MESMICE NO RÁDIO E NA TV

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Conversava esta semana com um grupo de amigos marqueteiros, acostumados a trabalhar em campanhas políticas em Sergipe, e achei interessante várias reflexões postas à mesa. Eles chamaram a atenção para a mesmice que deve pontuar os programas de rádio e televisão, a partir de 15 de agosto próximo, quando começam os programas eleitorais gratuitos nos diversos veículos de comunicação. Para eles, os discursos dos principais candidatos ao governo serão praticamente os mesmos que estamos acostumados a ouvir, campanha após campanha, sem grandes novidades retóricas.

 

João Alves Filho, por exemplo, deve atacar com o brilhante slogan “Avança Sergipe” – importado de outras plagas – como se o Estado de Sergipe não tivesse avançado absolutamente nada nos últimos quatro anos. A idéia central desse “novíssimo” slogan  passa, ainda que de forma subliminar, a infeliz idéia de que precisamos sair do atraso, já que temos que avançar. Não fosse João Alves o atual governador, poderia, quem sabe, apesar de arcaico, cair como uma luva aos propósitos de campanha.

 

Marcelo Déda, por sua vez, deve se apresentar com o surrado e desgastado discurso contra as “elites” sergipanas. Aliás, tema mais do que recorrente em seus 25 anos de carreira política. Isso mesmo, caro leitor, não se assuste! O “novo” na política sergipana lembra os aviões Boeing da saudosa VASP, com mais de 25 anos de uso.

 

Mas o que há de mal nisso? Como diria a moderna TAM, “todos nascemos para voar”. E, quem sabe, depois da festiva decolagem rumo ao governo, o candidato Marcelo Déda possa até marcar um GOL, dependendo da mudança de discurso que, convenhamos,  ninguém também agüenta mais.

 

Finalmente, o candidato João Fontes. Na avaliação dos marqueteiros, é ele quem tem tudo nas mãos para inovar nos programas gratuitos do TRE, no rádio e na televisão. Apesar do pouco tempo de exposição, apenas dois minutos, João Fontes poderá fazer a diferença com a apresentação de dados importantes sobre Sergipe e de frases criativas e de efeito com as incongruências de seus principais adversários, bem ao seu estilo.

 

Vamos aguardar, portanto, o horário gratuito do TRE para ver se as análíses desses meus amigos marqueteiros estão corretas… Ou se as observações foram por puro despeito.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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