NÃO HÁ MAIS ESPAÇO PARA NOSTALGIA NA POLÍTICA

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Sem querer ser nostálgico, lembrei-me daquele jingle do Banco Bamerindus que se tornou muito popular, há alguns anos, cujo refrão dizia: “O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa”. Na época, um belo comercial que traduzia a robustez de um excelente produto. Mas o tempo realmente passou voando e a poupança Bamerindus simplesmente desapareceu do mercado.

Assim também é a vida. Temos que aproveitar cada momento do presente, da melhor maneira possível, pois “o tempo passa, o tempo voa”… e nada será como ontem. O segredo dos deuses contado a Aquiles, em Tróia, traduz muito bem a efemeridade dela e a importância de sermos mortais – que é a nossa única certeza.

No meio político sergipano, no entanto, deparamo-nos com certas figuras carimbadas que se sentem verdadeiros deuses imortais. Já estão perto dos 70 anos e continuam a agir como se nada os atingisse (vai ver não eram clientes do Bamerindus). Querem porque querem continuar sendo os “donatários do pedaço”. Não aceitam qualquer tipo de renovação. Modernidade, para quê? Sequer sabem navegar na Internet! Portanto, terão dificuldades para ler este artigo. (Vão precisar dos puxa-sacos).

Imagine você, caro leitor, como Sergipe tem se mantido até agora refém do atraso. É obvio que vários fatores influenciaram na permanência desses senhores feudais em nossa política. Entre eles, a força do dinheiro – quase sempre público – e a pobreza do povo que, sem saúde, educação, segurança… comida, sempre fora presa fácil desse tipo de gente.

Mas não pense que há revolta nas considerações que faço. Muito pelo contrário. Há esperança. É que se começa a perceber, em todo o Estado, um sentimento crescente de mudança. É fato. Basta apenas que você circule pelo interior sergipano para constatá-lo.

A população cansou do blá-blá-blá, não suporta mais o cheiro do óleo de peroba que emana desses ilustres cidadãos durante as campanhas e quer simplesmente mudar para ver no que vai dar.

Comecei este artigo dizendo que não queria ser nostálgico. E não o fui. Até porque, na política de Sergipe, convenhamos, não há mais espaço para nostalgia.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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