Montevidéu – Surpreenda-se com a Ciudad Vieja

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Montevidéu, capital do Uruguai, não faz parte daquelas cidades das quais turistas que se prezam

Vista panorâmica de Montevidéu, do Monte Cerro. Fot Silvio Oliveira
não podem deixar de visitá-la, porém, o turista sente uma agradável surpresa ao conheça-la. Com 1,4 milhão de habitantes, ou seja, quase que um terço da população uruguaia, os trajetos da capital convergem para a Ciudad Vieja e para o Mercado del Puerto.

 

Um dos principais caminhos para levar a cidade é pela baía de Montevidéu, onde turistas desembarcam de navios advindos principalmente de Buenos Aires. Ao desembarcar, os visitantes percebem que Montevidéu é uma capital com ares provincianos, mas que tem muito a oferecer. Tipicamente regional, a milonga e candombe ditam o ritmo, enquanto aprecia-se nos bares e

Museu Miltar no Monte Cerro, ao entardecer. Foto: Silvio Oliveira
restaurantes uruguaios uma parrillada, churrasco assado à lenha, e o medio y médio, um típico aperitivo com gosto de espumante.

 

Quem chega de navio, nota a cidade assentada numa colina de 132m. Conta a história que essa elevação deu origem ao nome Montevidéu, cuja tradução livre seria “eu vi o monte”. Na colina denominada de Cerro fica o Museu Militar, ponto turístico onde se tem a vista privilegiada da cidade. De lá, observa-se o prédio das telecomunicações em formato de vela, que se destaca por suas laterais espelhadas e altura.

Mercado Del Puerto com a aduana, ao fundo. Foto: Silvio Oliveira

 

Na Ciudad Vieja o tour pode ser feito a pé passando pelas praças mais emblemáticas, por uma série de museus e de casas aristocráticas e por igrejas importantes. É lá que fica o Mercado del Puerto (esquina de Pérez Castellanos e Piedras) onde dezenas de restaurantes servem parrillada – tipos de carne assadas à lenha -, pescados e o medio y médio – drinque à base de vinho com gosto bem parecido dos espumantes -,  além de encontrar os refinados artesanatos feitos de couro. Pólo gastronômico, o mercado possui uma estrutura de ferro erguida entre 1865 e 1869, denunciando que ali foi uma estação ferroviária, com um relógio pontuando o marco central.

Ruas largas e bem arborizadas em direção a Avenida 18 de Julio. Foto: Silvio Oliveira

 

Na praça da Matriz tem-se diversos prédios monumentais, a começar pela catedral de Montevidéu ou Matriz. Os registros asseguram que a igreja tem a idade das edificações pioneiras de Montevidéu, de 1726, mas foi reedificada entre 1790 e 1804. No largo da Matriz há uma feirinha onde se compra de tudo e avista-se o antigo Cabildo, hoje abrigando o Museu e Arquivo Histórico Municipal.

 

Pode-se percorrer a avenida Sarandí, uma rua projetada para pedestres, que fica entre as praça da Matriz e da Independência. Nas travessas perpendiculares estão galerias de arte, antiquários e

Teatro Solís. Foto: Silvio Oliveira
uma zona comercial moderna. Cafés, restaurantes e livrarias convidam ao descanso, além da famosa sorveteria Freddo, também encontrada em Buenos Aires.

 

A próxima parada é o clássico teatro Solís, referência em espetáculos de música erudita e que fica entre a esquina das ruas Buenos Aires, Juncal e Reconquista. Bem pertinho dali fica a tradicional tangueria Fun Fun, onde o uruguaio Carlos Gardel era freqüentador assíduo, dentre outras personalidades. A milonga, o tango, o candombe e outros ritmos regionais ditam o som da noite no local.

Praça Independência com a estátua equestre de Artigas e o palácio Salvo em dia de neblina: Foto Silvio Oliveira

 

Entre esquina da Sarandí e Juncal está a Puerta de la Ciudadela, um pórtico de gosto arquitetônico duvidoso entre a Sarandí e a praça Independência – epicentro da velha cidadela, cujas linhas arquitetônicas remontam a 1836.

No meio da praça, fica a estátua eqüestre do general Artigas. Desenhando o conjunto, o Radisson é o primeiro hotel cinco estrelas de Montevidéu e o palácio Salvo, prédio de residências e escritórios datado de 1922 e que já foi a edificação mais alta da América Latina. Também fica no passeio público a nova e a velha sede da Presidência da República.

Bairro Pocitos. Mordenidade e luxo. Foto: Silvio Oliveira

Caminhar pela 18 de Julio é perceber que a avenida significa a principal artéria da cidade. Há lojas, cafés e as tradicionais chiviterias, onde se degusta os conhecidos chivitos – sanduíches uruguaios de carne, frango ou queijo e presunto, acompanhado de fritas. Caminhe lentamente. Entre no cotidiano uruguaio. Só assim se começa a entender e a curtir Montevidéu. A cidade revela-se uma agradável surpresa.

Registros

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Silvio Oliveira

Dicas de Viagem

Montevidéu não é somente Ciudad Vieja (Cidade Velha). Há os bairros de Pocitos e Punta Carretas, onde fica a parte moderna da cidade com prédios altos, shopping centeres e mansões.

 

As ramblas (orla marítima) possuem poucos bares, mas são bem freqüentadas, porém, a cor do mar e os fortes ventos não são tão atraentes assim.

 

Vale ressaltar que as praças e parques montevideanos são bem cuidados e as ruas arborizadas, principalmente com palmeiras típicas da região. Os parques reservam bons passeios.

 

Veja como o consumo de mate é tradicional entre os uruguaios. A bomba e a cuia parecem está enquadrados no vestuário dos nativos.

Vá até o bairro do Prado. O ar retrô deixa os visitantes meio nostálgico. Inúmeras mansões e castelos fazem da região ponto turístico, mas muitas edificações estão abandonadas e pinchadas.

Um peso uruguaio vale um pouco mais que dez reais. Há locais bastante convidativos para alimentação e compra de artefatos de couro e lã, porém, não se engane. A inflação no país faz com que os preços subam e muitos produtos têm o mesmo valor que os brasileiros.

Piriápolis e Punta del Leste são balneários famosos e destinos bem procurados para quem se hospeda em Montevidéu. Vale a pena visitar também a Colônia del Sacramento.

Na Bagagem

O Instituto Federal de Sergipe, antigo Cefet, abriu inscrições para o processo seletivo do curso de Guia de Turismo. A instituição oferece 80 vagas para o curso noturno e a inscrição custa R$ 35, podendo ser feita até o dia 12/08 através do site www.ifs.edu.br, no link “cursos subseqüentes”. A prova acontece no dia 24/10.

Garanhuns e Gravatá são destinos inclusos no roteiro de frio em Pernambuco. Martins e Cerro Corá tem festivais de inverno no Rio Grande do Norte. Nossa Senhora da Glória poderia ser o destino frio dos sergipanos nesta temporada do ano, quando os termômetros podem marcar menos de 20º. A dica está posta.

A Stok Car acontece no período de 14 e 15 de agosto, em Salvador (BA). A Brisamar Turismo está com um pacote composto de ingresso, hospedagem e transporte ao preço de R$ 280, parcelado em duas vezes.

Seguindo o marketing de alguns resorts do Nordeste, o Eurosol Tibau Resort sediado em Natal (RN) está fornecendo o combustível no mês de julho para quem deseja visita-lo. A promoção chama-se “Combustível de Cortesia” e inclui diária e um jantar temático.

 Ao fazer o check in observe se foi colocada a etiqueta de destino na bagagem. O número de extravio tem crescido nos aeroportos do país, principalmente, por motivo de malas sem etiqueta e sem identificação.

O Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco irá analisar, entre os dias 25 de julho a 3 de agosto, o processo de concessão do título de Patrimônio Munidal da Unesco à praça São Francisco, em São Cristóvão (SE). Até o momento são 878 locais considerados de relevância histórica mundial, em 148 países.

Passaporte

Casapueblo – Maldonado – Uruguai

O artista uruguaio Carlos Páez Vilaró construiu sua casa de verão numa encosta da Punta Ballena,

Casapueblo construída num penhasco à beira da Punta Ballena
província de Maldonado, e hoje é um dos pontos mais visitados do Uruguai. O complexo denominado de cidadela-escultura inclui museu, restaurante, galeria de arte e um hotel chamado hotel Casapueblo.

O local recebe diversas autoridades mundiais, quando passam para o balneário de Punta del Leste. Também há um clima saudosista em uma das salas, ao homenagear Carlos Miguel (filho do artista), um dos dezesseis uruguaios sobreviventes do acidente aéreo da Força Aérea Uruguaia Voo 571, que caiu nos Andes em 13 de outubro de 1972.

Fotos: Silvio Oliveira

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