Norcon: Senhora do Tempo

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NORCON: SENHORA DO TEMPO

 

 

 

É glorioso ver e constatar quando empresários demonstram amor à sua terra. A festa dos 50 anos da Norcon, uma empresa com uma história que emociona, começando como empreiteira, e hoje se consolidando como uma das mais importantes do Brasil, foi uma prova disso. Caroline Teixeira, a responsável pelo marketing da empresa, pessoa com o rosto mais belo que já vi, depois de Nicole Kidman, mostrou toda a sua competência e glamour. Não poupou um detalhe sequer, das orquídeas verdes e rosas brancas e vermelhas, aos toaletes, puro bom gosto, consolidado pelas mãos desta que produziu uma das mais belas páginas de celebração em Sergipe. Os doces – ah! os doces, os canapés, as bebidas geladérrimas, tudo tão divino quanto a diva responsável Sônia Lima que não fica a dever a nenhum buffet nacional, com uma equipe de primeira – a sua mesa de cafés e chás e tortas – tudo muito, muito fino.

As tendas com refrigeração geral –( ninguém agüenta o calor da AABB), ficaram apropriadas para a grande noite, com plantas lindas pelas laterais, iluminação equilibrada  e o show de Ivete perfeito, mas sem emoção.

O governador Marcelo Deda, como sempre um gentleman, tirou o paletó, tentou ensaiar uns passos de dança, mas preferiu o comedimento, próprio de um governador, bem acompanhado que estava pela linda Eliane Aquino, de vermelho à lá Demi Moore.

Luiz Teixeira, no afã da emoção, ficou um pouco sem ar, mas foi imediatamente amparado, ele, aquele que começou tudo, junto com Tarcísio Teixeira  e o pai deles Oviêdo. A noite dos 50 anos da Norcon dividiu flashes com mulheres muito elegantes, de longo, tafetás, crepes e sedas e outras tantas cafonas, que insistiam em colocar as havaianas nos pés, mas que sabe-se que mulher verdadeiramente elegante, não troca tiket por sandália alguma, tirando isso, uma noite verdadeiramente esplendorosa, com a imagem de Cristiano Teixeira no palco(que está magérrimo e belo) e todo staff empresarial e amigos e clientes e admiradores, numa celebração digna desta crônica.

A noite foi se fazendo alta, lá se vão 50 anos, meio século de um sonho que se perpetuou no dia de ontem. Foram idas e vindas, ganhos e perdas, mas tudo com uma certeza: a possibilidade de sonhar sempre. A noite Norcon contou com todas as tribos presentes, numa mesa a família São Lucas, José Augusto Barreto nos seus 80 anos, o desembargador Pedreira feliz e  José Dantas da Decide, uma figura ímpar de luz, lá prestigiando, e sendo prestigiado por todos.

A Norcon homenageou o primeiro servente da empresa, num ato simples e honesto, de quem sabe valorizar a vida dos que realmente ajudam a construir um império como este. Glórias à parte, tudo foi uma demonstração imensa de amor a Sergipe, desse povo inscansável, vindo da Serra do Machado, e lá estava também de Itabaiana, João Carlos Paes Mendonça, e que conseguiu repetir com Fernando Pessoa: “tudo vale a pena se a alma não é pequena.”

Seixas Dórea, deu o tom, o homem do título de livro mais lindo “eu, réu sem crime”, lançado ano passado pela construtora, naquela classe que lhe é peculiar, motivo de orgulho para todos nós, sendo homenageado na grande noite e dizendo que tanto Tarcísio como Luiz o chama de segundo pai.

Foi uma noite irrepreensível, uma noite clássica, digna de 50 anos de uma empresa como a Norcon, calcada no trabalho e na visão de futuro e excelência que o mundo hoje exige.

 

*Araripe Coutinho é colunista da Infonet. Poeta.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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