Nada muda

0

A posse de três secretários estaduais não muda nada no governo, pois os empossados já faziam parte da máquina administrativa. Na verdade, ocorreu apenas um pequeno remanejamento de dois auxiliares e o retorno de um outro que estava afastado desde 2012. Até abril próximo, o governador Jackson Barreto (PMDB) deverá trocar outras peças da engrenagem administrativa, porém esta mudança também não poderá ser considerada uma reforma do secretariado. Será apenas a substituição daqueles que deixarão o governo para disputar cargos eletivos. Portanto, as pequenas mudanças a serem feitas até dezembro não interferirão em nada no perfil político e administrativo do governo.

Todos querem

Setores da oposição começam a se preocupar com o grande interesse dos governistas pelos cargos majoritários a serem disputados agora em 2014. De repente, os partidos governistas passaram a disputar a condição de indicar candidatos a vice-governador e senador. Para muitos, esse exagerado interesse é um forte sinal de que cresce a expectativa de vitória do grupo governista nas eleições deste ano. Será?

Sem Terra

Mais de 500 camponeses de Sergipe estão participando em Brasília do 6º Congresso Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Aberto ontem, o evento objetiva discutir e fazer um balanço da atual situação do movimento, traçar novas formas de luta pela terra, reforma agrária e transformações sociais. Até a próxima sexta-feira, serão debatidos os desafios de organização do movimento, o papel político dos assentamentos e a participação da mulher e dos jovens.

JB promete

E o governador Jackson Barreto (PMDB) promete que até maio deve anunciar um reajustezinho salarial para os servidores estaduais. Segundo ele, a equipe técnica do governo vem analisando as finanças nos mínimos detalhes, devendo concluir os estudos até abril próximo. Resta saber se o benefício será retroativo a 2012, pois há dois anos os servidores não sabem o que é reajuste salarial.

Pá e cimento

Empresários e trabalhadores da construção civil já estão discutindo o acordo salarial da categoria, que tem o próximo 1º de março como data base. Segundo Raimundo Reis, presidente do Sindicato dos Trabalhadores, caso não se chegue a um acordo até lá, os operários podem entrar em greve, a exemplo do que ocorreu no ano passado. A proposta trabalhista defende, entre outros benefícios, reajuste salarial de 15%.

Inseguros

Assustados com a crescente violência, prefeitos sergipanos têm reivindicado mais policiais para seus municípios. Somente ontem, o secretário da Segurança, João Eloy, foi visitado pelos prefeitos de Pirambu, Élio Martins (PSC), e de Itaporanga, Maria das Graças (PSB). Os dois alegaram que os moradores estão desesperados com o crescimento do número de roubos, assaltos e assassinatos.

Processado

O presidente do PHS de São Cristóvão, Nélio Miguel Jr., está sendo processado pelo juiz de Direito Manoel Costa Neto. O magistrado se sentiu ofendido porque o político cobrou pelo Facebook providências para a remoção de uma cerca elétrica num órgão público. No processo, o juiz pede uma indenização de R$ 10 mil, dinheiro que Nélio diz não ter por ser desempregado.

Sucessão

O presidente estadual do PSB, deputado federal Valadares Filho, visitou ontem a sede do PSDB sergipano. Recebido pelos tucanos Roberto Góes e José Carlos Machado, o neossocialista discutiu sobre o atual momento político e as possibilidades de alianças para as eleições deste ano. Em nível nacional, PSB e PSDB trabalham com a hipótese de um apoiar o outro no 2º turno das eleições presidenciais.

Dívidas

O Conselho Monetário Nacional reabriu o prazo para renegociação de dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O prazo para pedir a renegociação havia terminado em 15 de outubro do ano passado. Agora, a adesão pode ocorrer até 30 de junho. A oportunidade de renegociação abrange dívidas de até R$ 30 mil por agricultor familiar.

Do baú político

No final da década de 70, o governador Augusto Franco autorizou a instalação de uma agência do Banco do Estado de Sergipe (Banese) no Rio de Janeiro, como parte da política de extensão da instituição bancária. Inaugurada com pompa na rua jornalista Orlando Dantas (não é o fundador da Gazeta de Sergipe), no bairro Botafogo, a pequena agência atendia basicamente sergipanos de passagem pela capital carioca. A falta de um maior policiamento na área contribuiu para que assaltantes descobrissem ali uma fonte de renda. Inicialmente era um ataque por mês, mas logo o Banese começou a ser “visitado” pelos bandidos semana sim, outra também. O Jornal do Brasil fez uma matéria mostrando que a agência bancária da rua Orlando Dantas era a mais assaltada do Rio, a ponto de a gerência reservar algum dinheiro exclusivamente para os assaltos. Diante da reportagem, o governador autorizou seu fechamento, para tristeza dos assaltantes.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais