Na epidemia do Marketing Viral

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Ele chuta decidido, mas não marca gol. Ao invés disso, a bola acerta bem na trave. Parece algo incomum para um craque de fama internacional – especialmente para ele, o muito bem pago Ronaldinho Gaúcho –, ainda mais diante de um campo vazio. Então, vem o segundo chute: trave, mais uma vez. ‘Foi coincidência ou proposital?’, começa a questionar o espectador. O terceiro e o quarto chutes fazem o tira-teima: trave, precisamente!

A cena acima se passa em um vídeo com ar de amador que circula na internet já há alguns anos. Muita gente acha a mira do jogador curiosa e com um quê de sensacional, repassando o material adiante. Como resultado, temos um conteúdo com altíssima disseminação espontânea pelos internautas, que, mesmo sem querer, acabam auxiliando na difusão de uma marca. Está criado, então, o astroturfing perfeito e lançadas as bases para a viralização deste material, justamente o propósito do Marketing Viral.

A própria nomenclatura deste tipo de ação mercadológica vem da semelhança entre ela e uma epidemia: o vírus se espalha rápido e de uma pessoa para outra. Assim também o faz um conteúdo bem sucedido do Marketing Viral, que tem na internet o local perfeito para a sua ‘proliferação’. Afinal, na web, geralmente, um internauta está diretamente conectado a centenas ou milhares de outros indivíduos, podendo “curtir” e “compartilhar” este ‘vírus digital’, sem restrições.

No exemplo do Ronaldinho Gaúcho, não importam as discussões sobre supostas armações na execução do vídeo e se a proeza do atleta é ou não genuína. A Nike, tida como a real autora do vídeo, deve concordar muito bem com isso. Afinal, é dela a chuteira nada coincidentemente emprestada ao jogador no início do vídeo. Também é dela a marca exibida algumas boas vezes ao fundo da tela, mascarada como outra publicidade qualquer do estádio, mas repetidamente saltando aos nossos olhos – especialmente, nos momentos e locais mais estratégicos, como atrás do próprio gol.

O aspecto amador do material, filmado sem grandes produções, também é pura estratégia. Tem o poder de reduzir eventuais barreiras do espectador quanto a publicidades tradicionais e, consequentemente, envolvê-lo com maior eficiência na trama. Mais uma vez, ponto para a Nike, que, só em uma das vá(áááááá)rias postagens deste conteúdo na web, acumulou mais de 2,5 milhões de visualizações, assegurando um ROI (Retorno sobre Investimento) espetacular.

Um outro viral interessante cita a marca Super Bonder. No vídeo, com aspecto igualmente amador, um rapaz cola diversas moedas no chão. E isto a céu aberto, na calçada de uma avenida movimentada. Os transeuntes, claro, tentam fervorosamente arrancar as benditas moedas, obviamente sem o menor sucesso, evidenciando a eficiência do produto. Curioso, divertido e com alto poder de viralização. Ficou interessado em ver mais este exemplo de Marketing Viral? É só dar o play e conferir:

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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