No Brasil, os cuidados com o meio ambiente

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Nos últimos 40 anos, 60% dos dois milhões de km2 de Cerrado foram tomados pelas culturas de soja, algodão, milho e café e por pastagens plantadas com espécies africanas de gramíneas. Ricardo Machado, diretor do Programa Cerrado da entidade, afirma que, no final do ano passado, foi dado início a um estudo visando mensurar o estágio de degradação do bioma, a partir da comparação de mapas da vegetação existente nos anos de 1985, 1990 e 2002. 0 resultado foi um prognóstico alarmante, se mantida ao longo dos anos essa taxa de desmatamento, 0 cerrado vai desaparecer em 2030.

 

OS índices de desmatamento no cerrado têm sido historicamente superiores aos da Floresta Amazônica – ­são 2,6 campos de futebol por minuto -, mas os esforços de conservação são muito inferiores.

 

 

 

O cerrado é um bioma que concentra uma rica variedade de espécies, é uma região de grande importância para a economia do Brasil, um trunfo para o nosso país.

 

0 mundo inteiro se preocupa com a Amazônia, nós também nos preocupamos com a Amazônia, mas a caatinga e o cerrado têm pouca proteção.

 

O ecossistema, exclusivamente brasileiro, ocupa 11% (844.453 quilômetros quadrados) do território nacional, abrangendo parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e o norte de Minas Gerais. Esse bioma é responsável por grande riqueza de ambientes e espécies, com 932 tipos de plantas, 148 mamíferos e 510 aves.

 

O mapeamento das unidades de proteção mostrou que, atua1mente, 7% da área estão protegidos, mas apenas 1 % está em unidades de proteção e reservas indígenas. Os demais 6% fazem parte das Áreas de Proteção Ambienta1 (APAs), que não são consideradas de proteção efetiva.

 

O grande impacto da caatinga no meio ambiente decorre da extração de lenha para uso doméstico, para a produção de cerâmica e em siderúrgicas na Região Sudeste, mas é possível fazer o uso sem destruir o bioma.

 

Uma proposta de Política Nacional de Resíduos Sólidos, que está em tramitação no Congresso Nacional desde setembro de 2007, será um marco legal fundamental para que o Pais dê um tratamento sustentável para o lixo.

 

A proposta contempla todos os tipos de resíduos produzidos nas cidades como os industriais, rurais, hospitalares, da construção civil (que hoje representa 60% dos resíduos gerados no Brasil) e traz um mecanismo já usado por diversos paises “a logística reversa”, que transfere para  gerador de resíduo a responsabilidade pela coleta e destinação final. “Com a aprovação da lei essa não será mais uma responsabilidade só do prefeito”

 

Transformar cana, milho ou mandioca em biocombustível é um processo que consome energia. Entre três produtos pesquisados, a mandioca é o que proporciona “maior lucro energético”.

 

Agricultores do município de Independência (CE) são incentivados a aproveitar melhor o estrume produzido pelas criações de gado, ovinos e caprinos. 0 projeto, chamado “Aduba Sertão”, garante a recuperação de áreas degradadas e melhora a produtividade das lavouras.

 

Foi na Fazenda Rea1eza, em Independência que o “Aduba Sertão” começou. 0 rebanho de 180 mil cabeças de ovinos, caprinos e bovinos do lugar produzia uma quantidade enorme de esterco que até então era trocada por rapadura nos municípios da região.

 

Hoje, cento e vinte agricultores participam do “Aduba Sertão”. 0 produtor se cadastra e a Secretaria de Agricultura faz de graça o transporte do esterco. Para cada hectare de terra são utilizadas cinco toneladas de adubo. Antes de ir para a plantação, é feito o processo de fermentação na esterqueira.

 

Aparentemente não dá para ver nenhuma diferença na plantação. Mas quando se compara o resultado das espigas deste ano da para ver que o esterco faz a diferença.

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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