu título.

 

Nova cidadã

 

A Câmara Municipal de Aracaju promoveu ontem uma sessão solene para homenagear, com o Título de Cidadã aracajuana, a diretora da redação do Jornal da Cidade, jornalista Acácia Trindade. Autoridades sergipanas, comunicadores, amigos e familiares da homenageada lotaram o plenário do Legislativo para aplaudir Acácia, uma boquinhense com grandes serviços prestados à comunicação sergipana. Parabéns, amiga!

 

De olho nos saques

 

Aquele político que ainda não sacou o dinheiro para comprar votos pode ficar na mão. É que a Procuradoria da República em Sergipe pediu que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) obrigue os bancos a proibirem os saques acima de R$ 20 mil de hoje até a próxima segunda-feira. A ação cautelar requer ainda que os bancos sejam obrigados a informar ao TRE todos os saques acima de R$ 10 mil. O objetivo é coibir a compra de votos neste período que precede as eleições.

 

Cabeça a cabeça

 

É grande o volume de apostas para senador. As mais caras estão relacionadas à acirrada disputa entre Albano Franco (PSDB) e Eduardo Amorim (PSC). O maior volume de apostas ocorre em Itabaiana. Quanto ao pleito para governador, pouca gente tem arriscado uma ‘fezinha’ por achar que Marcelo Déda (PT) vencerá o demista João Alves Filho. Os simpatizantes do demista só aceitam apostar recebendo uma boa vantagem em votos. Esse temor é provocado pelas sucessivas pesquisas dando como certa a vitória de Déda.

 

Nova mensagem

 

E o candidato a senador Gugu Liberato (PRTB) renovou sua mensagem no Programa Eleitoral Gratuito. Ontem, ele apareceu na televisão agradecendo aos que trabalharam em favor de sua candidatura. Foi a única vez, durante toda a campanha, que o rapaz trocou a mensagem aos eleitores, caso único em todo o processo eleitoral. Gugu preferiu aparecer o tempo todo propondo que as pessoas peçam votos “ao papai e a mamãe, ao vovô e a vovó…” Que pobreza!

 

Nova pesquisa

 

A TV Sergipe divulga no próximo sábado mais uma pesquisa para governador, senador e presidente da república, Encomendada ao Ibope, a consulta já está sendo feita em vários municípios sergipanos. Em todas as pesquisas contratadas pela TV Sergipe, Marcelo Déda (PT) aparece na liderança, seguido por João Alves Filho. Para o Senado, contudo, a situação mostrada pelas consultas anteriores é de empate entre Albano Franco e Eduardo Amorim.

 

Desempregados

 

Os milhares de seguradores de bandeiras que animam as ruas e avenidas de Sergipe vão perder a “boquinha” com a chegada das eleições. Muitos ainda ganharão uma ‘graninha’ para trabalhar no domingo como fiscais dos partidos, mas na próxima segunda todos voltarão à triste condição de desempregados. A maioria não conseguirá nem falar com o candidato que lhe pagou uma ‘miséria’ para segurar bandeiras debaixo do sol e da chuva. Terrível!

 

Conserto do baú

 

A coluna recebe justo reparo do ex-prefeito de Aracaju, João Augusto Gama da Silva (PMDB), sobre o “Do Baú Político” da última terça-feira. Diz ele que o suplente do senador Gilvan Rocha, eleito em 1974, foi Antônio Tavares e não Lucilo da Costa Pinto como, equivocadamente, informamos. Este último emprestou seu nome como suplente em 1970, quando o candidato ao Senado pelo MDB foi Oviêdo Teixeira. No mais – como a dificuldade do partido para encontrar alguém disposto a ser suplente e a viagem de Costa Pinto ao Rio -, o relato “Do Baú” está correto.

 

Do baú político

 

A caminhada do MDB na campanha 1966, foi muito mais difícil do que o estreito caminho percorrido pelo partido em 1974, com o diferencial de que nesta última tentativa o sacrifício resultou na eleição do jovem médico Gilvan Rocha. As dificuldades do PMDB em 1966 são muito bem narradas pelo professor Ibarê Dantas, em seu livro ‘A Tutela Militar em Sergipe 1964/1984’. Escreve ele: “Segundo José Carlos Teixeira, ninguém se habilitava à candidatura, até que, na véspera da convenção, ele conseguiu que o seu pai aceitasse concorrer para que a chapa não ficasse em branco, enquanto Antônio Tavares concorda em figurar, mas apenas como suplente”. Era uma quadra difícil. A ditadura militar, capitaneada pelo ditador Castelo Branco, fazia de tudo para dificultar a vida dos opositores ao regime, a ponto de ter fechado o Congresso um mês antes das eleições. Não bastasse a exagerada repressão, os governistas sergipanos comprovam votos a torto e a direito. Veja o que escreveu o professor Bonifácio Fortes sobre as eleições de 1066: “Nunca se gastou tanto dinheiro em troca de votos, nem se viu tanta corrupção como neste pleito”. Responda rápido: A constatação de Bonifácio sobre a compra de votos lembra alguma outra disputa para senador em Sergipe?

 

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