Mudanças na PMA em janeiro

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E o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira vai promover uma reforma no secretariado no próximo mês. Edvaldo disse que ainda não tem a dimensão certa do tamanho da reforma que poderá ser pequena, mas também grande.

Segundo Edvaldo Nogueira a partir de 2011 se inicia um novo desafio à frente da Prefeitura Municipal de Aracaju, que necessitará de uma máquina administrativa onde todos tenham a consciência da importância da consolidação do modelo administrativo atual. Questionado sobre seu futuro político a partir de 2013, Edvaldo disse que sua preocupação maior neste momento é realizar nestes últimos anos uma administração vitoriosa, consolidando as mudanças que vêm sendo implementadas gradativamente desde 2001.

 

O prefeito anunciou também que a depender do comportamento da receita municipal cumprirá dois compromissos feitos na última campanha: a criação de um órgão destinado ao meio ambiente e uma secretaria destinada ao esporte em Aracaju. Outra pasta que pode ser criada é a da Defesa Social reunindo a Defesa Civil e a Guarda Municipal, que hoje são subordinadas a secretaria municipal de governo.

 

O resultado eleitoral deste ano em Aracaju mexeu com todo o grupo governista, tanto na esfera estadual como municipal. Edvaldo sabe que para sobreviver politicamente após o mandato de prefeito, que acaba em 2012 é preciso aproveitar estes últimos dois anos e consolidar a sua administração.

 

Será uma prova decisiva não só para ele, mas para todo o grupo político comandado por Marcelo Déda. Para este grupo continuar no comando da Prefeitura

precisará “costurar” um nome que una todos os interesses. E mais do que isso, este nome terá que convencer a maioria do eleitorado aracajuano da necessidade de continuar com a parceria entre os governos federal, estadual e municipal. E os dois últimos anos da administração de Edvaldo terão papel fundamental no resultado eleitoral de 2012.

 

 

O Modo petista de governar I

Este é o título de um livro, editado em 1992 pelo Diretório Regional de São Paulo do Partido dos Trabalhadores, portanto numa época em que a citada agremiação partidária, fundada em 1979 sob a inspiração de Lula, o metalúrgico, era, reconhecidamente, um partido político que se diferenciava dos até então existentes no Brasil. Ao contrário de quase todos que o antecederam, o PT fora criado a partir das bases. E não de cima para baixo. O Diretório Regional de São Paulo publicou uma série intitulada “Cadernos de Teoria e Debate”, organizada por Jorge Bittar.

 

O Modo petista de governar II

 A referida publicação constituía-se em uma espécie de “Bíblia”, um guia especial, um roteiro a ser seguido pelos candidatos eleitos pela legenda. Curiosamente, observamos que, dentre vários capítulos específicos, que começam por Abastecimento, Administração e Assistência Social, Cultura, Educação, Finanças e Orçamento, Habitação, Meio Ambiente e Participação Popular, chegando a Saneamento, Saúde e Transportes.

 

O Modo petista de governar III

Mas não existe, na obra citada, um capítulo dedicado ao Turismo, setor para o qual foi criado um chavão: a indústria sem chaminés. De 1992 a 2006, ano em que Marcelo Déda elegeu-se governador de Sergipe, transcorreu um período de 14 anos. Claro que muita coisa mudou. Tanto assim é que, mesmo sem ser uma prioridade administrativa/estratégica, funcionou uma Secretaria de Turismo, que foi ocupada pelo ex-prefeito João Augusto Gama, grande aliado de Déda. Algum tempo depois, o governador que foi reeleito agora em 2010 aplicou um método interessante para resolver a falta de ação no setor. Ou seja, procedeu com o fez o fazendeiro de uma estória muito contada: para acabar com os carrapatos, matou a vaca. Ou seja, extinguiu a Secretaria de Turismo.

 

O Modo petista de governar IV

 O tempo passa, o tempo voa, mas, infelizmente, o nosso turismo não está numa boa. O Brasil vai sediar, em 2014, uma Copa do Mundo de futebol, um dos mais atrativos espetáculos do planeta Terra. Dois anos depois, em 2016, o Rio de Janeiro sediará uma Olimpíada. Investimentos e mais investimentos são anunciados pelos governos, nos três níveis. Parcerias público/privadas serão colocadas em prática. E em todo este contexto, não admite controvérsias a tese de que o Turismo continua sendo um setor importantíssimo na geração de emprego e renda. Assim sendo, senhor governador, pergunta-se, respeitosamente: Não seria a hora de ressuscitar a vaca?

 

14 novas indústrias

No tradicional almoço de final de ano da Federação das Indústrias de Sergipe – Fies, o governador Marcelo Déda anunciou 14 novas indústrias que se instalarão no Estado, além de lançar oficialmente o edital do programa Inova-SE, que deverá financiar atividades de pesquisa e desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores para as empresas sergipanas. As 14 indústrias têm a previsão da geração de 543 empregos, e um investimento de R$ 46,6 milhões.

 

Balanço I

Ao falar na solenidade, o secretário do Desenvolvimento Econômico, Jorge Santana,

Aproveitou para fazer um balanço dos quatro anos do atual governo na área. Ele apresentou números expressivos que revelam o êxito da política de desenvolvimento industrial implantada na atual administração, no apoio aos arranjos produtivos e às micro e pequenas empresas, além de conquistas importantes para a pesquisa e inovação tecnológica em Sergipe.

 

Balanço II

Jorge Santana também apresentou um balanço que aponta para um total de 110 indústrias implantadas ou em implantação desde 2007, representando investimentos que atingem a cifra de R$ 1,067 bilhão, além de promover a geração de 12.883 empregos. Todos esses resultados foram sacramentados com a aprovação da nossa Zona de Processamento de Exportação (ZPE) na Barra dos Coqueiros, que dará um novo significado à nossa política de desenvolvimento, anunciou o secretário.

 

Imprensa e “imprensa” I

Aos leitores. Este blog não tem receio de debater com ninguém, principalmente um que acha que o jornalismo deve passar pelo crivo dele. Em Sergipe, todo mundo se conhece e sabe mundo bem quem realmente faz o papel da verdadeira imprensa e aqueles que, até pouco tempo, viviam nos corredores dos palácios diariamente em busca de benefícios escusos.

 

Imprensa e “imprensa” II

É ético, por exemplo, o caso do “profissional”  de “imprensa” que, entre outras coisas, apresenta certidão adulterada do INSS para receber dinheiro de prefeituras, como por exemplo, da Prefeitura de Pirambu. Para refrescar o blog vai republicar em breve trechos do relatório do MPE e da intervenção de Pirambu.

 

Imprensa e “imprensa”  III

Ou então que criava institutos de pesquisas (por telefone) para ganhar “rios” de dinheiros nas campanhas eleitorais. Pesquisas que eram feitas e publicadas pelo “profissional” na coluna em um jornal diário de grande circulação que já foi extinto. Sem falar nas pressões e chantagens para assinar um, diga-se assim, “informativo” que fechou por desuso do aparelho de fax.  É importante para abrir o debate sobre alguns profissionais da imprensa. E discurso de perseguição e vitima não cabe bem para quem tem manchas profundas pelo caminho.

 

Nesta sábado,11, Encontro no Costa e Silva

Será nesta sábado, 11, a partir das 15h, o I Encontro de Gerações do Costão – Colégio Estadual Costa e Silva – que completou 40 anos. A entrada é apenas um quilo de alimentos. Diversos ex-alunos e ex-professores já confirmaram presença, a exemplo do ex-jogador do Sergipe da década de 70, Rubens, o jornalista Eugênio Nascimento, Chico Dantas (Detran), Jorge Carvalho (professor e jornalista), Genisson Silva (advogado), Paulo Bedeu, Gilson Doria e o vice-prefeito Silvio Santos, entre outros.

 

Antônio Rogério e Núbia Faro

E as atrações são especiais: Antônio Rogério e Núbia Faro. Mais informações no twitter do organizador, o ex-aluno e presidente do grêmio estudantil Max Prejuizo: http://twitter.com/maxprejuizo

 

Mulheres e liderança

Reportagem publicada na última edição da revista NEWSWEEK destaca o papel cada vez mais importante das mulheres na luta contra o aquecimento global. Segundo a interessante matéria, após a crise financeira mundial as lideranças femininas ocupam um espaço que é dividido entre a recuperação econômica e a tarefa de preservar o meio ambiente. Depois de Davos, na Suiça, e do fracasso total em Copenhague, na Dinamarca, um novo esforço desenvolve-se em Cancun, no México. Mas os principais emissores de elementos poluidores da atmosfera e dos mares unem-se outra vez, para evitar um acordo entre eles e os países emergentes. Vandana Shiva, ativista indiana, declarou à imprensa internacional que as mulheres estão se empenhando na defesa do desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que fortalecem o seu poder, em todo o mundo.

 

Lançamento mundial

O terceiro filme da série AS CRÔNICAS DE NÁRNIA, baseada na obra de C.S. Lewis, teve lançamento mundial ontem, sexta-feira. O novo episódio tem no elenco Georgie Henley e Skandar Keynes. O título em inglês é “The voyage of the Dawn Treader” – (A Viagem do Peregrino da Alvorada). Segundo a crítica americana, não se pode dizer que esse último capítulo é um total desastre. Mas ele não é tão emocionante e memorável quanto se esperava. Em exibição no Cinemark.

 

Centenário de Noel Rosa

Comemora-se neste sábado o centenário de nascimento de Noel Rosa, um dos principais nomes da MPB – Música Popular Brasileira. Vários programas especiais foram produzidos pelas redes de televisão do país para marcar a importante data.

 

Novo Vírus

O Ministério da Saúde detectou três casos do vírus CHIKUNGUNYA, transmitido pelo mosquito da dengue, o AEDES AEGYPTI. De baixo poder letal, seus efeitos podem durar até seis meses. O novo vírus também ocorre na África.

 

DO LEITOR

 

Sobre Noel Rosa

E-mail de Ricardo Rodrigues: Sou seu leitor diário desde quando surgiu o Blog em 2006. Hoje estou há 1 ano morando em Minas Gerais, depois de ficar 7 por aí. Nasci em Vila Isabel, berço do samba de Noel e Martinho, apesar de ser Salgueirense. Por ironia do destino nasci no mesmo mês de Noel, o dia 17. Fico feliz por alguém lembrar das coisas boas da “cidade maravilhosa”. Me recordo quando ainda pequeno, na famosa Praça Sete em Vila Isabel, onde o samba acontecia, dos ensaios da Vila Isabel (Escola de Samba),do verdadeiro samba na Praça, etc. Isso lá pelos meados dos anos 60. No Carnaval, a avenida 28 de setembro era palco dos desfiles de blocos, as famílias nas calçadas, nas casas e eu ali, menino fantasiado de índio. E o antigo “Supermercado Mar e Terra” era referência de encontro. Hoje esta harmonia se transformou em que? Na verdade em que o Rio se transformou? Por isso adotei Aracaju como minha terra e em breve estarei aí novamente. Mas o Rio sempre será o Rio!”

 

MPE e o CIC (Casa de shows agora)

Do leitor Francisco: “É bom ver o Ministério Público em ação no tocante ao meio ambiente e poluição sonora. Na manhã de hoje a imprensa publica uma ação contra o GBarbosa se referindo aos exaustores e condensadores que tem prejudicado a população da farolândia, um excelente trabalho. Mas quem mora nas imediações do Centro de Convenções de Sergipe tem sofrido com as festas realizadas naquele local, com bandas e diversos bailes que ali vem sendo realizados. Lembro-me que até pouco tempo alguns bares na região da atalaia tiveram que se adequar as normas para que os mesmos pudessem apresentar shows e algumas bandas. Mas a pergunta é o Centro de Convenções tem licença ambiental para esse tipo de evento ou porque faz parte do Governo do Estado não precisa? Ou porque as festas ali realizadas são de bacanas e autoridades? Será que os moradores daquela região também não podem descansar nos finais de semana? Bom acredito que o MP não tinha conhecimento mas outros órgãos até participam orientando o trânsito, segurança e tudo mais e agora já podem fiscalizar. Com a palavra a Sedetec”.

 

ARTIGOS

 

O jardim suspenso do mercado municipal de Aracaju e os especialistas em economizar energia – Romualdo Alves de Menezes

 

Sou freqüentador quase que diariamente do mercado municipal Antonio Franco e como morador dessa cidade linda que é Aracaju, gostaria de mostrar minha indignação quanto ao estado de abandono que se encontra, tanto o relógio do mercado, como o telhado de acrílico. No relógio tem um jardim suspenso, não o jardim da babilônia, afinal o da Babilônia foi considerada uma das sete maravilhas do mundo, já o jardim do relógio municipal é de fazer vergonha a qualquer sergipano, imagine um turista vendo a obra de arte. Será que não tem um servidor da prefeitura ou mesmo um comerciante que arrume uma escada e retirei os matos que estão tomando conta do relógio do mercado Antonio Franco De uma arquitetura bonita e bem planejada, está ficando abandonada por todos inclusive pelos donos de pontos comerciais(pois estão todos os dias vendo a escultura e são responsáveis, afinal vivem da beleza arquitetônica) no referido mercado. Falar em funcionar o relógio então, deve ser de estremecer o responsável pela construção do mercado.

 

Outro assunto muito triste prezado Cláudio Nunes é o teto que foi colocado quando da reforma do mercado(acredito que no governo de Gama). A estrutura toda em acrílico para facilitar a passagem dos raios solares e conseqüentemente a economia de energia elétrica, está sendo “inteligentemente”, trocada quando estragada, por folhas de zinco, isso mesmo folhas de zinco, que além de proporcionar calor absurdo ao ambiente do mercado municipal, fará aumentar os gastos do poder público com a utilização de energia elétrica, haja vista que a quantidade de peças do telhado de acrílico que está se deteriorando é grande e os sábios da empresa municipal responsável pelo mercado estão mudando a arquitetura do tão festejado mercado Antonio Franco para as placas de zinco. Acredito que as pessoas que passam no térreo do mercado não tenham noção do que está acontecendo, agora quem sobe as escadas para admirar do alto, o mercado, a cidade da Barra dos Coqueiros, beber ou almoçar em um dos restaurantes que existem no andar superior, deve se deparar com o estado de penúria em que estão o relógio que não funciona, o seu jardim suspenso e o telhado do mercado Antonio Franco, que sem bairrismo dá de 1000 a zero no mercado modelo e em muitos existentes no Brasil.

 

Quero também nessa oportunidade, agradecer a própria prefeitura pela espetacular obra do Banho Doce. Falta agora só as empresas de turismo existentes em nosso estado, explorarem o potencial da estrutura ali implantada. Um poço que foi perfurado em 1947, com seiscentos metros de profundidade e na praia, não tem. Até hoje ainda não vi um veículo, tanto pequeno ou mesmo de médio porte de uma empresa de turismo estacionado ao longo da praia. Fosse em outro estado?????? Seria algo de extraordinário.

 

 

Da Globalização de Mercado à Globalização da Riqueza – Prof. José Rodrigues Amado*

Analisando as crises que sacudiram a economia mundial, vamos constatar que foram decorrentes de desequilíbrios entre a economia real e a economia monetária, que pode ocorrer por dinheiro demais produtos de menos ou produtos demais dinheiro de menos. O que se tem constatado, entretanto, e que as grandes crises ocorreram, exatamente, pela última razão; retração na demanda agregada, ou seja, redução da procura por bens e serviços por parte das famílias e, neste caso, a solução é simples, adota-se medidas que elevem a demanda agregada. A cartilha econômica indica neste caso, o uso de politica monetária e/ou politica fiscal. Por politica monetária entende-se emissão de moeda, redução do compulsório bancário, recompra de títulos públicos, redução da taxa de redesconto bancário ou ainda redução da taxa de juros ou mesmo uma política de crédito mais flexível e por politica fiscal entende-se a elevação do gasto de governo ou a redução na carga tributária. Esses são os instrumentos clássicos para alavancar a demanda.

E por quê, em se conhecendo o remédio, se permite que a economia descambe para a recessão? Ocorre que são medidas cuja a eficacia esta diretamente relacionada com a antecedência de sua adoção e que devem ser implementadas aos primeiros sintomas, antes que os agentes econômicos, numa atitude de preservação, retraiam-se parcimoniosamente recrudescendo o quadro. Os compêndios de economia chama essa retração de “paradoxo da parcimônia” explicando quando a poupança é prejudicial à economia. Um exemplo tipico desse paradoxo é a economia japonesa que, anda hoje, amarga uma crise que se iniciou em meados dos anos 70, após um espantoso crescimento que durou mais de 20 anos. A depressão é isso: instalado o quadro depressivo, o esforço de recuperação deixa de ser meramente econômico para ser também psicológico. É preciso que os agentes econômicos voltem a acreditar que a economia está recuperada e que voltou a crescer. Quando uma economia encontra-se nesta encruzilhada, até uma vigiada inflação é um instrumento válido para desentesourar o dinheiro (ninguém guarda dinheiro sabendo que ele vai perder poder de compra).

Mas, pode ocorrer que se aplique todo o arsenal acadêmico anti – recessivo e a economia insista em não responder, evidenciando um quadro de falência de confiança dos agentes econômicos conhecido por “armadilha da liquidez”, que vem a ser, grosseiramente, dinheiro demais no sistema, mas que, nem assim, os agentes econômicos animam-se a gastar. Vamos buscar também no Japão o exemplo para esse cenário. O Japão passou a conviver com essa realidade a partir de meados dos anos setenta e, anda hoje, não se recuperou totalmente. Esse é um quadro típico de economias maduras, de baixo crescimento demográfico, população envelhecida, demandas sociais satisfeitas.

Dificilmente isto ocorreria numa economia de países emergentes, a exemplo do Brasil. Nestas economias a estrutura produtiva não possui escala suficiente para atender a demanda interna e medidas anti-recessivas em doses elevadas pode resultar em um quadro inflacionário. Logo dificilmente haverá um quadro de “armadilha de liquidez”. São países de população jovem, com parcelas significativas da população fora do mercado, carentes de infra-estrutura, etc. Mas, mesmo países com estas características, podem apresentar quandro recessivo; o Brasil na década de 80. É isso se pode dar, por uma política rigorosa de combate a inflação: controle de crédito, arrocho salarial, alta taxa de juros, busca de equilíbrio fiscal, entre outras medidas.

Explicitados estes conceitos, façamos, com propósito meramente especulativo, o seguinte questionamento: ora, sendo as grandes depressões da economia capitalista decorrentes de retração da demanda agregada, ou seja, mais oferta que demanda que, por princípio, deveria provocar uma redução nos preços promovendo o equilíbrio de mercado num patamar de preços mais reduzido, mas que, contrariando a teoria, não é exatamente o que ocorre, sendo a correção feita através de uma decisão exógena de aumento da liquidez, ou seja, de uma política expansionista do governo, que, em ultima análise significa, mais dinheiro nas mãos das famílias, o que pode ser obtido, inclusive, com a emissão de moeda que, quando na medida certa, não expõe a economia ao risco de inflação. Mas, considerando ainda, que a retração de demanda ocorre, nessas situações, por uma decisão, não induzida, das famílias, pressupõe que elas estejam confortáveis, liberando, sem sacrifícios, o excedente da produção.

Sendo, os grandes problemas das economias em depressão que tem por causa a retração na demanda agregada, a manutenção interna do nível de emprego e da renda, isto nos leva a supor, ser possível contornar, em parte, pelo menos, para o grande segmento da indústria de bens de consumo corrente, a colocação do excedente no mercado externo, especialmente, para regiões carentes e que apresentem populações com baixo nível de bem-estar e até déficit de colorias. Isso é possível desde que se adote uma política cambial inteligente, subsidiando as exportações à países com elevado grau de pobreza procedendo-se, assim, uma globalizada distribuição de riqueza, com a vantagem de se manter internamente o nível de emprego e da renda.

* Economista graduado pela Universidade Federal de Sergipe – UFS (http://www.jrodriguesamado.blogspot.com)

 

Blog no twitter: www.twitter.com/BlogClaudioNun

 

Frase do Dia

“O perigo constante é abrir a porta para a ganância, um de nossos inimigos mais incansáveis. É aí que se deve pôr em prática o verdadeiro trabalho da mente.” Dalai Lama.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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